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Radar: Soma Please, Orphan Prodigy, The H Case, Bromsen – e mais sons do Groover!

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Soma Please (Foto: Divulgação)

O Pop Fantasma tá na Groover! Por lá, artistas independentes mandam seus sons pra uma rede de curadores – e a gente faz parte desse time. Fizemos hoje uma relação do que tem chegado de legal até a gente por lá – começando com o som do Soma Please.

O que tem chegado até nós? De tudo um pouco, mas, curiosamente (ou nem tanto), uma leva forte de bandas e projetos mergulhados no pós-punk, darkwave, eletrônico, punk, experimental, no wave e afins.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Soma Please): Divulgação

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SOMA PLEASE, “LOVE”. Meio português, meio britânico, o projeto musical do duo Nuno Bracourt + Rob Williamson já passou até pela rádio da BBC, quando lançou o single Pockets on my sleeve. Love, indie pop com herança direta de bandas como Phoenix e até o New Order dos anos 1990, traz em sua letra “um retrato honesto de um coração frágil que persiste em amar apesar da sua própria condição, fazendo da repetição insistente da frase ‘I love you’ um mantra que revela simultaneamente devoção e vulnerabilidade”. O clipe da música foi feito entre Lisboa e Darlington (Inglaterra), e leva o universo de Love para uma vibe de comédia romântica indie.

ORPHAN PRODIGY, “DEEP BASS” / “MEDICATION FOR A MODERN WORLD”. Vindo do Brooklyn, e mais voltado para sons eletrônicos, esse duo apresenta dois singles recentes, que envolveram não apenas composição afiada, como também truques de produção. Deep bass, com participação do rapper e amigo de longa data Jeff Wise, traz apenas dois acordes e mais de 20 instrumentos em camadas, numa onda eletro-rock que serve de moldura para uma letra sobre os primeiros amores da vida, os que ficam na memória. Medication, por sua vez, fala de uma coisa que todo mundo conhece bem: viver numa sociedade que está cronicamente online, e que leva uma baita sobrecarga por causa disso.

THE H CASE, “DAFFODILS”. Inspirados no poeta inglês William Dodsworth e sua criação The daffodils, essa banda francesa entrega o som mais pinkfloydiano que você vai ouvir em 2026 – parece um ensaio do disco Meddle (1971), do Floyd, com todas as referências de época. Daffodils “fala sobre a confusão de sentimentos, entre devaneios amorosos e sonhos na natureza”, segundo a banda. O H Case também adota a filosofia do francês Baptiste Morizot e propõe que todo mundo se “floreste”, adotando o respeito ao meio ambiente e a “beleza do silêncio”.

BROMSEN, “CONCENDRAIN”. Esse projeto musical da Alemanha tem uma onda eletrônica retrô que pode fazer fãs entre seguidores de bandas como Depeche Mode, The Cure e até Tubeway Army. Concendrain fala de um tema bem atual: você já precisou desapegar rapidamente de algo (ou alguém) por quem se sente atraído / atraída? E como foi o esforço pra conseguir isso? “O próprio título é um híbrido de ‘concentrar’ (concentrar) e ‘drenar’ (esgotar), refletindo um estado de intenso foco interno que se torna emocionalmente exaustivo com o tempo”, diz o grupo.

A DAY IN VENICE, “I WILL”. Esse projeto musical da Itália criado pelo produtor e compositor Andrej Kralj geralmente faz música eletrônica, com referências sonoras bem oitentistas. Em I will, single novo, algumas coisas mudaram, já que o som é um rock sombrio e acústico, com vocais feitos pela cantora Froop – a ideia de Andrek é sempre ter cantores diferentes a cada faixa.

ORCHIDS OF JUPITER, “CANNIBAL VALENTINES”. Criado por Karie Jacobson (vocaiss, guitarra), Michel von Loh (guitarra, órgão) e Ali Breault (baixo), o Orchids Of Jupiter faz uma espécie de punk de terror espacial, soando às vezes bastante nostálgico em relação aos anos 1960. Cannibal valentines, que ganhou ainda um vídeo bem imersivo, é quase um shoegaze sessentista, uma balada em compasso ternário cantada por Karie em tom fúnebre.

THE MEMORY OF SNOW, “ALL THE THINGS I SHOULDN’T HAVE SEEN”. Inside, quarto álbum desse projeto musical criado pelo francês Albin Wagener, sai ainda em 2026 e vai ser uma resposta “moderna” ao álbum Outside, de David Bowie (1995). Ousado, hein? Mas Albin dá uma boa correspondida ao assunto, inspirando-se em thrillers escandinavos, sons industriais e drone music, para criar a atmosfera fria, eletrônica e dark que ele põe pra fora no single All the things….

