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Livros

Tem autobiografia de Ronnie James Dio vindo aí

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Adiada em vários momentos, a autobiografia de Ronnie James Dio chega às livrarias (pelo menos lá fora) no dia 27 de julho. Rainbow in the dark: The autobiography, sai pela editora Permuted Press.

Ronnie, morto de câncer de estômago em 16 de maio de 2010 aos 67 anos, havia começado o trabalho ao lado do conhecido biógrafo Mick Wall, que escreveu livros sobre bandas como Metallica, Guns N Roses e Led Zeppelin. Com a morte do cantor, Mick continuou o trabalho e lembrou temas como o início de Dio na música, sua chegada a banda como Rainbow e Black Sabbath, suas brigas com Richie Blackmore e Tony Iommi, e o estabelecimento de sua própria banda, o Dio.

Wendy, viúva de Dio, recorda (via Blabbermouth) que o cantor trabalhou no livro escrevendo à mão, como era de costume no seu trabalho. “Ele não fazia nada no computador. Então ele escrevia à mão e depois me entregava. Eu dava para minha assistente, ela digitava”, conta. “Ele era um contador de histórias. Ronnie sempre foi um contador de histórias”.

 

Tem autobiografia de Ronnie James Dio vindo aí

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Cultura Pop

Anitta, música pop periférica, clipes e tretas em pesquisa acadêmica que virou livro

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Um livro que leva o termo treta em definitivo para a pesquisa acadêmica, e que discute a cultura pop da periferia, as viralizações, a importância dos clipes, do YouTube e da música divulgada digitalmente em geral, o poder de Anitta e de Kondzilla, entre vários outros temas. Música Pop-Periférica Brasileira: videoclipes, performances e tretas na cultura digital, livro de Simone Pereira de Sá (Ed. Appris), professora do departamento de Estudos Culturais de MídIa da Universidade Federal Fluminense (UFF), veio de pesquisas desenvolvidas há duas décadas, e que já passaram por temas como cultura pop, fãs, audiovisualidades digitais e até Carmen Miranda (tema de um outro livro dela, Baiana internacional: as mediações culturais de Carmen Miranda).

Simone Pereira de Sá – Foto: Tatyane Larrubia

Simone bateu um papo com a gente sobre o livro e sobre os temas de pesquisa de Música Pop-Periférica Brasileira. O livro pode ser comprado no site da editora, mas as vendas dos livros de Simone Pereira de Sá comprados diretamente com a autora terão a renda revertida para o projeto Mães da Favela, da Central Única de Favelas (CUFA). Só falar com ela em livromusicapopperiferica @ gmail.com.

Como surgiu a ideia de pesquisar a música pop periférica? Aliás, como foi trabalhar o tema numa época em que as noções de “periferia”, para a indústria cultural, estão completamente modificadas, já que antes havia quase um rótulo de “música da periferia”, “cultura da periferia”, que foi se perdendo com o tempo?

Primeiramente, é importante explicar o rótulo de música periférica. Pois, em nenhum momento, eu gostaria de “essencializar” esta noção de periferia ou de fazer uma oposição entre periferia e centros globais. Assim, quando uso a noção, é para me referir a gêneros que têm origem nas favelas e periferias das grandes cidades (como o funk, por exemplo). Mas, ao falar de “pop periférico”, quero enfatizar o movimento dessas músicas, que por meio da internet, saem de seus ambientes de origem e alcançam outros públicos, principalmente através dos videoclipes postados no YouTube.

Sobre a ideia da pesquisa… desde meu Doutorado na ECO/UFRJ, onde pesquisei sobre a trajetória da atriz e cantora Carmen Miranda, tenho interesse por pensar a música brasileira a partir de artistas com visibilidade “pop” e mainstream. Depois de Carmen, já como professora da UFF, testemunhei a reconfiguração do mercado musical a partir do ambiente digital e comecei a pesquisar o assunto. Portanto, esta temática – cultura digital e música brasileira – tem sido o foco de minhas pesquisas há duas décadas.

