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Cultura Pop

O lado punk de Odair Cabeça de Poeta, da “Feira da fruta”

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O lado punk de Odair Cabeça de Poeta, da "Feira da fruta"

Quem não viu a montagem “Bátema na Feira da Fruta”, realizada por dois caras que redublaram um antigo episódio do Batman, estava fora do Planeta Terra nos últimos anos. Feita em VHS em 1981, desaparecida após vários empréstimos e recuperada involuntariamente na internet, ela fez uma turma enorme redescobrir uma canção esquecida, repleta de duplos e triplos sentidos, chamada “A feira”, composta por um músico baiano chamado Odair Cabeça de Poeta e gravada em 1973 por ele e pelo Grupo Capote, que ele liderava. A música não se chamava “Feira da fruta” – era só um nome informal, por causa da quantidade de vezes em que a frase “feira da fruta” (brincadeira, óbvio, com “filho da p…”) era repetida na canção.

E enfim, se você andou desaparecido da galáxia de 2000 pra cá, segue aí o vídeo do “Bátima” e uma entrevista com os criadores do vídeo no “Agora é tarde”, que era apresentado por Danilo Gentili no SBT.

https://www.youtube.com/watch?v=4pcJSn791IE

Se você em algum momento da vida já se perguntou quem é Odair Cabeça de Poeta, e resolveu googlar, já deve ter descoberto duas coisas. A primeira é que, numa outra ocasião, o cantor e compositor apareceu no próprio “Agora é tarde”, do Danilo Gentili, ao lado dos dois criadores da dublagem – que resolveram lançar um livro sobre o fato de terem virado celebridades involuntárias da web. A outra é que Odair foi parceiro de outros artistas baianos, como Tom Zé, com quem chegou a gravar.

Duas curiosidade a respeito dele: no fim dos anos 80 ele montou a Orquestra de Forrock, que misturava instrumentos de rock e forró (claro, enfim) e tinha até uma motocicleta e um esmeril (!) entre os utensílios de palco. Com essa formação, chegaram a se apresentar no Canecão, aqui no Rio, e em programas de TV. A outra é que ele foi baterista numa das primeiras formações dos Novos Baianos. O que até satisfaria o desejo musical secreto de algumas pessoas.

O lado punk de Odair Cabeça de Poeta, da "Feira da fruta"

Odair – que um tempo atrás estava meio sumido, morando na Ilha de Boipeba, mas voltou a dar shows – tem uma discografia até bem comprida e já passou por várias gravadoras. Nos anos 1980 retornou com um disco por um selo alternativo, mas com certo peso, chamado LupSom. No álbum, além da ode canábica “O índio” (que chegou a cantar no “Programa do Bolinha”, na Band), havia aquilo que parece ser uma referência forró-new-wave a “Fresh fruits for rotten vegetables”, dos Dead Kennedys: “Repolho podre e os rabanetes delinquentes”. Bom, na verdade, não tem nada a ver com Dead Kennedys. A música soa mais como paródia do rock meio newwavizado, meio hard rock, feito aqui no Brasil nos anos 1980 – ou como zoação da tecladaria de última geração usada na época pelo RPM. Mas vai aí mais uma grande pérola perdida do rock brasileiro para quem curtiu “A feira”

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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