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Deco Gontijo faz MPB-jazz indie em single duplo

RESUMO: Deco Gontijo estreia carreira solo com o compacto Sempre quis falar / Domingo, unindo MPB, jazz, soft rock e bedroom pop. Ex-integrante da banda Cumbuca, o músico explora canções intimistas e produção lo-fi.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Marcela Gontijo / Divulgação
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Deco Gontijo abre um novo capítulo na carreira com o compacto Sempre quis falar / Domingo. Conhecido pelo trabalho na banda Cumbuca, o cantor, compositor e guitarrista une seu passado indie rock à exploração de um repertório que aproxima MPB, jazz, soft rock setentista e bedroom pop.
As guitarras continuam presentes, mas aparecem de forma mais contida, cercadas por uma produção lo-fi, arranjos delicados e momentos de improviso. As referências passam por nomes como Arthur Verocai, Clube da Esquina, Nyron Higor, Ana Frango Elétrico, Rodrigo Amarante e Mac DeMarco.
“O que mais me motivou foi a vontade de explorar e produzir composições minhas que se distanciam do indie rock ou do rock alternativo”, explica Deco. “Me desenvolvi musicalmente na adolescência tocando MPB, mas desde que montei a Cumbuca hiperfoquei na construção de riffs e na exploração dos infinitos subgêneros do rock alternativo. Apesar disso, acabaram saindo algumas composições que não necessariamente dialogavam com essa estética”, completa.
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O single foi gravado no estúdio Inhame com Rubens Adati (baixo e produção) e Digo Mattos (bateria), além de Mike O’Brien (teclados) e Leonardo Ryo (sax), no saxofone. Em Sempre quis falar, uma base discreta de percussões eletrônicas acompanha os dedilhados de guitarra antes que a música cresça aos poucos. O piano assume protagonismo na parte final, reforçando o clima melancólico. “A música fala sobre o que passa na cabeça de alguém que está entrando num relacionamento, sobre inseguranças, medos e vontades”, diz Deco.
Já Domingo segue por um caminho mais experimental e percussivo, com uma atmosfera que, em alguns momentos, lembra o lado mais contemplativo do Radiohead. A letra (com versos como “como que eu posso dormir num domingo sem te ter aqui/ sobrando minhas incertezas e o meu violão”) ganha força com arranjos delicados, enquanto os sopros acrescentam um clima quase jazzístico. “É aquela depressãozinha de domingo, a ansiedade de não estar perto da pessoa que você ama”, resume o músico.
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Rivers Cuomo zoa o universo dos CEOs no novo single do Weezer

RESUMO: Weezer lançou o single CEO, como prévia do novo álbum da banda (o popular Gold album) que chega em 21 de agosto. O clipe tem convidados como Tony Hawk.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Faltando poucos dias para o lançamento de seu novo álbum, Weezer – apelidado pelos fãs de Gold album por causa da capa, dourada e com uns símbolos que parecem coisa do Led Zeppelin IV – o Weezer divulgou mais um aperitivo do disco. A banda lançou o single CEO, acompanhado de um clipe que reúne participações especiais, entre elas a do skatista Tony Hawk, e aposta em um tom bem-humorado que acompanha a proposta da música.
A letra brinca com o fato do cantor e guitarrista Rivers Cuomo ser uma espécie de CEO de sua banda – e zoa o universo dos CEOs e milionários de modo geral (alguns versos da faixa: “lá vem o CEO / eu preciso manter esse foguete no ar / sabe, eu era só um garoto de Connecticut / sozinho no meu quarto brincando com um Tascam 688 / sinto falta daqueles dias / eu era feliz, mexendo no meu quarto”).
No Instagram, a banda brincou com os convidados do clipe: “Muitos agradecimentos aos nossos distintos colaboradores por suas participações na apresentação visual que acompanha esta obra. Cada um deles recebeu a Estrela de Ouro da Excelência por seu desempenho exemplar”, escreveram.
O novo álbum, Weezer, será lançado em 21 de agosto. E claro que a gente já tá esperando pra ouvir e resenhar. Ele teve dois produtores: Klas Åhlund, conhecido por seus trabalhos com Robyn, e Kenneth Blume, ligado aos recentes lançamentos da banda Geese.
Ao que consta (e conforme demonstrado pelo single) vem aí um disco bem cru, mais ao ponto dos primeiros álbuns do grupo. Kenneth Blume teria definido o objetivo como criar “o álbum mais agressivo da história do Weezer”, abrindo mão de recursos como correção de afinação e trilhas de clique para manter o som mais cru e espontâneo.
Mas não para por aí: Cuomo e o baterista Pat Wilson voltaram a escrever músicas juntos pela primeira vez desde o álbum de estreia da banda. O disco chega depois dos quatro EPs da série SZNZ, lançados em 2022. E o clipe tá aí.
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American Football divulga clipe de “Wake her up”, com participação de Wisp

