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Cultura Pop

Quando os Residents deram uma coletiva de imprensa e não abriram a boca (?)

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Jogaram documentário sobre os Residents no YouTube

O grupo americano de música de vanguarda e excentricidades artísticas The Residents nunca focou em apresentações ao vivo. O forte da banda sempre foi o estúdio, desde o começo. Quando precisavam tirar fotos, era com todo mundo disfarçado com aquelas máscaras de globo ocular.  Só em junho de 1976 rolou um show na Califórnia, e parecia que não ia acontecer mais nada depois disso. Até que em 1982, com o lançamento do primeiro sampler (o EM-U Emulator, teclado cujos sons podiam ser gravados em floppy disks), o grupo se animou para fazer nada menos que sua primeira turnê.

A ideia pareceu legal no começo, mas depois foi levando a banda à loucura. O grupo gastou uma baita grana, teve montes de problemas de manutenção, viu gente importante abandonar o barco (inclusive o maior investidor dos Residents, o empresário John Kennedy) e acabou tendo que acionar amigos e parentes para ajudar a custear gastos exorbitantes do giro. A gravadora fundada pela banda, Ralph Records, esteve sob risco de falir por causa dos altos custos. Na real o grupo tinha tão pouca logística interna para fazer uma turnê que até mesmo problemas bem banais (como a divisão entre maconheiros e não-maconheiros) causou rachas na galera. A ponto de precisarem fazer dois ônibus de excursão para separar o único odiador da fumaça (o mestre de cerimônias Penn Jillette) e colocá-lo sozinho.

>>> Ei, apoia a gente aí: catarse.me/popfantasma

A Mole Show, essa tal única turnê do grupo, ajudava a divulgar os dois primeiros discos da chamada “trilogia Mole” (inspirada em livros como As vinhas da ira, de John Steinbeck). E vinha numa época em que os Residents, pode acreditar, estavam habitando uma espécie de underground luxuoso. Os discos independentes e corrosivos da banda vendiam bem e sustentavam a gravadora do grupo de boaça. O grupo conseguiu sucesso de público nas primeiras apresentações e contava com a presença de Bill Gerber, um ex-executivo do Devo, como gerente de turnê. E conseguiram encerrar o giro com um show num festival de música de vanguarda, o New Music America, cuja quinta edição rolou entre 7 e 17 de outubro de 1983 em Washington, DC.  O show da banda no evento rolou em 7 de outubro de 1983 e se tornou conhecido entre fãs como Uncle Sam Mole show.

E, aliás, uma curiosidade a respeito desse show é que os Residentes, para divulgá-lo, fizeram uma coletiva de imprensa totalmente muda.

Os Residents compareceram com as roupas de palco, na escada do Lincoln Memorial, atenderam os jornalistas que se interessaram em saber qual era a daquele grupo, mas não abriram a boca. Uma assessora de imprensa (ou algo parecido) do grupo respondeu todo mundo e cochichava com os músicos quando tinha dúvidas.

No tal papo, a assessora dizia que a banda tinha dificuldade de se definir e que a música tinha “muitas plataformas” e anunciava que o show seria exclusivo para a data, já que era a primeira vez que os Residents tocavam naquela região. O grupo também não sabia quando viria o terceiro disco da tal trilogia (e que acabou nunca sendo lançado, tornando a Mole trilogy um caso raro de trilogia de dois discos).

“Interessante. Esse show foi pirateado?”, você pode estar se perguntando. Mas claro que sim. Pega aí.

Tem uns trechinhos da apresentação em vídeo aqui.

 

 

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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