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Cultura Pop

Michael Bolotin: quando Michael Bolton era roqueirão

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Lembra daquela época em que Michael Bolton, aquele cara do When a man loves a woman, era um cantor de hard rock e abria show do Ozzy Osbourne? E da época em que ele usava um nome que ninguém conseguia pronunciar?

Se você não lembra, pega aí o primeiro single de um cantor americano de rock chamado Michael Bolotin, lançado em 1975. Era o próprio.

O vocal de Michael Bolton, ou melhot, Bolotin, lembrava em 1975 uma mistura de Dave Lee Roth e James “Dandy” Mangrum (Black Oak Arkansas) com soul da Motown. O som era um hard rock interessantíssimo e bem diferente da carreira romântica que ele faria depois. Usando seu nome verdadeiro, Bolton gravou dois discos, o epônimo Michael Bolotin (1975) e Everyday of my life (1976). No segundo álbum, conseguiu até a participação de ninguém menos que Papa John Creech, ex-violonista do Jefferson Airplane. Também levou These eyes, clássico mela-cueca do The Guess Who, para um novo público.

“Bolotin é meu nome verdadeiro. Mas ninguém conseguia pronunciar isso direito. Tenta aí, conseguiu?”, brincou o cantor quando conversou comigo (é, comigo) esse ano, ao vir dar shows no Brasil.

Entre a fase Michael Bolotin e o sucesso como cantor de AOR com o nome Michael Bolton (“fiquei 18 anos tentando!”, me contou o cara), ainda rolou isso aí, ó.

No fim de 1978, Bolton juntou-se ao guitarrista Bruce Kullick e a seu irmão Bob (também guitarrista) para um projeto. Bob saiu e a turma, já devidamente empresariada por Steve Weiss, arrumou novos músicos para a empreitada – Jimmy Haslip no baixo e Sandy Gennaro na bateria – e ganhou um nome: Blackjack. Foi “a banda de rock pesado de Michael Bolton”. O vídeo acima é um trecho do promo de quando assinaram com a Polydor, com vários depoimentos levantando a bola da rapaziada (um deles, do produtor Tom Dowd, sinônimo de inovação na concepção de discos de rock durante os anos 1970).

O Blackjack gravou dois discos, Blackjack (1979) e Worlds apart (1980) e, inicialmente, foi aposta da gravadora. Mudanças na diretoria da Polydor fizeram com que a banda fosse rapidamente esquecida e vendesse bem pouco. Foi por causa desse contato com Kullick, futuro guitarrista do Kiss, que Bolton acabou compondo Forever com Paul Stanley, da banda mascarada. A música foi gravada pelo Kiss e no Brasil, virou tema da novela Rainha da sucata (1990). Na tal entrevista que ele me deu (link ali em cima), tem parte da história da música.

Tem aquela história maluca que envolve um suposto teste que Michael Bolton teria feito para ser vocalista do Black Sabbath em 1982, logo após a saída de Ronnie James Dio. Michael nega, diz que são apenas rumores e que tudo vem de uma confusão por causa do nome da sua ex-banda, Blackjack.

Já Tony Iommi, guitarrista do Sabbath, diz em sua biografia Iron man que Bolton enviou uma demo para eles e fez o tal teste, sim. “Não o conhecíamos na época. Ele foi lá e cantou War pigs, Heaven and hell e Neon knights. Ele era realmente bom, mas não era o que procurávamos”, escreveu.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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