“Mas que porra é essa de Hugo Strasser?”, você deve estar se perguntando. Bom, outro dia, mostramos aqui no POP FANTASMA que um dos reis do ritmo na Alemanha, o maestro James Last, releu certa vez Silver machine, do Hawkwind, School’s out, do Alice Cooper, e Children of the revolution, do T. Rex.

O som era naquele mesmo clima das versões de clássicos pop feitas por outros gigantes da batuta, como Ray Conniff e Franck Pourcel. Last ficou célebre por ter gravado, a partir de 1965, uma série de discos chamada Non stop dancing. À frente de uma orquestra – num estilo que lembrava um Ray Conniff ainda mais amalucado – Last comandava versões festivas, em medleys, de tudo o que estivesse fazendo sucesso no rádio.

Hugo Strasser e sua orquestra tocam Silver Machine, do Hawkwind

E teve outro maestro alemão que gravou Silver machine e School’s out, em 1973. Foi Hugo Strasser, bem pouco lembrado aqui no Brasil, que releu as duas canções no disco Tanz-Hits 3. Expoente de uma época em que havia um bando de maestros fazendo música feita mais para dançar do que escutar sentado no sofá, ele tinha chegado a lançar em 1972 um LP chamado Romantic party. O álbum ganhou chiadeira dos fãs, que estavam mais acostumados a ir na loja comprar um disco de Strasser e encontrar sons dançantes.

Olha as duas versões aí (Children of the revolution, ele não gravou, não).

Uma das assinaturas de Hugo era que ele não ficava só regendo. Usava um clarinete como uma espécie de “voz” da orquestra. A formação tinha quase sempre cinco saxofones, três trompetes, três trombones, teclado, guitarra, baixo e bateria. Strasser especializou-se em acompanhar concursos de dança e aparecia em vários programas de TV. Em 1972, fez um disco especial para os Jogos Olímpicos de Munique, Olympia ball. Strasser seguiu gravando até os anos 1990. Morreu em 2016.