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Cultura Pop

Qual era a de The Jean Genie, de David Bowie (cujo clipe foi reeditado agora)?

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Qual era de The Jean Genie, de David Bowie (cujo clipe foi reeditado agora)?

Duas datas a serem lembradas em janeiro, quando o assunto é David Bowie: nascimento (dia 8), morte (dia 10). No dia em que Bowie completaria 76 anos, o clipe de uma música bastante especial na carreira do cantor foi reeditado com uma qualidade de som imagem jamais vistas.

Dirigido por Mick Rock, o vídeo de The Jean Genie foi mais um clipe da fase Ziggy Stardust de Bowie, e traz o cantor em pleno clima de descoberta da América. Foi a Nova York fazer um show no Carnegie Hall em 28 de setembro de 1972 e sua lista de tarefas incluía encontros com Andy Warhol, com os New York Dolls, e com Iggy Pop – em breve, Bowie estaria trabalhando nos mixes do álbum Raw power (1973), de Iggy & Stooges.

Nem tudo foram flores. A máquina de promoção da Mainman, que cuidava da carreira de David, teve que agir para que aquela investida norte-americana não fosse um fracasso. Rolaram vários convidados na plateia para que o show em Nova York parecesse “mais cheio” do que foi. Shows em San Francisco também não deram muito certo. Algumas apresentações nos EUA foram canceladas. A roda-gigante de sucesso e quase-fracasso coincidiu com um consumo cada vez mais alto de cocaína. Bowie comia tão pouco que conseguia ser zoado até pelo amigo Ian Hunter, do Mott The Hoople (“ele é o único popstar que sofre de desnutrição”, dizia).

Boa parte do imaginário norte-americano que Bowie via nas ruas ia parar nas músicas que sairiam em Aladdin Sane (1973), prosseguimento da saga de Ziggy. Uma das primeiras faixas foi The Jean Genie, single gravado em Nova York e lançado em 24 de novembro de 1972. A mesma que gerou esse clipe aí, hoje recauchutado.

Na faixa, Bowie conseguia soar simultaneamente roqueiro como nos anos 1960 (a música era um blues acelerado e pesado), intelectual (o nome era uma referência descontraída ao romancista francês Jean Genet) e reverente (a letra trazia um pouco do que ele via no amigo Iggy Pop, “uma imagem que foi mudando com o tempo”, como ele próprio disse). O cantor de TV eye, em tese, é o cara que “senta-se como um homem, mas sorri como um réptil”  que “é escandaloso, grita e berra”. O exercício de mitologia rock’n roll da letra e da música mostrou uma cara diferente de Bowie,  e de sua banda – destaque para o guitarrista Mick Ronson, claro.

Mick Rock, que havia dirigido clipes para as faixas Life on Mars? e Space oddity (ambos filmados bem depois dos lançamentos originais das faixas, já na fase Ziggy), cuidou do vídeo de The Jean Genie, feito por (dizem) cerca de 350 dólares, e filmado em um único dia. Cyrinda Foxe, amiga de Bowie, cantora, modelo, atriz, funcionária da Mainman, loura platinada e sósia da Marilyn Monroe, é a mulher que aparece em vários momentos do clipe. Tudo foi feito em San Francisco, com o cantor imaginando o personagem Ziggy Stardust, no clipe, “como uma espécie de rato de rua de Hollywood”. Zoando um pouco com a mitologia Bowie/Ziggy, as cenas de rua rolam na porta do Mars Hotel, em San Francisco.

Aproveita e pega aí Bowie lançando The Jean Genie no Globo de Ouro da BBC, o Top of the pops, em janeiro de 1973 (com direito a um solo sensacional de guitarra de Mick Ronson).

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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