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Cultura Pop

A Quick One, segundo disco do Who, fez aniversário!

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A Quick One, segundo disco do Who, fez aniversário!

Nós aqui no POP FANTASMA defendemos a tese de que banda não é álbum de família, com várias pessoas insubstituíveis – dá pra entrar e sair integrantes que (na maioria dos casos) tá de boa. Por outro lado, imaginar The Who sem Pete Townshend, principal compositor, segundo vocalista e criador da ópera-rock Tommy, de fato, fica complicado. Mas algo de diferente tinha acontecido no Who em seu segundo disco, de 1966, A quick one (ou Happy Jack, como o disco ficou conhecido no Estados Unidos).

O disco – que fez aniversário agorinha mesmo, no dia 9 de dezembro – trazia todos os integrantes da banda contribuindo individualmente nas composições, de uma forma que não aconteceria em outros álbuns do Who. Nas internas, a banda tinha brigas cada vez mais drásticas, e isso talvez acalmasse os ânimos. Mas havia outras razões: Chris Stamp, co-empresário do grupo, conseguira a soma de 500 libras para cada integrante, num acordo com a editora Essex Music. Mas cada membro teria que apresentar algum material novo no álbum. Ainda que Pete dominasse os créditos.

Até The Who sell out (1967), o terceiro disco (que já ganhou uma matéria enorme aqui mesmo no POP FANTASMA), o Who era mais dado a bons singles do que a grandes álbuns. Até porque o formato “álbum” ainda era uma novidade sendo testada a cada ano no mercado pop, e o respeito ao conceito de um LP era artigo raro no universo das gravadora – basta ver o que acontecia com as edições americanas dos Beatles.

A quick one, no universo lisérgico dos anos 1960, ficou meio escondido entre lançamentos de fôlego como Revolver, dos Beatles, e Aftermath, dos Rolling Stones. O material era mais “divertido” e menos sisudo do que os dos álbuns mais conhecidos da época, o repertório soava como uma (excelente) salada de canções, o resultado soava mais como um passo além do pop-rock dos anos 1960 do que propriamente um álbum “psicodélico”. A capa, feita pelo desenhista Alan Aldridge, já mostrava que o disco era pura arte pop – e que, com isso, talvez já desse passos decisivos além do que os Beatles e os Stones faziam. Mas isso ficaria pouco compreendido naquele momento.

Como nada no Who acontecia sem mudanças de planos, projetos engavetados e muito drama, antes de a banda se decidir por A quick one, o disco se chamava Jigsaw puzzle e teria mais músicas no lado B. Cada integrante contribuiria como pelo menos metade de cada lado. Só que nem todo mundo tinha apresentado um material tão bom assim (nem mesmo Townshend) e muita coisa escolhida para entrar no disco já era conhecida dos singles do Who.

O nome já havia sido anunciado, mas mesmo assim, o Who preferiu recriar o disco todo, com uma mini-ópera-rock de 9 minutos, A quick one while he’s away (“uma rapidinha enquanto ele está fora”), sobre uma mulher que resolve trair o marido, ausente de casa por um ano, com Ivor, um maquinista de trem (!). A canção comeu o espaço de pelo menos umas três faixas no lado B do disco, mas ainda coube Happy Jack, single da banda, fechando o lado A da edição americana. O plot de A quick one while he’s away, sequeladísimo, fez sucesso naqueles sacanas anos 1960 – e Pete Townshend chegou a apresentar a canção como “o pai de Tommy” no show do Who em Leeds que gerou o disco Live at Leeds (1969).

O restante do disco veio de diversas fontes. Run run run, a faixa de abertura, tinha sido dada por Townshend a uma banda chamada The Cat, que fez uma gravação ilustre e desconhecida da faixa, antes mesmo do Who. Boris The Spider, feita por Entwistle após muita pressão de Townshend, surgiu de uma noite de bebedeira com o futuro stone Bill Wyman, em que inventaram nomes “engraçados” para vários animais. I need you, de Keith Moon, quase ganhou o subtítulo I need a hole in the head, e o baterista fez a canção como uma paródia dos Beatles – tudo porque o baterista achava que a banda tinha inventado uma linguagem secreta para zoar todo mundo pelas costas.

Whiskey Man, outra de Entwistle, falava sobre um bêbado que tinha um amigo imaginário, era internado e precisava separar-se dele – a letra foi inspirada no “homem do uísque” do faroeste tardio A marca do vingador (1966), com Chuck Conors. A instrumental Cobwebs and strange, também de Keith, trazia cada integrante do Who tocando um instrumento de banda marcial e marchando no estúdio (!).

A fraquinha See my way, única música de Roger Daltrey, soava como uma marchinha de Carnaval indiana, e envolveu Keith Moon e John Entwistle batendo em caixas de papelão. Já So sad about us, de Townshend, sobraria como grande clássico do Who, com direito a regravações bacanas do Jam e das Breeders.

A criatividade de Pete e do Who não parava e o grupo virara uma máquina de cuspir singles legais, em meio a projetos para discos novos, e mais ideias abortadas. O single Pictures of Lily, de abril de 1967, na onda do power pop, quase inspirou um lançamento para aquele ano, Who’s Lily – que depois se transformou em The Who sell out. Para o Who, o show sempre tinha que continuar.

Via TheWho.net

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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