Cultura Pop
Quando David Bowie se engajou na campanha para Little Richard ganhar um Grammy

Aos doze anos de idade, David Bowie foi ter suas primeiras aulas de saxofone. Inicialmente, o futuro autor de Space oddity era um fã de jazz, tinha aprendido a gostar do estilo com seu irmão, e ganhara um sax alto da mãe. Ronnie Ross, que tinha aparecido na revista Downbeat como “o melhor artista do sax barítono”, e que morava em Londres, foi achado pelo pequeno David Jones na lista telefônica e acabou lhe dando umas aulas – você já leu essa história no POP FANTASMA.
Bem antes disso, quando tinha sete anos, o futuro Bowie descobriu ninguém menos que Little Richard, na época em que o cantor morto na semana passada estava arquitetando o futuro do rock. Nessa época, Bowie chegou a pedir uma foto de Richard pelo correio para a Star Pic (que enviava imagens de artistas para os fãs). “Demorou oito semanas para chegar e quando veio, veio rasgada. Fiquei arrasado”, contou ele, que um tempo depois viu que a banda de Richard tinha um monte de saxofonistas e chegou a viajar na hipótese de tocar sax na banda do autor de Tutti frutti. “Sem ele, eu e vários dos meus contemporâneos não estaríamos fazendo música”.
Bowie falou sobre isso em 1991 numa entrevista ao Friday Night Videos – apresentado na NBC por Tom Kenny, o mesmo que depois faria a voz do Bob Esponja. David Bowie estava, na época, divulgando o segundo disco do Tin Machine, e Kenny estava engajado numa campanha para Richard ganhar seu primeiro Grammy ou pelo menos conseguir um novo contrato de gravação – a campanha tinha até um endereço de caixa postal e um telefone para quem quisesse se engajar.
O próprio Richard apareceu ao lado de Kenny no programa, avisou (com seu costumeiro estilo gritalhão e gozador) que ainda estava vivo, que precisava gravar e reclamou do não-reconhecimento da Academia. “Me deem o Grammy que vocês deram para o Milli Vanilli. Eles nem mesmo conseguem cantar!”, disse. No fim do vídeo, tem Bowie e seus colegas de Tin Machine dando uma pinta rápida e apresentando um vídeo.
Aliás, Little Richard tinha lançado um disco pela Warner em 1986, Lifetime friend, o primeiro após um longo tempo vivendo como pastor protestante. Mas seu contrato com a gravadora não duraria muito, até porque ele já estava com planos de voltar ao ministério. A campanha da NBC pode ter feito efeito, já que ele voltaria a gravar em 1992, e em dose dupla: um disco infantil lançado pela Disney, Shake it all about, e um disco feito ao lado do guitarrista japonês Masayoshi Takanaka, que se tornaria seu último lançamento.
Via Brooklyn Vegan
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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