Anitta e sua obra ganham três capítulos no livro. Como foi levar a música feita por ela para o ambiente acadêmico?

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Com muito orgulho, faço parte da geração que trouxe estas temáticas da música, cultura pop, funk e outros temas afins para a Universidade. A gente vem apresentando a relevância de pensar o Brasil a partir destas expressões populares há bastante tempo. Acredito que a cultura pop é o coração onde se travam as principais batalhas políticas e estéticas da atualidade e por isso, acho importante que estes temas sejam discutidos na Universidade. Mas, tenho a sorte de ser docente no curso de Estudos de Mídia da Universidade Federal Fluminense e de seu Programa de Pós-Graduação em Comunicação, espaços pioneiros na abordagem destas questões.

Pesquisando os gêneros musicais que estudou para o livro, teve alguma descoberta nova que te deixou bastante espantada? Algum gênero superfamoso que você não havia conhecido ainda?

Sim, vários. Naquele momento que comecei a pesquisa, acompanhei a explosão do funk ostentação e “descobri” a cena paulistana formada em torno da Kondzilla por nomes como Mc Guimê e outros. Também tem a cena do brega recifense, a cena do funk em Minas Gerais, em especial em Juiz de Fora… Além disso, por volta de 2010, eu não conhecia nomes tais como Wesley Safadão; e passei a conhecer mais a fundo as artistas da cena do feminejo através da pesquisa.

O livro Eu não sou cachorro não, do Paulo César de Araújo, faz 20 anos ano que vem. Como você vê a mudança que ele provocou na noção de música “de bom gosto”, já que a música que a crítica gostava era sempre a que cabia numa definição mais cool de MPB?

Acho que o livro de Paulo Cesar é um marco na discussão, por duas razões. A primeira é insistir num fato óbvio, mas sempre esquecido, que é o de que a música verdadeiramente popular no Brasil – no sentido de admirada por diferentes segmentos socioeconômicos – é a música romântica e “brega”, e não a MPB, que circula no nicho mais restrito das camadas médias urbanas. O contexto ao qual ele se refere é o dos anos 70, mas essa afirmação pode ser estendida até os dias atuais e englobar a música que chamamos de pop-periférica.

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A segunda é demonstrar que artistas desse segmento “brega” também foram censurados pela ditadura militar nos anos 70, por tocarem em temas “tabu” tais como sexo, prostituição etc. – trazendo complexidade e nuances ao argumento dos críticos que acusam estes gêneros de alienação.

Como você vê o papel do Caetano Veloso nessa transformação da maneira de ver a música periférica, já que ele sempre foi um cara voltado para esse tipo de resgate, seja cantando Vicente Celestino, Odair José ou Peninha, ou participando de disco da Anitta?

Caetano Veloso é genial e é uma dádiva estar viva ao mesmo tempo que ele e ter a sua música como uma das trilhas mais poderosas da minha vida, que me acompanha desde a adolescência. E, em termos de abertura para outros gêneros musicais, ele nunca deixou de ser tropicalista – ou seja, nunca teve preconceitos com nenhum gênero musical e dialogou com múltiplas referências, o que é maravilhoso.

Porém, ainda que seja muito importante esta “curadoria” que Caetano faz das músicas periféricas, acho que ela tem limites em termos do público que alcança. Um exemplo é a participação dele no álbum de Anitta. Acho que ela é importante para dar visibilidade para a Anitta no segmento que Caetano circula. Mas, para a crítica que tem preconceito com o funk, só vale ouvir “a versão do Caetano”, mas não a fonte – que seria a Anitta. E em termos dos fãs de Anitta, infelizmente Caetano parece agregar pouco valor ao trabalho dela – haja visto, por exemplo, que o clipe com o Caetano é um dos menos vistos do álbum.

