Cultura Pop
Quando Terry Glaze “voltou” para o Pantera (por uma noite)

Em abril de 2010, Rex Brown, ex-baixista do Pantera, subiu no palco para mais um show de sua banda Arms Of The Sun – um supergrupo no qual tocavam também músicos como John Luke Herbert (bateria, King Diamond). Durante a apresentação, realizada em Dallas, o músico recebeu um convidado que deve ter passado despercebido para boa parte da plateia. Era ninguém menos que Terry Glaze, o famigerado primeiro vocalista da banda de metal, que esteve à frente do quarteto justamente numa fase que poucos fãs curtem relembrar: o período em que a banda tentava se sobressair tocando hair metal.
Terry soltou a voz em duas músicas desse período do Pantera, All over tonight e Come on eyes – gravadas respectivamente no segundo disco do grupo, Projects in the jungle (1984) e no terceiro, I am the night (1985). Os três álbuns que o grupo gravou com Terry no vocal estiveram BEM longe de serem grandes sucessos e foram produzidos pelo pai de Vinnie Paul (bateria) e Dimebag Darrell (guitarra), Jerry Abbott, que também empresariava a banda.
Na real, esses discos só foram descobertos de verdade porque alguns jornalistas, na época de discos como Vulgar display of power (1992) lembravam da banda e resolveram perguntar sobre os discos, que já estavam fora de catálogo. Ainda chegou a sair em 1988 um quarto disco chamado Power metal, já com Phil Anselmo nos vocais. Nada disso vendeu discos ou fez sucesso. A fase é ignorada pela discografia oficial da banda, como se fosse “outra banda”. Chegou a sair até um clipe (horrendo) de All over tonight. Não deve ter sequer sido exibido pela MTV.
Terry, que hoje leva uma vida tranquila, chegou a dar uma entrevista a um podcast chamado Full In Bloom, afirmando que saiu do grupo porque ficava irritado com o fato das decisões serem tomadas “em votação”, mas com uma espécie de bancada Abbott, já que o velho Jerry participava das votações. “E os três Abbotts sempre votavam igual. Não importava o que fosse: a decisão era sempre deles”, contou. O relacionamento também estava estranho, a ponto de Terry deixar o grupo quase sem avisar (“simplesmente coloquei as coisas no porta-malas e fui embora”) e de Phil Anselmo, já em seu lugar, chegar nele um dia e falar: “Eu entendo o que você está passando”.
Os fãs do grupo, por sua vez, dificilmente vão ver um relançamento dos quatro discos dessa fase, já que Rex Brown, apesar de ter chamado Terry para cantar com ele, é contra. “Os irmãos (Vinnie e Dimebag, já mortos) eram contra, eu sou contra e é isso. Não vai sair”, diz, afirmando que a banda não estava indo a lugar nenhum com o ex-vocalista. “O discos foram pirateados cem mil vezes, as pessoas consideram isso uma parte de nossa história. Não é. A menos que Philip esteja cantando, não é Pantera. É assim que eu vejo”.
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– Cinderella fazendo comercial de cachorro-quente em 1983: rock farofa pra comer
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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