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E a música nova do Ludovic?

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Ludovic - Foto: José Menezes / Divulgação

Letra surgindo depois de quase um minuto, vocais graves cantando sobre “o perigo e a inevitabilidade das idealizações românticas que a paixão traz consigo”, versos falados, certo clima de desespero, mudanças rítmicas – e lá vem novamente o Ludovic, em clima bastante indie e experimental, preparando o terreno para seu próximo álbum, previsto para este semestre pela Balaclava Records.

A descrição acima fala sobre Pedestal, nova música do grupo de Jair Naves, Eduardo Praça, Zeek Underwood e Rodrigo Montorso. Ela sai depois do single Desde que eu morri, que abriu a temporada de novidades na área do grupo.

Nem tudo é tristeza em Pedestal e muita coisa é superação. Jair, autor da frase entre aspas do parágrafo acima, completa dizendo que Pedestal “também busca uma reflexão madura e justa sobre separações, em que se reconhece a importância que uma relação já encerrada possa ter tido na vida de alguém – ao mesmo tempo em que se aceita o fim e se manifesta a vontade de seguir adiante carregando as lições aprendidas”.

Liderado pelo cantor e compositor Jair Naves, o Ludovic abriu sua discografia com um EP autointitulado, em 2000. A banda mudou bastante de formação, mas acabou se consolidando com a entrada dos guitarristas Eduardo Praça (Apeles e Quarto Negro) e Zeek Underwood (Shed, Mudhill, Reffer e Single Parents).

Após os discos Servil (2004) e Idioma morto (2006), rolou uma separação e o retorno, com Rodrigo Montorso (Hateen e Diagonal) assumindo a bateria. O próximo álbum do Ludovic, o terceiro de sua discografia, vai ser o primeiro depois de 20 anos. Lançamento histórico, portanto.

Abaixo você confere Pedestal, o clipe de Desde que eu morri, e um vídeo de Pedestal gravado ao vivo em Florianópolis (SC), total fanmade.

Texto: Ricardo Schott –  Foto: José Menezes / Divulgação

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Total Bummer Festival: clássicos do ruído underground reunidos em dois dias (mas é lá fora…)

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Total Bummer Festival: clássicos do ruído underground reunidos em dois dias (mas é lá fora...)

Dá para sonhar bastante vendo a programação do Total Bummer Festival, patrocinado pela New Noise Magazine e pela distribuidora de música DistroKid. O evento estreia em Nova York neste ano, nos dias 30 e 31 de maio, e a ideia dos organizadores é que o festival entre para o calendário local, rolando anualmente.

O elenco do festival (que acontece no Knockdown Center, no Queens, região da qual vieram os Ramones) tem só nomões de várias vertentes do rock alternativo, cabendo bandas clássicas e novidades. Olha aí a lista de atrações.

30 de maio
DINOSAUR JR
BLONDE REDHEAD
MEAT PUPPETS
FLIPPER
TEEN MORTGAGE
NO JOY
MIHO HATORI
BLOODSPORTS

31 de maio
THE JESUS AND MARY CHAIN
JULIE
THEY ARE GUTTING A BODY OF WATER
DROP NINETEENS
HER NEW KNIFE
STARCLEANER REUNION
LATHE OF HEAVEN
BLAIR

O Total Bummer é co-organizado e produzido pela Saint Vitus Presents, o braço de eventos ao vivo do lendário Saint Vitus Bar, no Brooklyn. O local funcionou durante 13 anos – em 2024 fechou as portas devido a supostas violações das normas de construção da cidade de Nova York. Bandas clássicas como Nirvana, Blink-182, Megadeth, Refused e Anthrax, tocaram lá, bem como nomes ruidosos e indie como Nothing, King Woman e Deafheaven.

Aliás, só pra você ter uma ideia de como a casa era importante, vários itens de memorabília estavam expostos nass paredes do local, incluindo as baquetas de Dave Grohl da festa pós-show da reunião do Nirvana em 2014 (que celebrou a entrada da banda no Rock and Roll Hall Of Fame), além de fotos e objetos de visitas de membros do Black Sabbath e Iron Maiden.

E o pôster do evento tá aí. Já pensou você lá? Se tiver como, os ingressos estão à venda na Dice.FM.

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Fugazi resgata as “Albini sessions”, gravações descartadas do álbum “In on the kill taker”

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Fugazi (Foto: Reprodução Bandcamp)

Vamos deixar a histórica banda punk Fugazi contar de onde surgiu Albini sessions, disco de gravações de arquivo que acaba de chegar no Bandcamp. “No outono de 1992, os membros do Fugazi estavam imersos no processo de finalização das músicas que eventualmente seriam lançadas como o álbum In on the kill taker no ano seguinte”, contam.

“A banda vinha trabalhando nas músicas há alguns anos e já havia gravado algumas delas no Inner Ear, além de fazer inúmeras gravações de ensaio, mas no final de outubro pareciam ter chegado a um impasse. Numa tentativa de dar uma guinada na carreira, decidiram aceitar o convite permanente de Steve Albini para uma gravação gratuita em seu Electrical Audio Studio, que na época ficava no porão de sua casa na North Francisco, em Chicago”.

