Cultura Pop
Dark Star: cinquenta minutos de uma só música do Grateful Dead

Pode acreditar: tem fãs do Grateful Dead que passam os dias, as tardes e as noites ouvindo versões de Dark star, uma música já naturalmente grandinha (a versão do disco Live/Dead, de 1969, tem mais de 23 minutos) e que foi ganhando releituras feitas pela própria banda, sempre girando em torno de 30, 40 minutos. Originalmente, era uma música até curtinha, com pouco mais de dois minutos, lançada num single em abril de 1968.
Levando em conta que o Grateful Dead não era lá uma banda muito conhecida por lançar singles, Dark star foi uma bela ousadia – que não foi premiada, visto que o single não vendeu nada e foi considerado um pé de página na história do grupo. Já a versão ao vivo abriu caminho para que a canção virasse, nas mãos de Jerry Garcia, Phil Lesh e seus amigos, o maior veículo de doideiras em cima de um palco, com direito a junções com outros temas da banda. Quando a música virava um medley, ela virava um “troço” de mais de uma hora.
A música não tem um significado exato na história do Grateful Dead. E o motivo pelo qual ela ganhou tanta força na obra da banda nem é muito claro, já que a rigor ela é um retumbante fracasso que virou a mesa e passou a dar certo. Jerry Garcia, guitarrista e principal artífice da banda, costumava dizer apenas que a canção era “várias coisas que posso sentar e imaginar enquanto estou tocando”. Durante as apresentações, ela se tornava um passatempo das viagens de ácido dos fãs e dos próprios músicos no palco. E quase nunca era tocada do mesmo jeito, claro.
Aparentemente a maior versão unitária de Dark star é essa aí, tocada no Rotterdam Civic Hall em 11 de maio de 1972. Quase cinquenta minutos, com direito a fãs comentando que as “Dark stars” gravadas na turnê da banda pela Europa são as melhores (e sim, pode acreditar que vários deles ouviram todas as versões).
A Dark star do festival de Woodstock era menorzinha e não chegava a 20 minutos.
Uma versão grandinha, de mais de uma hora, tocada em 1973, com Eyes of the world e Stella Blue.
Em se tratando de uma banda que nunca se incomodou muito com o fato dos fãs gravarem seus shows, não dá para estranhar mesmo que Dark star tenha uma porrada de versões circulando por aí (o próprio Grateful Dead recuperou algumas para caixas de CDs). Mas vale citar que a música virou a preferida dos fãs da banda por vários anos, a ponto de fazer parte da “experiência” de assistir a um show do grupo. Dark star depois de um determinado momento foi sumindo do repertório do Grateful Dead, até porque a banda foi passando por outras fases – descobriu a disco music (!) em 1978 e teve um namoro com o rock quase AOR lá pelos anos 1980.
Em 1993, o baixista e fundador do Grateful Dead, Phil Lesh teve uma ideia: convidou o artista John Oswald, aquele mesmo que fazia uma série colagens de canções que costumava chamar de “roubofônicos” (você já leu sobre isso no Pop Fantasma) para fazer uma colagem com mais de cem versões diferentes da faixa. Foi aí que nasceu Grayfolded, um projeto com duas colagens da canção, uma com uma hora e outra com pouco mais de 45 minutos. O mais louco é que essas versões apresentam todos os integrantes (!) que já passaram pelo Grateful Dead tocando nelas. No YouTube só há trechos do projeto.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.






































