Cultura Pop
Treze passos entre as Go-Go’s e o movimento punk

Banda feminina popularizada no auge da new wave (e presença marcante no Rock In Rio de 1985), as Go-Go’s, que ganharam um musical na Broadway, eram uma banda mais punk do que poderiam parecer. Olha aí:
1) A cantora Belinda Carlisle chegou a tocar bateria nos Germs, quando era mais conhecida como Dottie Danger. “Eu cresci no sul da Califórnia e sempre amei música pop melódica. No final dos anos 1970, o rádio ficou muito entediante e tocava só Doobie Brothers, Seals & Crofts, os Eagles. Não curtia isso”, afirmou.
2) Na real, Belinda fez parte da banda por pouco tempo, quando o grupo estava se formando. Pegou mononucleose e teve que se afastar antes que os Germs gravassem qualquer coisa ou realizassem o primeiro show. Esse afastamento fez com que muita gente achasse que era lorota dela, quando a vocalista comentava sobre seu período no grupo. Mas Belinda era parte integrante da turma punk da Califórnia a ponto de ganhar lugares estratégicos no livro de memórias Violence girl, da ativista, poetisa e cantora punk Alice Bag.
3) Abaixo, Alice faz dupla com outra fundadora das Go-Go’s, a guitarrista Jane Wiedlin. Jane também dava seus pulinhos como poeta punk antes das Go-Go’s.
4) O grupo teve duas integrantes, a chilena Margot Olavarria (baixo) e Elissa Bello (bateria), que não passaram dos primeiros momentos – Margot ficou até 1981, Elissa deixou o grupo ainda em 1979. Foram Margot e Jane que tiveram a ideia de montar uma banda punk de garotas depois de ir a San Francisco ver os Sex Pistols.
5) Anos depois, Margot diria que o fato de ser uma menina latino-americana a deixou afastada do resto da banda. “E o punk de Los Angeles teve muitas contribuições de latinos”, contou ela. Belinda disse que Margot foi saída do grupo porque perdia vários ensaios e demonstrava abertamente seu descontentamento com a virada para um som mais pop.
6) Kathy Valentine, que entrou no baixo das Go-Go’s em 1981, levou para a banda músicas como Vacation, feita por ela para sua ex-banda The Textones. Os Textones chegaram a gravar um single e também a emprestar uma bateria para a gravação do clipe Cruel to be kind, de Nick Lowe (você já leu sobre isso aqui).
7) Gina Schock, que entrou para a bateria das Go-Go’s em 1980, tinha credenciais de meter medo nas meninas: vinha da banda Edie and the Eggs, grupo punk feito para faturar com o sucesso da cantora-atriz Edith Massey. Gina, que teria sérios problemas cardíacos em suas últimas turnês com as Go-Go’s, já chegou no grupo causando: impôs às novas amigas uma rotina de trabalho que incluía busca incessante por shows e ensaios exaustivos.
8) Abaixo, Gina fala (bastante) sobre seu período com Edith. Tem legendas em inglês (automáticas).
9) A virada pop das Go-Go’s e a nova ética de trabalho causaram tristeza em integrantes mais antigas, mas a verdade é que o grupo sempre caminhou entre o punk e o pop. Belinda chegou a afirmar que a banda preferida das garotas eram os Buzzcocks, mas que basicamente eram “punks com sensibilidade pop”.
10) Charlotte Caffey, a outra guitarrista das Go-Go’s, era pianista clássica, mas confessa ter desaprendido tudo quando começou a tocar. Mais punk impossível: a garota foi admitida na banda por que era “a única que sabia como ligar uma guitarra em um amplificador”, contou Belinda.
11) E olha aí Belinda com a camisa dos Germs. Ela era tão amiga do cantor Darby Crash que a primeira vez que ouviu Sex Pistols foi na casa dele.

12) No começo da carreira, quando tinham apenas uma demo gravada, as Go-Go’s abriram uma turnê do The Madness. Não deu certo: o público da banda de ska rejeitou as garotas e cuspiu nelas o tempo todo.
13) E olha aí o single de We got the beat, lançado em 1980 pela Stiff Records, antes das garotas serem contratadas pela IRS.

Capinha do tal single da Stiif
Via Rolling Stone, Billboard (aqui e aqui) e Dangerous Minds
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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