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Cultura Pop

Tag Recordings: a divisão “alternativa” da Atlantic

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Tag Recordings: a divisão "alternativa" da Atlantic

Criada originalmente para trabalhar com jazz, r&b, soul e estilos afins, a Atlantic Records teve uma grave mudança de rota no fim dos anos 1960. Foi adquirida pela Warner (que naquele momento já era uma empresa 360º interessada em cinema, música e TV, associada à produtora Seven Arts) e passou a voltar seus olhos para o rock, e para os talentos britânicos.

Tag Recordings: a divisão "alternativa" da Atlantic

Foi nessa época que a gravadora assinou com grupos como Led Zeppelin e Yes, vindos da Inglaterra. Montou também um subselo chamado Cotillion, inicialmente voltado para o blues – mas que no decorrer do trabalho, lançaria até Loaded, quarto disco do Velvet Underground, além dos três discos do festival de Woodstock. Nomes do folk-rock, como Buffalo Springfield e Crosby, Stills & Nash também colocaram suas assinaturas em contratos com a Atlantic, que passou também a investir em divisões country e em selos mais revivalistas, como o Vortex Records, voltado para o jazz.

Em 1994, em plena era do grunge e do retorno do termo “alternativo” para definir o trabalho de diversas bandas novas, a Atlantic criou o selo TAG Recordings. O selinho abrigou grupos que já estavam sob contrato, como Lemonheads (que haviam lançado na Atlantic o sucesso It’s a shame about Ray, de 1992) e Jawbox (banda pós-hardcore que arrebanhou fãs no selo Dischord e não conseguiu mais que um espirro de bica na Atlantic e na TAG).

Olha aí o Jawbox apresentando seu maior hit da época, Savory, na MTV em 1994.

Se você não se lembra, o primeiro disco epônimo (1996) de uma das bandas mais legais daquele período, o Fountains Of Wayne, saiu pela TAG. O disco ganhou também o selo da Scratchie, gravadora independente que teve Adam Schlesinger, fundador do grupo, como um dos chefes.

The Brooklyn side, segundo disco da banda de alternative country The Bottle Rockets, também saiu pela TAG, em 1994. O grupo foi um dos raros nomes contratados pelo selo que se mantiveram na Atlantic depois (ainda que por um tempo mínimo).

A TAG foi anunciada pela Billboard de 4 de maio de 1995 (leia aqui) como uma gravadora de “mente aberta” que “vai contar com a estrutura da máquina da Atlantic”. Falava-se em “quatro a oito” lançamentos por ano, e em até 18 meses para promover um disco, sem que houvesse a pressão para que um álbum estourasse o mais rápido possível. Era quase uma versão gringa dos subselos criados aqui no Brasil, em parceria com as grandes gravadoras, como Plug (RCA e BMG) e Banguela (Warner).

Quem ficou na pista nessa operação foi a pequenina Seed Records, selo ligado à Atlantic que detinha os contratos de bandas como The Pastels e Television Personalities. Toda a turma que trabalhava no selinho acabou lotada na TAG e várias bandas foram para o olho da rua. A TAG também lançou discos bem importantes, como a trilha do filme I shot Andy Warhol, sobre a relação entre o homem multimídia americano e a ativista Valerie Solanas.

O problema é que logo depois rolaram mudanças na Atlantic, o selo mudou de chefia, uma turma foi dispensada e, nessa, o selinho TAG Recordings desapareceu. Uma turminha de artistas foi contratada, e mostrou-se a porta da rua para uma série de outros nomes.

Os últimos lançamentos do selo foram justamente singles das bandas mais bem sucedidas do selinho, Fountains Of Wayne e Lemonheads. E depois disso quase todos os pequenos selos lançados por grandes gravadoras acabaram. Fim.

 

 

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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