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Cultura Pop

Livro analisa Nick Hornby e descobre o que é uma tal de “vida pop”

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Capa do livro Vida pop: representações e reconhecimentos da cultura pop em ficções de Nick Hornby, de Thiago Pereira Alberto

Jornalista e doutor em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Thiago Pereira Alberto adoraria ter entrevistado o escritor inglês Nick Hornby, autor de livros como Alta fidelidade, para a dissertação de mestrado que deu origem ao livro Vida pop: representações e reconhecimentos da cultura pop em ficções de Nick Hornby (Ed. Appris). Não deu, até porque Hornby realmente é um tipinho difícil. Mas não foi preciso: estudando a obra dele, Thiago produziu um trabalho importantíssimo para quem escuta muito falar de “cultura pop” mas não tem uma compreensão 360 graus do assunto.

O pesquisador foi aos primórdios da produção pop em artes plásticas, revisitou temas importantes na música e na mídia, e tratou de investigar o que é que forma um tal “sujeito pop” (sujeito, no caso, a programas de TV, discos, artistas, novelas, séries, livros, reality shows). Além de investigar a tal vida pop do título – que é habitada intensamente por Hornby e seus personagens – e uma certa “popeza”, que envolve produtos, pessoas e fãs de pop.

Batemos um papo com Thiago, cujo livro é produto do Laboratório de Pesquisa em Culturas Urbanas e Tecnologias (LabCult),  grupo que reúne pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense. Você pode comprar o livro dele aqui.

Fala-se muito em cultura pop, mas é um termo que permanece como uma coisa que todo mundo “sabe” o que é, embora nem todo mundo saiba de verdade. Como você vê o fato de ter, no seu livro, conseguido fazer um mapa que explica a cultura pop para quem usa o termo, mas tem mais intuição do que conhecimento a respeito dele?

Acho que tem a ver com a escolha, no livro, de propor uma possível perspectiva histórica para o termo pop e em um segundo momento, modular este termo nas muitas possibilidades das visões sobre culturas contemporâneas. O que implica em pensar a ideia de pop com as subjetividades pós-coloniais, cosmopolitas, urbanas, digitais, em suas possibilidades estéticas e artísticas, etc.

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Pensando nessa leitura superampla, de certa maneira sugiro “ler” o pop menos como suas ‘causas’ (músicas, filmes, séries, etc.) e mais como seus “efeitos”; de que maneira nossa fruição ou consumo da cultura pop mapeia nossos modos de vida e nossas formas de “ver” e “ler” o mundo. A ideia de “sujeites pop”, que proponho no livro, a partir da representação destes em obras de Hornby, tem a ver com isso.

Sobre esse ótimo apontamento que você fez sobre “intuição x conhecimento”, putz, ele define o que talvez tenha sido minha interrogação inicial, a primeira “coceira” investigativa de minha pesquisa no mestrado (no qual o livro é baseado): afinal do que falamos quando falamos de pop? Não acredito que tenha conseguido responder a isso, mas talvez possa acreditar que contribuí com algumas possibilidades de percurso para essa questão…

>>> Apoia a gente aí: catarse.me/popfantasma

Qual a importância que Nick Hornby tem para você?

Pensando e assumindo meu lugar em determinados marcadores de classe, no sentido de ter acesso à autores como Hornby ainda muito jovem, penso que ele é um narrador importante de certos aspectos da vida contemporânea, e um ótimo romancista, dono de uma bibliografia que muito me agrada como leitor.

Pessoalmente, ele faz parte da minha formação como sujeito pop: Alta fidelidade, em especial, se posiciona na minha estante afetiva-subjetiva em um lugar próximo à MTV, ao baixo e à guitarra, ao desejo pelo jornalismo cultural, à descoberta de cenas musicais em Belo Horizonte, à fissura adolescente por descobrir novos discos e filmes, etc. Como aponto no livro, as representações de Hornby de uma vida pop e seus habitantes ecoaram em mim e em muitos dos meus próximos: reconhecemos seus personagens, enredos, dilemas, sua literatura, enfim, como parte de e em nós. O que entendo como um grande mérito do próprio fazer literário proposto por ele.

