Cultura Pop
Ué, Gael García Bernal era o moleque de “Vovô e eu”, do SBT?

Exibida pela emissora mexicana Televisa entre janeiro e maio de 1992, a novelinha El abuelo y yo virou mania entre crianças no Brasil quando, no mesmo ano, passou aqui com o nome de… Vovô e eu. Olha a abertura aí.
A história, em se tratando de uma novela infantil mexicana, não tinha erro. Falava das vidas de duas crianças, a menina rica Alexandra e o garoto pobre Daniel, que acabam se conhecendo no meio da trama. Sendo que (para provocar mais lágrimas nos espectadores), Daniel era um garoto abandonado que vivia nas ruas e tinha como único amigo o cachorro Anselmo. Até que conhece um senhor chamado Joaquim, um velho e solitário músico, que vira seu “avô”. Evidentemente, ao final da trama, Daniel descobre que o senhor é seu avô mesmo e fica tudo bem.
Lá pelas tantas, Daniel e Alexandra se conhecem, ficam amigos, se apaixonam e (meu Deus, que escândalo) rola até um beijo. Alguém imortalizou no YouTube essa cena do primeiro beijo, que deixou várias menininhas com lágrimas nos olhos.
https://www.youtube.com/watch?v=4y-hlyGWPd4
Vovô e eu teve a complicadíssima missão de substituir Carrossel, outra infantil mexicana que o SBT passou, e que fez bastante sucesso. Carrossel foi exibida entre 1991 e 1992, virou mania, deu sustos na Rede Globo e, alguns anos depois, gerou produtos nacionais popularíssimos (novela produzida no Brasil, filme, Larissa Manoela, etc). Os cutucões na Globo foram tão grandes que, coincidência ou não, em 1993 a emissora carioca viria com Sonho meu, de Lauro Cesar Muniz, uma novela que falava da amizade de um velhinho com uma criança. No caso uma garota (Elias Gleizer e Carolina Pavanelli faziam os papéis)..
https://www.youtube.com/watch?v=ZOMvwyHrK60
O que eu não fazia a menor ideia é que ninguém menos que Gael García Bernal era o tal garotinho Daniel de Vovô e eu. Evidentemente anos antes de filmes como Amores brutos e Diários de motocicleta. Quem fazia a Alexandra era Ludwika Paleta. Antes de Vovô e eu, ela por acaso interpretava a mimada Maria Joaquina de Carrossel – o papel que aqui no Brasil coube a Larissa Manoela. Olha os dois aí na foto.

O assunto entre Gael e Ludwika (que é mexicana de origem polonesa, daí o nome) não se esgotou na novela. Ano passado, ele contou numa entrevista que os dois foram namorados nessa época e que ele “ficou maluco” por ela. “Ludwika era linda e genial, muito inteligente, muto engraçada. Como não ficar louco com ela?”, contou, dizendo até que os dois sempre se falavam e ainda eram amigos.
Em tempo: Ludwika continuou fazendo novelas, foi casada por onze anos e teve um filho. Hoje é casada com Emiliano, filho do ex-presidente mexicano Carlos Salinas, e teve filhos gêmeos com ele. E tem uma conta no Instagram. Até postou essa lembrança de Vovô e eu outro dia.
https://www.instagram.com/p/BXWCcC6hp-g
Pauta roubada de Lory Santos
Cultura Pop
George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube
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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).
O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).
Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.
A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.
Ver essa foto no Instagram
A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.
Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.
Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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