Cultura Pop
Rick Grossman: um único disco, fim trágico


Atenção: o personagem desse texto não é o Rick Grossman que tocou em bandas australianas como Divinyls e Hoodoo Gurus. O Rick Grossman em questão é um americano de Chicago que era músico amador e, em 1978, tomou uma decisão. Tirou o escorpião do bolso, chamou alguns amigos e gravou um disco independente com suas canções. Olha ele aí.
Hot romance saiu por um selinho próprio, tem dez músicas, participações de músicos como Jerry Soto (guitarra, piano, co-produção) e Bobby Stringer (bateria) e… Sim, Grossman mal tem voz. Boa parte do material é formada por canções de estrutura bastante radiofônica, mas que já esbarravam na breguice em 1978. Embora tenha uma ou outra surpresa.

Essa aí é Mellow heaven clout, cuja letra encartava até uma referência à fabricante de cereais Kellogg’s.
Hot romance acabou virando um disco com certa cotação no mercado de usados – o Discogs diz que o LP costuma ser vendido por uns R$ 289. Na época, não chegou ao ouvido de muitas pessoas. Um texto da Rebeat Mag explica que Rick não chegou sequer a ter uma carreira musical. Montou um sistema de cartões de crédito, enriqueceu e tornou-se presidente da empresa de equipamentos médicos Trans Leasing International. Casou-se com Susan, teve três filhos, ganhou MUITA grana e… Parecia que ia tudo bem, mas não foi.
Ainda de acordo com a Rebeat, Rick e Susan se divorciaram em 1992. Na época, chegaram a ser presos – Rick por violência doméstica e Susan por conduta inapropriada. O pior ainda estava por vir, já que o cantor – vamos logo pro fim trágico – morreu esfaqueado pelo filho Michael, 17 anos, em 1996. Rick estaria tocando piano enquanto o filho, portador de severos problemas mentais, tentava fazer a lição de casa. Após fazer um pedido (não atendido) ao pai para que tocasse mais baixo, Michael foi à cozinha pegou uma faca e atingiu o pai no pescoço várias vezes.
“Michael acabou declarado culpado, mas mentalmente doente. Ele afirmou que ele era esquizofrênico, que ele tinha ouvido vozes dizendo que ele mataria seu pai. O advogado de defesa, Jed Stone, retratou Michael Grossman como produto de uma casa severamente disfuncional. O divórcio, as drogas, o abuso doméstico e a violência faziam parte da família Grossman, disse Stone”.
Um cara chamado Luke Grossman, que se diz sobrinho de Rick, joga luz sobre outros lados da história.

“A vida de Rick não foi infeliz. Ele era um pai muito amoroso. Ele era um tio amado, um irmão, um filho e um pai. Meu primo Mike tem sérios problemas mentais. Passaram-se 20 anos desde que meu tio Rick foi assassinado, e sua ausência ainda é sentida. Eu acho ofensivos alguns comentários que vejo sobre ele online. Ele era uma pessoa incrível. RIP Tio Rick”.
Hot romance acabou sendo o único legado da carreira musical de Rick, e um disco que tem mais histórias em torno de si do que musicalidade pura e simples. Mas vale descobrir.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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