Cultura Pop
Scatman John em 1997: uma história de sucesso

Diz que conhece cultura pop e cantores inusitados, mas não sabe quem foi Scatman John. O cantor californiano (1942-1999) teve uma vida nada mole antes do sucesso – que só atingiu após os 50 anos. Era gago desde a infância, ganhava a vida tocando piano (que aprendeu a tocar aos 12) em clubes de jazz e tinha um grande fracasso no currículo – o primeiro disco solo, lançado em 1986 com seu nome verdadeiro, John Larkin, e absolutamente encalhado. Só conseguiu fazer sua carreira engrenar quando deixou o alcoolismo de lado e passou a unir o scat singing, típico dos jazzistas – e que praticava também desde pequeno – a toques de dance music e hip hop. Daí corta para 1994, quando você era perseguido por essa gema pop aí debaixo, para todo lugar que ia.
Se você só lembra que existia uma música que tinha um “piropoporopó”, vai a revelação: The Scatman tinha uma letra, que encorajava gagos a falar (“não deixe que nada detenha você/se o Scatman pode, você também pode”) e, lá pelas tantas, trazia versos esquizofrênicos falando sobre política (“estamos tentando agradar a políticos pagãos/que tentariam mudar até as estações do ano se pudessem”). Deu certo, Scatman teve vários outros hits e gravou três discos. Pouco antes da gravação de Take your time, sua despedida (1999), ele recebeu um diagnóstico de câncer no pulmão. O álbum saiu em setembro e o cantor morreu em dezembro.
Mas o que interessa é que alguém subiu um vídeo que mostra Scatman John em 1997, um ano depois do disco Everybody jam! (1996), contando quase toda a sua história e lançando o álbum. Pronunciando bem devagar as palavras e ainda gaguejando bastante, ele revela que começou a fazer scats antes mesmo de aprender a falar, canta trechos de The Scatman e relembra influências de Louis Armstrong e Ella Fitzgerald. E diz que gagos estão mais próximos do conceito de scat, porque repetem sílabas.
E não, ele não gaguejava cantando como dá pra ver em vários momentos do vídeo (solta a voz e toca piano em canções como New York, New York). Scatman ainda diz que a ideia por trás de seu então recente disco, Everybody Jam!, foi aproveitar seu (imenso) público infantil para apresentar um pouco de jazz para as crianças – a faixa-título era uma homenagem a Louis Armstrong e ainda tinha samples dele.
Aliás, Scatman ficou tão popular que teve seu principal hit zoado no Beavis & Butthead (o amigo André Buda lembrou a gente dessa).
Os Mamonas Assassinas juntaram essa com Short dick man, de Sandra Gillette.
https://www.youtube.com/watch?v=NF4eee76_X8
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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