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Cultura Pop

Quando o Can enlouqueceu no programa do John Peel

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Krautrocksampler: o Top 50 do Julian Cope

O Can teve diversas fases e diversos lados em sua carreira. Você pode tocar músicas como Vitamin C e I want more numa festa, que geral vai sair dançando. Mas o material que causa uivos em muitos fãs é o da fase mais experimental, do começo da carreira, com músicas de dezoito minutos, letras improvisadas e canções que pareciam estar sendo feitas naquele momento no estúdio, enquanto o disco estava sendo gravado. E em muitos casos, era exatamente isso que acontecia.

Esse método de trabalho chegou ao seu ápice quando a banda apareceu no programa do DJ inglês John Peel, na BBC. Em 20 de fevereiro de 1973, a banda fez uma visita lá e tocou dezoito minutos de música improvisada, que ganharam o nome de Up the bakerloo line with Anne. Na época, o Can tinha Damo Suzuki (vocais), Irmin Schmidt (teclados), Holger Czukay (baixo), Michael Karoli (guitarra) e Jaki Liebezeit (bateria).

No ano seguinte, voltaram de novo no estúdio da BBC (e do programa de Peel). Só que sem o vocalista, que tinha resolvido se casar, virar Testemunha de Jeová e fazer carreira solo – uma carreira, por sinal, marcada por discos improvisados e gravados ao vivo. Daí gravaram três instrumentais: Return to BB City, Tape kebab (ambas no dia 8 de outubro de 1974) e Tony wanna go (29 de janeiro de 1974). A primeira, um instrumental cheio de climas progressivos; a segunda, um tema que poderia estar num álbum do Neu ou do Kraftwerk, desde que rearranjado e/ou mais eletronificado; a terceira, uma som orientado para o jazz-progressivo.

E em 1975, mais uma vez o Can voltou lá. No dia 14 de maio de 1975, apareceram de novo na BBC e gravaram mais dois improvisos: Geheim (Half past one) e Mighty girl, ambas com Karoli fazendo vocais que mais lembravam proto-raps. Nessa época, o Can já estava seguindo uma orientação diferente, mais ligada a canções formais, e que volta e meia descambava em sons mais dançantes e (vá lá) comerciais, para os padrões do grupo. Esse material de 1975 foi até reaproveitado pela banda: Geheim foi reduzida a seu subtítulo (Half past one) no disco Landed, de 1978, e Mighty girl reapareceu como November no disco Out of reach, de 1978.

E você escuta todos esses improvisos e maluquices no CD Can: The Peel sessions, lançado em 1995 pelo selo Strange Fruit. Aumente o volume!

 

O blog Pequenos Clássicos Perdidos falou também desse disco.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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