Ninguém sabia disso, mas 27 de janeiro de 1980 seria a última noite em que o AC/DC subiria o palco com o vocalista Bon Scott, que morreria em 19 de fevereiro, engasgado com o próprio vômito, após uma noite em que bebeu demais com os amigos e resolveu ficar no carro com o assento do motorista reclinado para poder dormir. O show derradeiro foi em Southampton, Reino Unido.

Alguém subiu o áudio do show para o YouTube. O repertório trazia vários hits do sexto disco da banda, Highway to hell, que tinha sido o primeiro a chegar na metade superior do Top 200 da Billboard e poderia significar a chegada do grupo no estrelato.

Na época em que Bon morreu (aos 33 anos), o guitarrista Angus Young soltou um comunicado de imprensa falando do assunto: “Para nós, foi como perder um integrante da família. É muito, muito difícil passar por algo assim. Não é apenas seu amigo, é também alguém com quem você trabalha durante todo esse tempo”, escreveu.

(Opa: o biógrafo Mick Wall, que escreveu um livro sobre o AC/DC que saiu no Brasil, referiu-se assim aos irmãos Young no que diz respeito à consideração por Scott: “Os irmãos Young são um clã, não ligam para nada que esteja fora do círculo deles. Nem mesmo para os outros integrantes da banda, nem mesmo para o Bon Scott. Eles não se tornaram uma das maiores bandas do mundo por acidente. Como a música deles, eles são durões, têm a sabedoria das ruas e não fogem de briga”).

Seja como for, os membros da banda se reagruparam e seguiram em frente, com o apoio da família de Bon Scott. Brian Johnson, um ex-cantor do Geordie que tinha tido uma tentativa de carreira solo, entrou para o AC/DC, e todos seguiram em frente. Back in black, um sucesso maior ainda que Highway to hell, saiu em 25 de julho de 1980 e deu à banda seus primeiros Top 40 nos EUA: You shook me all night long e a faixa-título