ANDY JANS-BROWN, “SUNSET OR SUNRISE”. Esse cara vem da Austrália e faz punk rock com cara solar – aquele típico som australiano que lá pelos anos 1980 era chamado de “surf music”. Sunset of sunrise vai estar em Airport departure lounge, álbum de Andy programado para este ano, e é uma música que lança várias questões existenciais em clima descontraído (algo que também é comum a bandas como Hoodoo Gurus, aliás). “Ela faz uma pergunta simples: estamos indo para um acidente, para o início de algo novo ou, de alguma forma, para ambos?”, diz Andy. Tem clipe em clima praiano, com Andy tentando cantar a música enquanto um grupo de amigos tenta se divertir à beira-mar numa mesa de boteco.

BRAMA SUKARMA, “SET IN MOTION”. “Brama produz música em seu apartamento-estúdio no Brooklyn. Ele ganha dinheiro ajudando outras pessoas com trilhas sonoras para filmes, produção, mixagem e masterização”, diz Brama Sukarma. Escolado no jazz e na música afro-cubana, e fã de artistas como David Bowie, Prince e Kate Bush, ele volta aos anos 1980 e ao pop elegante da época em seu novo single, Set in motion – mas Brama diz ter ido bem mais lá atrás e revisto o pop latino dos anos 1970, com uma onda funk, soul e disco. Juntando as duas épocas com uma certa vibe alt-pop atual, surge uma ótima canção, que faz “a trilha sonora do movimento”.

SACHA, “WORTH THE RHYME”. Músico novaiorquino de Buffalo – vivendo hoje em NYC – Sacha decidiu fazer de sua mudança o EP Worth the rhyme, com três faixas que valam justamente sobre sair da zona de conforto e conhecer um ambiente que não é o seu. A faixa-título é recomendadíssima para quem curte músicas com total vibração de pós-punk anos 1980.

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Radar: Mariana Volker, Negro Leo, Breno Góes, Arthur Victor – e mais!

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Mariana Volker (Foto: Maria Clara Miranda / Divulgação)

Negro Leo já lançou o álbum Rela tem um tempinho – mas a jornada dele continua, com Got to please, uma das mais ousadas músicas do disco, devidamente transformada em clipe agora. Além dessa faixa de 2024, o Radar nacional de hoje tem novidades bem atuais – mas também tem a chegada de É segredo, música de 2025 de Mariana Volker, a uma trilha de novela. Ouça tudo no volume máximo e apresente pros vizinhos.

Texto: Ricardo Schott – Foto Mariana Volker: Maria Clara Miranda / Divulgação.

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MARIANA VOLKER, “É SEGREDO”. Depois de surgir na trilha de Mania de você com uma releitura de Mais feliz (Cazuza, Dé Palmeira e Bebel Gilberto), a carioca ressurge com É segredo em outra trilha, a de A nobreza do amor, no núcleo de Virgínia (Theresa Fonseca) e Mirinho (Nicolas Prattes). E mais uma vez ela também investe num som intimista, entre o pop e o jazz – Mariana, por sinal, surgiu no rock carioca dos anos 2000, mas em carreira solo, tem privilegiado seu lado mais MPBista e sensível.

NEGRO LEO, “GOT TO PLEASE” (CLIPE). “Agradar se tornou a chave de sobrevivência”. Essa frase é uma espécie de epígrafe para Got to please, música de Negro Leo – uma espécie de synth-não-pop incluído em Rela, seu álbum de 2024 (resenhado pela gente aqui). Rela, vale citar, é um daqueles discos em que o conceito é formado por um pouco de sacanagem, e um pouco de cultura brasileira, com letras falando de sexo online e peladezas no OnlyFans, e música lembrando o boi maranhense e uma mescla de afrobeats, punk e funk.

Got to please vai nessa mesma onda, e leva o clima para o clipe, dirigido por Sofia Tomic, e que mistura design de viagens urbanas Google Maps, vibe de videogame e de Second Life (lembra?) e… sexo, já que vão surgindo vários letreiros de motéis, dos piores aos melhores estabelecimentos.

BRENO GÓES feat. ALICE PASSOS, “CLARISSA” / “ALMOFADA DO FAQUIR”. Breno acaba de lançar o single duplo Dobra 1, o primeiro de uma série de seis singles duplos que sairão ao longo do ano – e tudo vai surgir junto no álbum Dobra, após os lançamentos. Voltado para uma MPB regada a experimentações em vocais e letras, Breno fez a funkeada e delicada Clarissa em homenagem à sua esposa, durante cinco minutos, pensando em rimas com o nome dela, após o café da manhã.

