Cultura Pop
Um marombeiro chamado Kafka

Lá por 1907, o escritor Franz Kafka era descrito por seus médicos como um sujeito fraco e magrelo. Até que lhe caiu nas mãos um livro de um sujeito que estava se tornando uma espécie de coach de exercícios físicos, lá pelo começo do século 20. Bem antes do termo coach significar alguma coisa, aliás.

Jørgen Peter Müller era, além de um professor de educação física, um cara bastante carismático. Publicou em 1904 My system, um livro que prometia fazer um “antes” e “depois” radical em qualquer pessoa, desde que ela fizesse pelo menos quinze minutos de exercícios todos os dias. Na foto acima, o fortão Müller aparece à esquerda e o angustiado Kafka, à direita.
Muller costuma ser definido por uma turma enorme como um “precursor do pilates”. Seus exercícios deveriam ser feitos usando apenas o peso do corpo, sem halteres ou outros complementos. O nome do professor ficou tão famoso que, assim como hoje em dia todo mundo falar “vou treinar”, os fanáticos por exercícios do século passado, lá na terra de Kafka, falavam algo como “fazer Muller” (enfim, da mesma forma que tem gente que até hoje fala em “teste de Cooper”, sem ter conhecido um cara chamado Kenneth Cooper).
Tem quem jure – nós do POP FANTASMA somos pelo sedentarismo de cem metros rasos – que os exercícios de Müller estão valendo até hoje. São agachamentos, flexões e outros movimentos que dão uma delineada no corpo e ajudam a manter a forma, sem exageros na hipertrofia. Muller, diz um texto do site Mental Floss, também foi pioneiro em ensinar a seus alunos coisas básicas: durma oito horas por dia, beba com moderação, não fume, tome banho todos os dias e escove os dentes.
Kafka ficou tão fanático que indicava o proto-crossfit de Müller para todos os amigos e até para sua noiva. Naquela época, para o incansável Müller, quem acordava de sonhos intranquilos era o trabalhador comum de escritório, que ele costumava definir como um “triste fenômeno prematuramente torto, com ombros e quadris desordenados por sua posição deslocada no banco do escritório, pálido, com rosto cheio de espinhas e cabeça enrugada, pescoço fino”.
Se você está louco para ver o que seu escritor preferido fazia no treino diário, Müller te mostra. Pega aí. Vamos malhar!
Esse vídeo aí dá uma explicada no tal método de Müller e explica porque ele continua atual.
Com vontade de ver o sistema de exercícios de Müller? O livro dele tá aqui. Abaixo seguem alguns modelos.



Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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