Cultura Pop
Quando os Pixies avacalharam tudo com o clipe de Velouria

Sabe quando sua música preferida ganha um clipe horroroso? Digamos que essa sensação mal acontece quando se dá uma olhada no clipe da melhor (opinião do POP FANTASMA) música dos Pixies, Velouria. Até porque o que a banda com a canção fez mal pode ser chamado de clipe. Saca só.
Presente no repertório do disco Bossanova, de 1990, Velouria foi o primeiro single do álbum. Fez sucesso na Inglaterra, onde chegou ao Top 40. Se você nunca tinha visto esse clipe (passou, segundo testemunhas, em programas apresentados pelo mestre Kid Vinil na MTV) é só isso aí mesmo: Black Francis, Kim Deal, David Lovering e Joey Santiago correndo – e tentando manter-se de pé – numa pedreira em câmera lentíssima. Não havia mais nada.
A postura dos Pixies, diga-se de passagem, tinha BASTANTE a ver com o que se esperava da banda. Líder do grupo, Black Francis não era nada favorável a dublar músicas e o grupo não amava loucamente fazer clipes.
Para Dig for fire, outra canção de Bossanova, produziram uma espécie de road movie surrealista, que mostrava o grupo se dirigindo a um estádio em Amsterdã para gravar ao vivo outro clipe: o da curtíssima Allison.
Essa maluquice que a banda fez com Velouria teve uma, aham, explicação. Com o sucesso do single, a banda foi convidada a ir ao Top of the pops, paradão britânico televisivo capaz de mudar a vida de qualquer grupo, desde os anos 1970. Só que o programa tinha uma regra: qualquer música que fosse executada ao vivo lá teria que ter um clipe.
A banda resolveu o problema GRAVANDO A SI PRÓPRIA descendo uma pedreira em Manchester. A filmagem que você vê no vídeo durou 23 segundos (tempo suficiente para a banda alcançar a câmera ligada no automático). Depois o grupo pôs tudo em extremo slow motion para que durasse todo o tempo da canção.
“Nós não gostamos desse negócio de dublar, sincronizar. Essa é a única regra que realmente tivemos. E sim, eles queriam um vídeo. Para Velouria eles queriam um maldito vídeo, então fizemos um vídeo. E nós não tivemos filmagens suficientes, então diminuímos a velocidade. Foi isso”, resumiu o guitarrista Joey Santiago em um papo com o site Versopolis.
Claro que alguém resolveu subir o clipe em tempo real. Pega aí.
https://www.youtube.com/watch?v=msP48-EfM-Y
E olha que legal os Pixies tocando a música ao vivo no estúdio da MTV, em 1990.
Ah, sim, os Pixies nunca apresentaram Velouria no Top of the pops.
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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