Almofada do faquir, que conta com os vocais de Alice Passos, tem versos enigmáticos como “sinto a solidão de um capitão português / que, no Morro Cara de Cão / tivesse saudades de casa diante da onça pintada”. Alice dá voz aos versos de Breno, e surgiu na história do cantor e compositor após ele ver a cantora soltando a voz numa versão de Lendas brasileiras, de Guinga e Aldir Blanc, num vídeo caseiro. O single Dobra 1 é um lançamento da Caravela Records.

ARTHUR VICTOR, “28”. “Se eu fosse esperto já teria sido / se eu fosse doido já teria ido”. Quase um brega acústico e elegante, tocado ao violão, e com referências de samba e música cigana dando um clima diferente. 28 é a música de abertura do EP V, de Arthur Victor, que faz uma música brasileira bastante ligada ao pop-rock nacional (cita a banda Vanguart como uma das influências) e às vibes alt-pop.

O V do título do disco, afirma ele, “pode ser visto como um símbolo de vitória ou de exposição emocional. É o vértice onde me sinto pronto para criar de forma diferente do que vinha fazendo nos meus trabalhos anteriores”, conta Arthur, que já tem um EP e três álbuns gravados. Dois dos álbuns, Quarentena sessions (2020) e Quarentena sessions vol. 2 (2021) surgiram do isolamento da pandemia. Já V surge de dois anos de pausa e de amadurecimento pessoal.

MAVI VELOSO, “SATISFIED”. “Pra mim essa música é como se fosse um manifesto pop alternativo com uma uma vibe house/ballroom e fala sobre a ansiedade da era dos ‘swipes’ (relacionamentos iniciados por aplicativos). Traz uma ousadia e empoderamento e ao mesmo tempo a vulnerabilidade de conexões efêmeras. Então, com batidas hipnóticas e vocais que vão do sussurro sedutor à alta afirmação, vou construindo uma fantasia de desejo como ato de rebeldia”, conta Mavi Veloso, artista transmídia brasileira radicada na Holanda sobre seu single novo, Satisfied. A faixa é uma peça eletrônica cantada em inglês, que fala sobre uma pessoa que busca o prazer como autoafirmação – e que cai na mistura de empoderamento e vulnerabilidade.

SAMWISE, “ACIDENTES”. Lançamento da Repetente Records – selo criado por dois músicos do CPM 22, Badauí, Phil Fargnoli, junto ao diretor artístico Rick Lion – o Samwise fica entre o emo e a deprê shoegaze, que surge bem devagar em Acidentes, seu novo single, feito enquanto a banda vai preparando um novo álbum.

O single é o oitavo trabalho da banda lançado na gravadora, e a letra de Acidentes usa o imaginário da vulnerabilidade e da quebra em versos como “colar tudo que quebrou”, “paredes trincadas” e “uma viagem que eu nunca quis fazer”. Mas no texto de apresentação, a banda faz questão de falar que o principal é a reconstrução, e que Acidentes fala de vulnerabilidade sem ficar apenas focado nela. A música já ganhou também um clipe dirigido por Henrique Bap, com imagens no Canadá captadas por Felipe Rocha.

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Radar: Lúbrica, Brunno Veiga, Leci Brandão, Disk Mandy – e mais!

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Lúbrica (Foto: Divulgação)

A segunda já começou com aqueeeele sono típico das segundas de manhã (ou o chamado “não acredito que o fim de semana acabou”), mas tem muita coisa legal a fazer hoje aqui no Pop Fantasma. Uma delas é coletar o que tem saído de legal aqui pro Radar, que abre com o rock paulistano do Lúbrica, mas invade até a área do samba. Ouça tudo no volume máximo.

Texto: Ricardo Schott – Foto Lúbrica: Divulgação

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LÚBRICA, “SEI” / “SUA VEZ”. A banda paulistana Lúbrica lança o single duplo Sei / Sua vez: duas faixas que nasceram juntas, mas seguiram caminhos bem diferentes. Sei virou presença fixa nos shows, enquanto Sua vez ficou mais escondida, apesar do carinho de quem acompanha. Mesmo assim, a banda trata as duas como irmãs – e às vezes até confunde os nomes.

No som, rola uma mudança, que traz menos peso e mais abertura sonora, já que dá pra ouvir uma vibe pós-punk tranquila, sem perder a carga emocional e as vozes que dialogam. É um passo além do EP Descompasso (2023) e já aponta pro álbum de 2026, com a Lúbrica mais solta, curiosa e doida pra expandir o próprio universo.

