Cultura Pop
Anarcopunks com Serginho Groisman, em 1991

Talvez os movimentos revolucionários fossem mais ingênuos nos anos 1990. Ou quem sabe as estações de TV tivessem menos aporrinhações e rigores com a produção. Mas imagina isso acontecendo hoje em dia. Em 1991, no antigo Matéria Prima, da TV Cultura, Serginho Groisman convidou integrantes do movimento anarcopunk para um papinho em frente às câmeras.
O programa abre com um clássico dos Sex Pistols, New York (teria mais a ver abrir a reportagem com uma música do Exploited, enfim). E logo na abertura, um dos garotos sai distribuindo panfletos entre os participantes. Serginho pede um dos panfletos e lê em frente às câmeras.
https://www.youtube.com/watch?v=PbpADWqvCsk
A ida dos rapazes e garotas ao programa não tinha acontecido por acaso. Pouco antes, havia acontecido lá um debate sobre brigas nos shows dos Ramones no Brasil. E alguns participantes colocaram os punks como culpados da violência. Os anarcopunks procuraram o programa e pediram para ir, como direito de resposta (“já estávamos atrás deles, mas eles não têm telefone, é tudo na base da caixa postal”, diz Groisman).
“Temos ideias anarquistas, negamos qualquer princípio de autoridade, negamos o Estado e todas as instituições que existem aí para garantir os privilégios de toda essa classe que vive às custas da gente”, diz um garoto. “Lutamos por uma revolução social que seria o fim de todos os privilégios. E abriria caminho para uma nova sociedade onde vai haver realmente solidaridade”.
Outro garoto tenta explicar as diferenças entre punks e anarcopunks. Já outro responde que o movimento “é internacionalista, lutamos por um mundo sem qualquer fronteira”, ao ouvir um questionamento de um garoto da plateia de que o movimento “é sem sentido para o Brasil” (um debate desses hoje em dia terminaria em porradaria, agressões verbais e virtuais, e gente postando vídeos lacradores, vale dizer).
“Esse lance de utopia… A burguesia chega e esclarece pra gente: ‘Não, isso aí é utopia’. A partir do momento em que eles colocam na cabeça da gente que isso aí é utopia, todo mundo vai pensando que é utopia. E não é. O povo tem a força, o povo unido tem a força. Eles colocam para a gente que isso não existe e não pode ser, e a gente começa a pensar que nem eles. A burguesia coloca que é utopia, todo mundo pensa assim e ninguém luta”, diz uma anarcopunk chamada Giana a Serginho Groisman.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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