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Thiago Pereira Alberto, autor do livro Vida pop: representações e reconhecimentos da cultura pop em ficções de Nick Hornby

Thiago Pereira Alberto, autor do livro Vida Pop

Você agradece a seus pais no livro, pelo pop passado. Na sua geração, você acha que tem sido mais incomum a figura do cara mais velho que despreza o pop?

Acho que temos duas questões, que podem ser conjugadas, aí. Uma delas é o etarismo: a questão da idade, historicamente, é tomada também como um conclamo por “seriedade” ou a afirmação por coisas menos efêmeras; marcas que podem ser tomadas como típicas do pop, ou da fruição e do consumo a ele. E entendo o pop no livro não como uma etiqueta ou um gênero musical ou fílmico: trato como um conjunto de representações, manifestações, advindas da cultura popular e da mídia e que abarcam toda série de expressões. Dito isso, penso que, talvez desde os nascidos pós- 1960, uma parcela desse grupo etário envelheceu com seus afetos pop, sem grandes crises de consciência em relação a isso.

Penso aqui, por exemplo e de forma bem objetiva, em pais de família que colecionam autoramas de suas juventudes e seguem fruindo isso; mães que curtem novos artistas nos shows com seus filhos ou não, etc. Desconfio que há uma geração acima dos 50, 60, que carrega consigo suas vivências pop e continuam a fruí-las, hoje. O que é um signo potente da permanência e da força de uma cultura pop. Já esse desprezo pelo pop, se bem entendi, me parece algo relativo às “guerras de fãs”, por exemplo, o “velho roqueiro” olhando com desconfiança e desprezo ao pop e as produções musicais contemporâneas. Acho que pode existir aí performances de gosto, como também creio que esse tipo de coisa possa exibir um viés extremamente conservador e negativamente nostálgico nos dias de hoje…mas isso abriria uma outra discussão. (não sei se entendi e respondi bem a essa questão)

Qual foi o pop que você aprendeu com a sua família?

Sou filho dos anos 1980 e de pais jovens, o que significa que minha criação pessoal e memórias sobre ela se conjuga com discos de MPB ou do rock do período; sessões de cinema assistindo filmes nos quais meus pais pareciam tão ou mais interessados neles do que eu, etc. Eles eram consumidores de cultura pop e incentivadores do meu acesso a esta cultura; seguramente isso foi formativo para mim como sujeito, um baita de um privilégio, creio.

Como você lida com a figura do cara que usa pop como palavrão, aquela coisa do “não vou ouvir isso porque é muito pop”, “isso é pop, não é rock”?

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Particularmente, com muita preguiça e sem convicção alguma de que esse tipo de argumento vá me levar a algum lugar. Costumo dizer que me entendo, principalmente, como roqueiro, sim. Mas, definitivamente não ortodoxo. Sou filho do Queen (rs) minha banda-base, a primeira de todas e penso que a natureza híbrida e sem fronteiras de Mercury e cia pavimentaram muito da amplitude do meu gosto musical, dentro da ideia de música pop (o que inclui rock, rap soul, MPB, sertanejo etc etc etc).

Muitas vezes fala-se em novelas, Silvio Santos, Faustão, etc, como sendo exemplos de cultura pop nacional. Como você vê a “popeza”, digamos assim, desse tipo de atração?

