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Cultura Pop

Quando deu m… no musical do Paul Simon

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Quando deu m... no musical do Paul Simon

Rock e Broadway não caminham lado a lado. O circuito teatral de Nova York, repleto de musicais, costuma ser sempre lembrado quando algum crítico quer falar mal de alguma banda que se tornou muito “inchada” (tipo Pink Floyd cheio de corais femininos nos anos 1980 ou o Guns N Roses cheio de participações especiais). Mas mal dá para comparar o universo dos shows com as marcações e o clima implacável dos musicais – alias não só no rock como nos mais variados estilos musicais.

Foi uma das coisas que Paul Simon precisou aprender ao ver seu musical The capeman (1998) morrer na praia. Nos anos 1990, o New Musical Express chegou a afirmar que a peça feita pelo ex-parceiro de Art Garfunkel foi o maior fracasso da Broadway em todos os tempos. Paul perdeu cerca de 11 milhões de dólares na peça – um orçamento alto para musicais, mas tendo o universo dos shows na cabeça, Simon fez questão de que os músicos estivessem em todos os ensaios com os atores, o que encareceu tudo.

O musical ficou em cartar por dois meses, ganhou muitas críticas negativas e chegou a ganhar (antes da peça surgir) um álbum com a trilha sonora: Songs from the Capeman (1997). Nem isso ajudou, apesar de ser o primeiro disco inédito de Simon em sete anos: o álbum também deu uma encalhada nas lojas.

The capeman já garantia polêmica por causa do tema: Simon decidiu fazer um musical sobre a vida de Salvador Agrón, um sujeito que havia assassinado dois adolescentes em 1959, após confundi-los com membros de uma gangue, e que virou a pessoa mais jovem a andar pelo corredor da morte nos EUA.  A peça começou a ser escrita em 1988 e desde então, Simon e seu amigo-colaborador Carlos Ortiz chegaram a entrevistar amigos e parentes de Agrón para compor o texto.

Simon, mesmo não curtindo parceiros dando pitacos em suas músicas, fez as canções ao lado de um escritor chamado Derek Walcott. Também se cercou de gente que não conhecia nada da Broadway. O cantor e compositor não sabia as manhas de compor para teatro, e ainda saiu dando entrevistas em que desferia críticas como “a música da Broadway está num beco sem saída” e outras patadas. O diretor foi trocado várias vezes, o texto foi reescrito outras tantas e Ruben Blades, que interpretou Salvador adulto, reclamou que algumas frases do roteiro jamais teriam sido ditas por um latino (Agrón era portorriquenho).

A estreia da peça deu nisso aí. Grupos como Parents of Murdered Children foram para a porta do Marquis Theatre protestar contra o musical, dizendo que ele relativizava o assassinato de entes queridos. Simon alegava que o musical era sobre redenção, não sobre assassinato, o produtor Dan Klores negou que a peça romantizasse a vida do assassino, mas a pressão foi grande e a peça encerrou a temporada com apenas 68 exibições. Algumas críticas feitas em jornais e publicações menores diziam que de modo geral, a peça fez sucesso entre jornalistas e resenhistas latinos e não-brancos (Simon chegou a dizer o mesmo).

De qualquer jeito, The capeman (que, de todo jeito, daria uma boa história de true crime nos dias de hoje) sumiu e só retornou em duas reapresentações especiais em 2008 e 2010. Aliás, nessa última, que rolou num teatro no Central Park, a produção fez os jornalistas presentes se comprometerem a não escrever críticas, alegando que o trabalho ainda estava em andamento.

Se você ficou a fim de saber mais sobre The capeman e tá com o inglês em dia, segue aqui um doc de mais de uma hora sobre a realização do musical. Paul Simon, tranquilamente, diz que a bronca da crítica e de vários setores com a peça foi pessoal. Rubén Blades concorda e diz que ficou assustado com o tom das resenhas, bem como o fato de todo mundo ter ido protestar contra uma peça que nem sequer havia sido assistida.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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