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Cultura Pop

Exercícios aeróbicos em disco: isso era a dance music na União Soviética

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Exercícios aeróbicos em disco: isso era a dance music na União Soviética

Na União Soviética, uma agremiação de pequenos países com mais de 300 milhões em ação, quem curtia música não tinha muita opção. Ou você escutava os discos da gravadora estatal, Melodiya, ou não escutava porra nenhuma.

Exercícios aeróbicos em disco: isso era a dance music na União Soviética

Compactinho dos Beatles lançado na URSS, com Octopus’s garden e Something no lado A (foto: Wikipedia)

O selo estatal era o único que se ocupava de lançar discos para satisfazer os tais 300 milhões de audiófilos. E lançava discos aos borbotões, incluindo LPs infantis, discos de música tradicional, álbuns de propaganda, ou até mesmo – e isso depois de certa abertura no regime – LPs de nomes da Europa e EUA. Foi pela Melodiya que saiu, por exemplo, Choba B CCCP, disco exclusivo para o mercado soviético feito por Paul McCartney em 1987.

O que uns nerds de vinis andam descobrindo é que havia toda uma cena paralela de disco music e funk feito pra lá da Cortina de Ferro, e que era lançada nas lojas pela gravadora. Em 1980, o Zodiac, banda da hoje independente Letônia, surgiu fazendo um space disco bem interessante no álbum Disco alliance.

Teve também o Argo, banda definida como “crossover prog” e que orgulhosamente se apresentava como “banda eletrônica Argo”, e que começou a experimentar com ritmos eletrônicos ainda nos anos 1970. Esse funk progressivo doidão aí (que mistura até células rítmicas de samba) é a primeira música (se chama exatamente A1) de Discophonia, disco deles de 1980.

Esse aí o segundo disco deles, Sviesa (1983), um space-prog-funk esquisitão e bem feito.

E esse texto é só para deixar você informado a respeito da existência de Aerobic exercises, um disco de ítalo-dance soviética (!) disfarçado de álbum de exercícios, e que foi até chancelado pelo comitê de esportes da URSS. Olha a capa aí.

Olha o disco aí. Sim, ouvido hoje, parece com aqueles experimentos vaporwave que uns DJs andam fazendo. E tem uma ginasta russa comandando os exercícios.

Nos anos 1980, a onda fitness fez com que saíssem vários discos de exercícios aeróbicos fossem lançados. Alguns deles narrados por nomes como Jane Fonda e Arnold Schwarzenegger.

No caso do disquinho da Melodiya, era uma grande oportunidade de chancelar a diversão e dar a ela uma cara de “exercício”, já que se tratavam de dance tracks produzida num país que não era lá muito afeito à música pop. Seja como for – e olha que legal – Aerobic exercises abriu espaço na Melodiya para o lançamento de mais discos do tipo. Pega aí Competition, uma das faixas do primeiro volume da série Sports and music, lançada pela mesma gravadora com o apoio do mesmo Comitê de Esportes.

https://www.youtube.com/watch?v=_FnCPpZtCqY

Sim, a capa é maravilhosa!

E a 5Magazine, que fez um artigo bem bacana sobre esses discos, informa que não é tão complicado assim achá-los para comprar. Não saem caros e o fato de a gravadora ter mandado fazer um porrilhão de cópias já indica que sobraram muitos LPs, possivelmente nunca nem ouvidos. Corre atrás aí!

O site Reverb também falou desse disco.

 

 

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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