O pop, assim como novelas, a TV, é também fruto do que poderíamos entender como um guarda-chuva mais amplo, que é a cultura popular midiática. E assim ambos se alimentam, se entendem, se transformam. Creio que esses ícones midiáticos, de grande apelo popular, podem se tornar exemplares de uma cultura pop através de uma recepção mais ou menos irônica, afetiva e…pop. De certa maneira, programas populares ou popularescos de TV, especialmente os mais antigos, frequentemente são alvo de um jogo que entendo como típico da cultura pop, que é elevar o kitsch (o chamado brega) ao status de algo relevantemente ‘presente’ em nossas vidas cotidianas e que portanto está ali, nos atravessa e pode ser assumido como parte de uma dimensão notável da cultura pop, mesmo que em sua “tosquice” e problemas mil de representação.

Como você vê a cultura pop – e em especial, a absorção de cultura pop – aqui no Brasil?

A noção histórica de cultura pop que debato no livro possuí ressonâncias de época no Brasil: desde os anos 1950, somos atingidos, traduzimos, fagocitamos e criamos a nossa cultura pop, com seus modos e marcas típicas, na música, no cinema, nas mídias em geral.

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Uma das questões que acho mais bonitas da questão pop na contemporaneidade, no caso da música, por exemplo, é aquilo que a pesquisadora Simone Pereira de Sá, minha orientadora querida, entende como “música pop periférica”, resultado (ou melhor, processo) de uma série de articulações que envolvem fundamentais marcadores de classe, raça, gênero, territorialidades e o contexto de produção e fruição da música pop na contemporaneidade, inevitavelmente atravessado pela ascensão dos circuitos locais e à margem das grandes gravadoras e o advento da cultura digital, com o barateamento de estúdios portáteis, troca de arquivos digitais pela Internet, etc.

Penso também no “consumo nerd” nas periferias, o que gera eventos sensacionais como o PerifaCon e rasgam de forma irreformável algumas concepções elitistas da fruição pop. Ou seja: pensar na cultura pop brasileira exige cada vez mais pensar em uma complexidade de fenômenos que, em suas particularidades e seus diálogos globais, encenam um cenário que entendo como muito rico e potente.

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Livros

A Luz de Aisha: livro infantil sobre filosofia africana está em crowdfunding

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A Luz de Aisha: livro infantil sobre filosofia africana está em crowdfunding

Marcando a chegada da editora Rebuliço ao mercado, o livro A luz de Aisha, das autoras Luana Rodrigues e Aza Njeri, com ilustrações de Gabriel Ben, conta a história de Aisha, uma garota negra que busca superar a dor a partir das histórias de seus ancestrais. A produção está sendo financiada por meio de um crowdfunding disponível na plataforma Catarse, que fica online até o dia 16 de outubro.

Luana é mestre em letras, professora e percussionista do grupo de samba Moça Prosa. Aza é professora doutora em Literaturas Africanas, e pós-doutora em Filosofia Africana. O livro é inspirado na filosofia kindezi, do povo bantu, que explica que cada pessoa nasce com um sol interno, e tem como uma da bases a frase “eu sou porque nós somos” – que diz respeito à não aceitação das desigualdades, ao ajudar o sol do outro a brilhar.

Na história, Aisha, que sofre a ausência de um familiar, aprende com sua avó Catarina que não podia deixar o seu Sol se apagar de forma alguma. Esse ensinamento deu forças à Aisha para colocar em prática um plano com o objetivo de trazer não só o seu sol de volta, mas também o sol de cada um de sua família..

No prefácio do livro, a artista e arte-educadora Veronica Bonfim ressalta que A luz de Aisha “assopra vida na população afrodescendente, cuja maioria das crianças não consegue chegar à adolescência, porque tem suas vidas, famílias e sonhos interrompidos por um genocídio negro em curso há séculos”.

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A proposta da Rebuliço, cuja diretoria é formada por quatro mulheres, é publicar obras que possam provocar questionamentos, reinventar atitudes, movimentar consciências em prol da empatia, da justiça social, do respeito às diferenças e da constante (re) construção das subjetividades.

>>> POP FANTASMA PRA OUVIR: Mixtape Pop Fantasma e Pop Fantasma Documento
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