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Cultura Pop

Mike Patton tocando de pijama na MTV e cagando a sincronia labial do Top Of The Pops

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Mike Patton tocando de pijama na MTV e cagando a sincronia labial do Top Of The Pops

Achar histórias bizarras a respeito do Faith No More (e em especial do cantor Mike Patton) durante os anos 1980 e 1990 é uma tarefa tão fácil que se torna até meio sem graça. Sendo que muitas dessas histórias foram meio mal documentadas e tornaram-se lendas apenas por terem sido repetidas pelos próprios músicos da banda.

A turnê de seis meses que a banda fez com o Guns N Roses na época do disco Angel dust (1992) rendeu vários casos bizarros, como o tal dia em que Mike Patton, o vocalista, teria feito xixi no teleprompter do vocalista Axl Rose (sim, na época se tornou comum que astros do rock usassem aquele mesmo aparelho usado no Jornal Nacional para cantar sem tropeços nos palcos). Ou a ocasião em que, segundo Patton, ele fez cocô em várias garrafas de suco de laranja que foram despejadas numa máquina de suco que seria usada pelo Guns N Roses.

Antes disso, quando fazia poucos anos que Mike Patton havia entrado para o grupo, a zoação já era bastante selvagem. Em 26 de dezembro de 1990, divulgando o já famoso disco The real thing, o Faith No More teve a honra de ser a primeira banda de som pesado (nessa época, eles eram tidos como heavy metal) para se apresentar num programa novo da MTV chamado Da Show, que não duraria muito na tela da TV. O grupo apresentou Epic e The edge of the world, com Patton vestido com um… pijama.

Pouco antes disso, o Faith No More foi convidado a se juntar a uma turnê com ninguém menos que Billy Idol, que tinha sofrido um acidente horroroso de moto e estava divulgando o disco Charmed life. O grupo fez uma série de trinta shows abrindo para o roqueiro, fechando com a apresentação do dia 31 de outubro de 1990, em que tocaram para 18.000 presentes no Seattle Center Arena (agora Key Arena).

Aqui tem uma resenha muito boa do show (e o Dangerous Minds também resumiu a desgraça) e a história é tão bizarra que mal dá pra acreditar: o Faith No More foi agraciado com 20 quilos de peixes mortos enquanto tocava o hit Epic – numa referência brutal à “cena do peixe” do clipe da faixa. Depois, com Billy Idol já no palco, um integrante do FNM apareceu no palco vestido de gorila. E a banda toda subiu lá de novo com os rostos cobertos e… sem uma peça de roupa sequer. Ficaram dançando pelados em torno de Idol durante a execução de Eyes without a face.

E teve também aquela vez em que o Faith No More foi ao Top of the pops dublar seu hit From out of nowhere. O programa britânico costumava levar artistas para apresentar seus hits com playback e, volta e meia, algum nomão conseguia tocar ao vivo – até mesmo o Iron Maiden conseguiu isso em 1980, quando se recusou a fazer mímica em Running free.

Ao Faith No More não coube a mesma honraria e a banda precisou fingir que tocava e cantava durante From out. Sendo que… Mike Patton deu um jeito de cagar o rolê da dublagem lá por 1:23.

 

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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