BRUNNO VEIGA, “A OUTRA FACE”. Rodrigo Andrade (Hellbenders e Red Sand King) na bateria, Thiago Ricco (Violins) no baixo e Arthur Ornelas nos teclados. Essa turma valiosa acompanha o cantor e guitarrista Brunno Veiga no single A outra face – depois de mais de uma década à frente da banda Overfuzz, ele se lança solo e adianta seu primeiro álbum individual. O clipe da faixa propõe uma imersão no projeto criativo de Brunno. E A outra face tem som entre o grunge e as demais facetas do rock pesado, numa onda bem anos 1990.

LECI BRANDÃO feat REINALDO, “ME ABRAÇA”. Poucas vezes teve samba aqui no Radar – e agora tem ninguém menos que uma das rainhas do estilo, Leci Brandão. Artista reverenciada não apenas pela qualidade musical (todo mundo conhece pelo menos uns dois ou três hinos do samba compostos por ela) como também pelo seu envolvimento político com a história e com as comunidades ligadas ao estilo, Leci recorda em novo single o legado de Reinaldo, conhecido como “O Príncipe do Pagode” (1954–2019), e regrava Me abraça, um dos hits do compositor e cantor. A voz de Reinaldo, rei do pagode romântico, foi preservada nesta gravação, lançada em todas as plataformas digitais via ONErpm.

DISK MANDY, “FATAL”. O novo single da curitibana Disk Mandy é um tema alt-pop sobre aquele momento em que a fragilidade encontra a autoconfiança – e as duas juntas acabam provocando efeitos que ninguém imagina. Justamente por isso, Fatal fala de uma pessoa “misteriosamente fatal”, que tem muito poder de atração, mas que nem sempre está por aí se mostrando de tudo quanto é jeito.

“Ela fala sobre querer estar sob os holofotes enquanto lido com o que penei para esconder. É uma celebração das minhas contradições; tudo o que amei e odiei continua em mim, mas agora isso vira performance”, pontua Mandy. A faixa estende a parceria de Mandy com o produtor musical e engenheiro de mixagem Daniel Cataldi, iniciada em 2025 com o EP Insomnia e o single Jeito fácil.

Fatal e Jeito fácil foram escritas no mesmo período criativo e gravadas no mesmo dia, compartilhando intensidade e espontaneidade no processo de construção. Acredito que por isso elas são tão felizes e contraditórias na mesma medida”, explica Mandy.

DUO VIOLETA, “EMERGIU”. O Duo Violeta, de André Sant’Anna e Rafael Campanaro, estreia com o single Emergiu, faixa com um clima instrumental sem amarras, mas que é guiada pelo baião. A música começa em tom leve, mergulha num trecho mais denso e melancólico e depois volta a subir, quase como um ciclo emocional. Tem Brasil ali, mas sem soar preso a rótulos – e a dupla usa apenas violão e escaleta para levar a musicalidade adiante, num tema instrumental de apenas quatro minutos, mas com muita informação musical.

O som abre caminho pro primeiro disco, previsto pra 2026, e já indica a proposta do duo: cruzar referências bem brasileiras (tipo Hermeto Pascoal e Gilberto Gil) e transformar tudo em paisagem sonora. “Na noite que antecede a partida para o alto-mar, há festa e celebração. Depois, vem a despedida silenciosa e dolorosa. Por fim, o retorno traz consigo as bonanças do trabalho e reinstaura a alegria coletiva”, diz a dupla, mostrando os momentos diferentes da faixa, e explicando que o formato do som deles aponta “um formato camerístico intimista, apenas o violão e a escaleta, aliando pesquisa sonora ao cuidado com a expressividade, o espaço e o diálogo entre os instrumentos”, contam.

LOMAX, “SE EU PUDESSE VOLTAR”. Formada em 2015 por Renan Salgado e Roger Sieb, essa banda passou por algumas fases diferentes de uma década (e uns quebrados) para cá. Atualmente, cuidam da divulgação do segundo álbum, R3B0RN. Estilos como nu-metal e grunge surgem nas músicas do disco – Se eu pudesse voltar, uma das principais músicas do álbum, segue a onda sombria e pesada típica dos anos 1990, lembrando bandas como Deftones e Alice In Chains.

A banda conta que o nome do disco não veio à toa: ele teve uma produção mais bem feita que o anterior e representou um renascimento artístico da Lomax. Curiosidade: o Lomax tem um símbolo, que é o Mr Boring – um rosto contrariado e bastante entediado, que surgiu na capa do primeiro álbum, Sem mais (2018).

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Radar: Desire, Deadcat, Gustavo Spínola, Beatriz Amélia – e mais!