“A banda realmente apreciava a estética de Steve, especialmente os primeiros discos do Jesus Lizard, e parecia que a mudança de ares os ajudaria a ter uma perspectiva melhor sobre as músicas que haviam composto”, continuam. Da admiração mútua surgiu a ideia de gravar apenas duas ou três músicas para mudar um pouco de ares – só que a mudança foi tamanha, que durante três ou quatro dias, a totalidade do repertório de In on the kill taker já estava gravada.

Só que as “sessões Albini” acabaram arquivadas e ressurgem agora, finalmente em lançamento oficial (já rolavam bootlegs), em benefício da Letters Charity, organização de ajuda que usa a arte e o sistema de doações para salvar pessoas que estão com dificuldades financeiras.

As gravações que você ouve no álbum In on the kill taker, lançado pela Dischord em junho de 1993, foram feitas no Inner Ear Studio ao lado do produtor Ted Nicely. O material feito com Albini acabou sendo descartado pela banda, porque os integrantes ouviram as fitas e concluíram que ali tinha muita animação e um ambiente ótimo, mas estava tudo muito “sem graça” (palavras deles).

Ninguém do grupo sabia explicar o que havia acontecido, mas o fato é que o Fugazi, que sempre teve muito controle do próprio trabalho, foi percebendo que, após várias audições, aquilo não fazia sentido. O pior: dias depois chegou uma carta de Albini dizendo mais ou menos a mesma coisa com outras palavras. E aí a banda decidiu que não dava mesmo para lançar.

O material foi finalmente lançado em apoio à organização de Albini – após a morte do produtor em 2024, sua viúva Heather Whinna leva o trabalho adiante. A julgar pelas gravações disponibilizadas no Bandcamp, a banda achou que os masters estavam sem peso.

Há bem pouco da ambiência e do senso de perigo que costumam vir das gravações dirigidas por Albini, e o resultado soa mais parecido com uma demo muito bem feita do que com um álbum profissional do ano de 1993. Mas vale adquirir as gravações – que estão disponíveis apenas no Bandcamp – e botar para rolar lado a lado com o álbum oficial, que você ouve aí embaixo.

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Som alto com mulheres à frente: Eskröta e MC Taya juntas em turnê; Manger Cadavre? faz tour de aniversário

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Eskröta (Foto: Dani Moreira / Divulgação)

Som pesado feminista na estrada: a banda Eskröta (vista aí em cima em foto de Dani Moreira), um dos nomes mais fortes do thrash metal brasileiro recente, vai cair na estrada ao lado de MC Taya para uma série de shows em conjunto. As duas atrações anunciaram a Mantra Tour, que começa neste domingo (8) e deve passar por mais de dez cidades em quatro estados do Brasil.

As datas já anunciadas do giro são 8 de março (Santo André/SP), 2 de abril (São Carlos/SP), 3 (Americana/SP), 10 (Diadema/SP), 11 (Jundiaí/SP), 30 (Porto Alegre/RS), 1º de maio (Florianópolis/SC), 2 (Blumenau/SC), 3 (Curitiba/PR), 22 (Brasília/DF, no festival Porão do Rock) e 29 de maio (Campinas/SP).

A turnê nasce do encontro entre os dois projetos na faixa Mantra, que está no repertório de Blasfêmea (2025), álbum mais recente da Eskröta (resenhado pela gente aqui). A parceria já tinha aparecido em apresentações ao vivo antes, mas agora ganha um formato próprio de estrada.

Nos shows da Mantra Tour, Eskröta e MC Taya (que agora virou uma banda com o nome da vocalista) dividem o palco em apresentações pensadas para dialogar entre si. A ideia é juntar universos que normalmente circulam em cenas diferentes: o peso do thrash e do hardcore da Eskröta com o metal mandrake (metal + trap + funk brasileiro) de Taya. Por sinal, Histeria agressiva 100% neurótica vol. 2 – Muito mais neurótico, EP novo de MC Taya, ganhou resenha nossa aqui.

E tem mais gente de peso (e com uma mulher na liderança) saindo em turnê. O Manger Cadavre? completa 15 anos de trajetória e a festa vai rolar na estrada. A turnê comemorativa já tá rolando e vai percorrer mais de 30 cidades pelo Brasil até o fim do ano. A ideia é passar por todo o Brasil e visitar lugares pelos quais a banda nunca havia passado, como Manaus (AM), Volta Redonda (RJ), Santa Maria (RS) e Varginha (MG).

No repertório de Nata de Lima (vocal), Marcelo Kruszynski (bateria), Paulo Alexandre (guitarra) e Bruno Henrique (baixo) , as músicas do disco mais recente, Como nascem os monstros? (resenhado por nós aqui) e sons mais antigos. O quinto álbum da banda já está a caminho: as músicas estão sendo feitas e ele chega no começo do ano que vem.

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