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Cultura Pop

Moms Mabley: a mulher mais engraçada do mundo

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Se você perguntar para Whoopi Goldberg que nome da comédia nunca saiu da cabeça dela durante todo o seu tempo de carreira, a resposta vem rápida: Moms Mabley, considerada a primeira grande mulher negra humorista.

Tanto que, em 2014, Whoopi decidiu “ver se outras pessoas se sentiram tão impactadas com Moms” quanto ela, e dirigiu o documentário Whoopi Goldberg presents Moms Mabley,  que ganhou lançamento pela HBO. Além das cenas televisivas de Moms, o filme ainda traz depoimentos de nomes como Arsenio Hall, Eddie Murphy e Quincy Jones, entre outros. Não está no YouTube, mas dá para ver o trailer no site de vídeos. Vale procurar por aí.

O filme de Whoopi, inicialmente, foi feito a partir de crowdfunding e não era para ter o nome da atriz de Ghost no título. A HBO acabou sugerindo a entrada do seu nome. Isso porque Moms não é exatamente uma atriz conhecida das novas gerações. Foi bastante popular em seu tempo, mas morreu em 1975.

Moms Mabley, cujo nome verdadeiro era Loretta Mary Aiken, nasceu na Carolina do Norte em 1894. Teve uma infância bastante abusiva. Até os 14 anos, já havia sido estuprada duas vezes e dera à luz dois filhos, ambos entregues para adoção. Ela começou sua carreira no início do século 20 e logo se tornou a rainha de uma espécie de vaudeville afro-americano, que passava por um circuito de teatros e casas de shows, numa época de forte segregação racial.

Entre os locais, estava o mitológico teatro Apollo, no Harlem. Até nomes do blues e do início da mistura que levou ao rock percorriam essas casas, bem como um sem-número de músicos de jazz. A atriz inicialmente adotou o nome artístico Jackie Mabley, e foi passando por vários palcos até se tornar a atração principal justamente do Apollo, nos anos 1930. Também participou de musicais ao lado de Nat King Cole.

Moms Mabley: a mulher mais engraçada do mundo

Após uma certa idade, a personagem principal de Mabley passou a ser uma “tia” idosa que falava barbaridades, gostava de garotos jovens e, na maior parte do tempo, dizia o que pensava a respeito das politicas segregacionistas dos EUA. Muita gente (inclusive entrevistados do próprio documentário) fala dela de maneira extremamente familiar, já que ela usava roupas e expressões bastante parecidas com as de uma mãe ou uma tia desbocada. Costumava se apresentar sempre de chapéu e vestido, como se fosse uma senhora já bem idosa, só que de tempos idos.

Um detalhe pouco divulgado sobre Mabley – até porque se tratava de uma época em que a repressão era imensa – é que ela era lésbica. Não era algo do qual ela falasse muito, mas a humorista costuma ser considerada como parte do início do que depois de chamou de movimento LGBTQI+. Não havia tantas humoristas mulheres e Moms Mabley geralmente era chamada de “a mulher mais engraçada do mundo”.

Moms Mabley: a mulher mais engraçada do mundo

Por sinal, numa determinada época, a imagem de Mabley foi bastante usada para vender produtos bem díspares, como o suco extremamente artificial Kool Aid (o slogan era “você não é tão velho assim para o Kool Aid”). Mabley chegou a ganhar cerca de 10 mil dólares por semana com peças, aparições na TV e discos. Sim, ela gravou alguns e fizeram bastante sucesso, como Abraham, Martin e John, de 1969, que a levou a ser a pessoa mais idosa a entrar num Top 40, aos 75. Mabley também estava sempre em programas como o Ed Sullivan Show.

Em 1974, Mabley estava filmando a comédia Amazing grace, com direção de Stan Lathan, na qual fez o papel principal. Teve um ataque cardíaco durante as filmagens mas voltou ao trabalho. Acabaria sendo seu primeiro e último filme, já que ela morreu em 1975. Suas aparições na TV sempre foram reprisadas lá fora, mas seu pioneirismo acabou um pouco esquecido com o passar dos tempos. Para muita gente que vê o filme dirigido por Whoopi hoje, ela pode ser a mais completa novidade.

 

 

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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