Em 2017 tem quarenta anos de punk, da morte de Elvis Presley… e do primeiro disco de Bjork. Em setembro de 1977, há quatro décadas, ela estava colocando os últimos vocais naquele que é seu primeiro verdadeiro disco, Bjork, lançado por um selo da Islândia (Fálkinn), que praticamente só existiu para lançar esse disco. Na época, Bjork era uma menina de onze anos, cantava e tocava flauta no disco, e tinha colaborações do seu padrasto, Sævar Árnason, que tocava bateria, e da mãe, Hildur Hauksdóttir, que fez essa capa haribol que você vê acima.

Tem uma única música no disco feita por Bjork – e é um tema instrumental meio psicodélico feio em homenagem a um pintor islandês chamado Jóhannes Kjarval. Na época, ela já compunha bastante e chegou a dizer que achava estranho receber dinheiro e assinar um contrato para trabalhar músicas que não eram dela.

No mais, são músicas feitas para ela com exclusividade e algumas covers. The fool on the hill, dos Beatles, virou Álfur út úr hólBúkolla é You kiss is sweet, de Stevie Wonder.

Fúsi hreindýr foi uma das músicas feitas para Bjork cantar.

E esse disco não teria existido se Bjork não tivesse resolvido gravar, um ano antes, uma versão do hit disco I love to love you, de Tina Charles – essa versão tocou na única rádio do país dela e abriu espaço para o disco. Bjork teve tiragem limitada em LP e K7 na época (dizem que chegou a ganhar disco de platina na Islândia, que tinha mercado fonográfico pequeno e direcionado), e virou raridade. De acordo com o site Discogs, o disco foi reeditado em formato pirata uma porrada de vezes, mas nunca mais saiu oficialmente.

Aliás, olha aí a pequena Bjork lendo um conto de Natal na TV da Islândia em 1976.