RESUMO: O American Football lança o clipe de Wake her up, faixa do álbum American Football (LP4) com participação da cantora Wisp. O vídeo aposta em narrativa contemplativa e efeitos visuais para acompanhar a canção.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Alexa Viscius /Divulgação
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O American Football lançou o videoclipe de Wake her up, uma das faixas de American Football (LP4), quarto álbum da banda, que chegou às plataformas em maio, e ganhou resenha aqui. A música traz a participação da cantora Wisp, convidada para dividir os vocais.
O vocalista e guitarrista Mike Kinsella conta que a colaboração surgiu de forma espontânea. A melodia do trecho “wake her up” já fazia parte da composição, mas a banda só encontrou a intérprete ideal depois de conhecer o trabalho de Wisp.
“A melodia feminina da frase ‘wake her up’ já existia há algum tempo. Não tínhamos ninguém em mente para cantá-la, até ouvirmos uma música da Wisp e pensarmos juntos: ‘Ela precisa cantar essa parte!’. A música toda é apresentada como se fosse sobre ‘a garota no rio Sena’, mas, na verdade, é sobre o garoto que se apaixonou por ela”, conta o vocalista.
O vídeo, dirigido por Ty Evans, Cord Jefferson e Atiba Jefferson, acompanha o clima contemplativo da faixa. A produção reúne imagens de duas cidades e diferentes perspectivas em uma narrativa visual construída com efeitos práticos e recursos tecnológicos.
“Este vídeo foi realmente um esforço colaborativo. Queríamos criar uma abordagem visual que parecesse ao mesmo tempo cinematográfica e experimental, usando tecnologia e efeitos práticos para produzir algo que o público ainda não tivesse visto. O resultado é uma linguagem visual que mistura duas cidades, duas perspectivas e múltiplas camadas de movimento em um único quadro”, diz Ty Evans.
E tá aí o clipe.
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Conor Kinsella: punk, jazz, glam e pau na direita e na xenofobia

RESUMO: O irlandês Conor Kinsella estreia com Someoneuknow, single que mistura punk, jazz, glam, country e metal para abordar imigração, extrema direita e bolhas nas redes sociais com humor e crítica política.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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O irlandês Conor Kinsella diz que sua música “é uma mistura de diferentes estilos”. Nem precisava avisar, até porque é só ouvir seu primeiro single, Someoneuknow, para ter certeza disso. Com mais de cinco minutos, parece uma canção de musical, que abre flertando com o glam, mas logo muda de direção e passa a misturar punk, jazz e até toques de country – até que volta à sonoridade do começo na hora do refrão.
Tá pensando que para por aí? Bom, Someoneuknow ainda ganha uma pegada metal lá pelas tantas, e perto do fim, abre espaço para uma longa seção instrumental que deixa a composição ainda mais imprevisível. “Someneuknow é uma faixa que mistura jazz e punk para abordar as bolhas de extrema direita nas redes sociais e questionar quem insiste em dizer que a Irlanda está ‘cheia’ de imigrantes”, conta Conor.
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Além de deixar claras as implicações políticas do seu som, ele afirma também que, mesmo com tanta variedade musical, “minha música é sempre guiada pelo amor ao punk e por canções que sejam tão políticas quanto cativantes” (humor autodepreciativo e caos calculado também estão entre as armas usadas por ele).
A faixa foi escrita, gravada e produzida pelo próprio Conor com mixagem de George Perks (Enter Shikari, Cherym) e a participação de vários músicos convidados. Nos palcos da Irlanda, aliás, ele costuma se apresentar à frente de uma banda de seis integrantes. É show com alma de musical, com uma turma variada, então. Ano que deve sair o primeiro álbum, se tudo correr bem.
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