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Desire (Foto: Divulgação)

Acabou a semana! Bom, acabou pra você – ela continua viva em nossos corações. E tá aí o último Radar da semana, abrindo com o synthpop + darkwave fluminense do Desire, seguindo com o som noturno do Deadcat, com a MPB delicada de Gustavo Spínola e Beatriz Amélia… e tem mais. Último volume já.

Texto: Ricardo Schott – Foto Desire: Divulgação

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DESIRE, “FLORES” / “QUANDO AS BOMBAS CAÍREM”. Dupla formada por Ana Clara Palmeira (voz) e Matheus Ribeiro (letras e synths), o Desire vem de Barra do Pirai (RJ) e faz synthpop, darkwave, pós-punk e estilos afins, com influências de bandas como X-Mal Deutschland e Depeche Mode – aliás, os dois recorrem até a sons de programação de bateria e sintetizadores BEM de época.

O primeiro single da dupla saiu no ano passado, com três faixas. Destaque para Flores, lentinha que une o lado triste do Cure com o clima macambúzio de Darklands (1987), segundo disco do Jesus and Mary Chain. E para a vibe apocalíptica e dark de Quando as bombas caírem. E tem som novo deles vindo aí.

DEADCAT, “THE FAME”. “A faixa fala sobre a procura da fama versus uma noite em Londres, em 2018, no auge do meu ego, pela rua do meu estúdio e no meu pub favorito”, conta o cantor e compositor Deadcat sobre The fame, música que adianta os trabalhos de seu álbum Goth ranch, previsto ainda para o primeiro semestre.

Voltado para uma eletrônica roqueira e sinistra, o som de Deadcat traz de volta as noites que ele passou na Inglaterra, com clima urbano e gótico. Um som bem mais extrovertido que Trait, faixa que efetivamente apresentou o disco aos fãs, e que saiu em novembro. Detalhe que The fame foi uma das últimas a entrar no álbum – Deadcat procurava algo mais eletro, quando alguns parceiros chegaram com ideias na programação MPC.

GUSTAVO SPÍNOLA feat RAFA MARIANO, “HOJE NÃO”. O disco de Gustavo que está para sair, Do acaso ao cais, já estava gravado, com nove faixas na agulha, quando o compositor Celso Viáfora ligou para o parceiro anunciando: “Aquela música que você me enviou está pronta!”.

Não teve jeito: Gustavo ouviu a música e decidiu que ela faria parte do álbum de qualquer jeito. Criada a partir de uma história de despedida, em que um casal fala sobre adiar o adeus pelo menos mais um dia, a canção ainda ganhou os vocais doces de Rafa Mariano – e tudo virou clipe, roteirizado pelo próprio Gustavo. Antes da primeira parte de Do acaso ao cais chegar às plataformas em formato EP, ainda tem mais: o cantor ainda vai lançar os singles Voa e O dia.

BEATRIZ AMÉLIA, “NOVEMBRO”. E já saiu Pra onde aponta o vento, álbum da cantora e compositora paraibana Beatriz Amélia – disco focado na MPB indie-folk mas com várias outras referências, como atesta Novembro, música que faz lembrar os efeitos sonoros e o clima do Radiohead. É também uma música que funciona como um resumo do álbum, com letra fazendo referência a outras faixas do disco – e trazendo também o título do disco entre os versos.

AFRIKA GUMBE, “SORO ENERGIZADO” (REMIX ALVARES). A faixa-título do terceiro álbum do Afrika Gumbe ganha agora uma versão voltada para a pista. No remix, o produtor Alvares acelera o ritmo da música e aproxima o som do trio da música eletrônica, sem deixar de lado o groove que marca o grupo. A composição mistura referências afro-brasileiras, psicodelia e batidas urbanas. Segundo Alvares, a ideia foi levar a faixa para a pista e criar um encontro entre garage britânico, sons africanos e o swing brasileiro do Afrika Gumbe.

MEASYOU, “JOGO SUJO (QUE SE FODA!)”. É punk, é emo, é intensidade emocional, é um grito contra a canalhice. O Measyou é o projeto musical criado por Lucas Matheus, que está preparando o disco Eu sinto muito!, para o dia 27 de maio. Jogo sujo (Que se foda!) une lances de trap e efeitos eletrônicos ao som explosivo e triste do Measyou – o tipo de música para sofrer gritando e botando todos os sentimentos para fora. Nomes como Lucas Silveira (Fresno), THEREALBIGRIC e Israel Castro (Twin Pumpkin) participam do álbum, e a ideia é dialogar com várias vertentes da nova música alternativa.

 

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