Cultura Pop
Quando obrigaram o Kiss a gravar uma canção chamada “Kissin’ time”

O velho conto do “artista que grava música à sua revelia” já pegou muita gente boa. Com o Kiss, banda que no começo da carreira só tinha como opções estourar ou estourar, não seria diferente. Logo no comecinho do grupo, Neil Bogart, chefe da gravadora Casablanca, conseguiu convencer a banda a gravar Kissin’ time, sucesso de 1959 do cantor Bobby Ridell. Como quase todas essas maluquices sempre têm um jabá de rádio ou de TV por trás, a ideia era que a canção fosse usada num concurso de beijos (!) de uma rádio de Nova York.
A banda, vale dizer, não curtiu a ideia e não achou que regravar um ingênuo sucesso da era pré-Beatles tinha a ver com eles. Mas seja como for, Bogart acabou achando que isso iria promover o Kiss e convenceu a banda de que a música seria usada apenas como tema de fundo do concurso de rádio. Lá foram eles gravar a canção, num processo que demorou menos de uma hora e foi feito no maior desapego pela banda.
Problema: Bogart decidiu que iria de qualquer jeito lançar a canção como single. E lançou Kissin’ time, que não passou do 83º lugar na parada de singles da Billboard. E muito mais complicado ainda: a gravadora achou que deveria alavancar as vendas do primeiro álbum do Kiss reeditando-o e acrescentando a faixa como primeira do lado B
Bem mais complicado ainda: o primeiro disco do Kiss foi lançado em alguns lugares do mundo já com a faixa. Inclusive no Brasil, onde ele foi lançado pela Copacabana em 1974. O Kiss não ficou nem um pouco satisfeito com isso, até porque a ideia da banda era gravar seu próprio material e nada mais. Mas e aí, deu certo? Se o grupo tinha alguma dúvida, Paul Stanley esclareceu todas quando resolveu ir a um dos concursos de beijos, tentou se aproximar (?) de um casal que se beijava e… foi solenemente ignorado.
Sim, teve até uma propaganda para ser impressa em revistas.

Ah, sim, por causa da campanha, a banda ainda foi ao Mike Douglas Show ser entrevistada. A banda foi lá quase como atração de circo: não eram o número principal e apresentaram Firehouse, outra do primeiro disco.
E pega aí Bobby soltando sua Kissin’ time na TV.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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