Cultura Pop
“D’yer mak’er”, de Led Zeppelin a João Neto & Frederico (!)

Já dizia a clássica banda gonçalense de punk rock A Kombi Que Pega Crianças: “Todo mundo que toca violão sabe tocar ‘Stairway to heaven'”. A introdução da música, sucesso do Led Zeppelin em 1971, é tão popular e influente que sua execução chega a ser proibida em certas lojas de guitarras. Pois bem: tem uma canção do Led Zeppelin que está no clássico disco “Houses of the holy”, cujo aniversário de 44 anos acontece nesta terça (28), e que, correndo por fora, vai acabar um dia chegando no mesmo status de “Staurway to heaven”. É o reggae “D’yer mak’er”.
Apesar de muitos entendedores do rock dizerem que “o Led Zeppelin acabou com essa história de bandas serem forçadas a lançarem singles”, surpresa: a banda era tão lúcida em relação ao potencial da faixa que ela saiu em compacto, em países como Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra e México (a capa é essa aí de cima). O Led estava antenado: em 1973 Bob Marley e os Wailers faziam um puta sucesso com o disco “Burnin'” e Jimmy Cliff aparecia no filme “The harder they come”, lançado em fevereiro daquele ano. O próprio nome da música é a pronúncia britânica da palavra “jamaica” (apesar de muito cantor de bar insistir em avisar que vai cantar “dáiêr mêiker”, o correto é algo como “djamêica” mesmo). E o original do grupo ainda esconde uma referência a bandas de doo-wop no arranjo (por isso é que tem aquele “o que aconteceu com Rosie & The Originals?” no encarte de “Houses…”, ao final da letra).
Por causa dessa música, o número de grupos e artistas de reggae, folk fofo, surf music de-violão-e-ukelele e MPB que passou a “tocar a do Led” é enorme. O que os fãs roxos do Led não contavam é que fosse acontecer isso aí embaixo…
Aqui tem um vídeo de Claudinha cantando toda a música.
Bom, a versão dela causou polêmica quando ela apareceu em dezembro no “The Voice Brasil” soltando a voz na canção. “D’yer mak’er”, de qualquer jeito, foi gravada pela primeira vez por Claudia quando era vocalista do Babado Novo no DVD “Uau! Babado Novo ao vivo em Salvador”, em 2005.
Opa: olha Claudinha soltando os cabelos aí, acompanhada da banda de hard rock espanhola Phoenix Rising, com “D’yer mak’er”. O vídeo foi gravado num lugar chamado Whiskey Dave’s, em Los Angeles.
Contribuiu muito para a redescoberta (ou descoberta, sei lá) de “D’yer mak’er” o fato de o Cidade Negra ter feito uma versão acústica num dos CDs/DVDs da série “Um barzinho, um violão”, também em 2005.
Essa lembrança da música não aconteceu por acaso. Em 1995, Sheryl Crow releu a canção para “Encomium”, tributo ao Led Zeppelin que tinha participações de vários artistas (tinha até o Maná, banda preferida do ex-prefeito carioca Eduardo Paes, com uma versão decente de “Fool in the rain”). A releitura de Sheryl fez bastante sucesso e foi lançada em single.
Outras versões oficiais, registradas e não-barzinho da música: 311 gravou, o reggaeman Eek-A-Mouse gravou, o grupo de r&b feminino For Real gravou. E Lady Gaga também fez questão.
https://www.youtube.com/watch?v=wSYaUsHP8wA
Bem antes disso, em 1989, o grupo new wave francês feminino Lolitas já tinha gravado a música (versão boa, vale escutar).
Você deve estar pensando: “Agora só falta algum sertanejo descobrir o sucesso do Led”. Não falta mais. Acompanhados de Leo Verão, João Neto e Frederico misturam “D’yer…”e ‘Le lê lê'”, sucesso da dupla.
Falando nisso, uma banda chamada Radio Saloon fez outra versão sertaneja da música, num mash up com “Jeito carinhoso”, do Jads & Jadson.
E se você chegou até aqui, parabéns: pega aí “D’yer mak’er”, tocada pelos quatro autores da música (sim, é uma das raras canções do Led Zeppelin escritas por todos os integrantes).
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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