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Crítica

Ouvimos: The Haunt – “New addiction”

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Metal alternativo com clima punk e temas pesados, New addiction mostra o The Haunt unindo peso, drama e refrãos marcantes.

RESENHA: Metal alternativo com clima punk e temas pesados, New addiction mostra o The Haunt unindo peso, drama e refrãos marcantes.

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O “Haunt” do nome da banda The Haunt é um sobrenome – Maxamillion e Anastasia Grace Haunt são os irmãos que tocam o projeto, sendo que Anastasia é o rosto mais público da dupla, a ponto de aparecer sozinha na capa do terceiro álbum, New addiction.

Vindo da Flórida, o Haunt é uma banda que faz metal alternativo, eletronificado e repleto de referências punk-pop em vários momentos. Também é uma banda com assunto e público mais ou menos definidos. New addiction basicamente é um álbum sobre saúde mental, bullying, mentiras, vícios, relacionamentos carregados de abusos e outros temas pesados – quase tudo reunido com muito peso, sombras e um clima geral de “o pior é que eu gosto”, nas letras, composições e arranjos.

Isso aí é o que você precisa saber para entrar no mundo do grupo, digamos assim. Escutado com atenção, New addiction soa às vezes como um Depeche Mode metal, que funciona e “pega” bastante em faixas como Masochists lovers e Bad omen, além da música-título. Dá para dizer que a maior característica do grupo é justamente saber o que falar e para quem falar, e pôr muito peso nas mensagens, já que não se trata de uma música necessariamente inovadora, ou que cria grandes canções. Rola até um quase nu-metal em Going under e Teeth.

The Haunt vai também para um lado folk-country-metal em Dead 2 me, manda um refrão que pega em Worst in me e une perigo e romantismo no punk metal de Claws e no metal cromado e sombrio de Own me. Blood red heart, punk + eletro rock, leva a imagem da capa para letra, falando de uma pessoa que fez de tudo para caber na vida de outra. A faixa-título, por sua vez, é sadomasoquismo amoroso puro: “e todo esse caos está me deixando mais doente / mas eu estaria mentindo se dissesse que não gosto”.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 7
Gravadora: Nettwerk Music Group
Lançamento: 25 de julho de 2025

Crítica

Ouvimos: Makeshift Art Bar – “Marionette” (EP)

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Resenha: Makeshift Art Bar – “Marionette” (EP)

RESENHA: Makeshift Art Bar mistura jungle, industrial, ska e eletrônica pesada em Marionette, EP intenso, caótico e cheio de tensão.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 8,5
Gravadora: Heist or Hit
Lançamento: 26 de junho de 2026

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Vindo da Irlanda do Norte, o Makeshift Art Bar é uma banda interessada em porrada, caos e ousadia: Marionette, o segundo EP, une sons eletrônicos e peso sem soar parecido com o Ministry ou com qualquer outra banda craque do estilo.

O som de faixas como Chocolate é basicamente um jungle distorcido e imagético, gravado como se fosse uma trilha de filme – dá para imaginar uma pista de dança escura bombando. Crows é um blues industrial porradeiro, em que o ritmo parece dado por várias correntes rangendo, enquanto a letra fala sobre incertezas e falta de paz.

  • Ouvimos: Data Animal – Future of ghosts

Marionette é um EP curtinho, com duas faixas em cada metade. Discipline tem ares de Laibach e de Alien Sex Fiend – une música sombria, clima hi-energy, peso e ondas de pavor. Servant, no final, é um ska demoníaco e pesado, em que temas como controle mental e manipulação se tornam cada vez mais apavorantes.

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Crítica

Ouvimos: Bleeder – “Marble station” (EP)

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Resenha: Bleeder – “Marble station” (EP)

RESENHA: Bleeder une pós-punk, post-rock e experimentalismo em Marble station, EP que transforma duas covers em viagens sonoras densas e sombrias.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 8,5
Gravadora: Escho
Lançamento: 5 de junho de 2026

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Direto da Dinamarca, o Bleeder é o projeto musical de Peter Peter, mais conhecido como autor de trilhas de filmes de ação e crime. No EP Marble station, ele se cerca de amigos, como Elias Ronnelfelt (do Iceage), para unir pós-punk e experimentalismo roqueiro histórico.

Marble station tem quatro faixas, mas o clima é de ocupação sonora, abrindo com a faixa-título. São nove minutos de música em que as guitarras vão tomando conta de um jeitão até meio emo – mas com piano luminoso e clima perdido, quase de post-rock, em que o peso vai chegando aos poucos. Here comes the dead, a outra autoral do álbum, é metal post-rock, em clima sombrio e sonhador.

O repertório de Marble station é complementado por duas covers. Boy / girl, de Lydia Lunch, vira hardcore ruidoso e eletrônico, com ares de Ministry, mas ganhando até uma percussão. If not this time, música da pioneira banda experimental estadunidense Fifty Foot Hose, é psicodelia sombria sessentista. Loucura sonora mapeada.

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Crítica

Ouvimos: Jokas – “Ispiridiguiberto”

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Resenha: Jokas – “Ispiridiguiberto”

RESENHA: All Jokers vira Jokas e lança Ispiridiguiberto. São 16 minutos de punk e hardcore irônicos, pesados e maduros, entre zoeira, crítica e boas melodias.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 8
Gravadora: Lixo-O-Rama Discos
Lançamento: 28 de junho de 2026

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Falamos outro dia de um álbum de onze minutos, mas tá aí a banda paulista Jokas quase na mesma linha. Ispiridiguiberto, o primeiro álbum do grupo, tem oito faixas e uma duração pouca coisa menos extravagante (16 minutos) que Magazine, o tal disco curto do YHWH Nailgun. O Jokas, que vem de Campinas (SP), é “das antigas”: é o clássico grupo punk All Jokers com outro nome, mas com a mesma receita irônica e ruidosa.

Ispiridiguiberto, primeiro álbum com o nome novo, oscila entre punk californiano e hardcore para falar de vida no limite (Vida de doidão), ruindades do mundo (Fuck this shit, a faixa-título), amores (She couldn’t wait, em clima meio The Clash, meio NOFX). Tem zoeira em tom surf-punk, A bosta, e hardcore em clima guerrilheiro, Come join us – completando com a beleza punk de Goodbye, grey sky e Sweet perfection. Som com peso, vocais bacanas e maturidade nas composições.

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