Connect with us

Cultura Pop

Giorgio Moroder e aquela vez em que todo mundo dançou EDM no Soul Train

Published

on

Giorgio Moroder e aquela vez (em 1977) em que todo mundo dançou música eletrônica no Soul Train

Em 1977, o produtor ítalo-germânico Giorgio Moroder viu o filme Star wars (Uma nova esperança, enfim) e se deteve especialmente na chamada “cena da cantina”, em que um grupo de criaturas toca um jazzinho das antigas. Não gostou do que ouviu. “Eles supostamente tocavam a música do futuro, mas não achava que aquilo era a música do futuro. Até poderia parecer, mas não era. Daí achei que a única maneira de fazer aquilo era usar computadores, apenas computadores”, disse ele numa entrevista em vídeo ao jornal The Guardian.

Moroder vinha desde o ano anterior trabalhando no que seria o quinto disco de Donna Summer, I remember yesterday (1977), e tanto ele quanto a cantora pensavam em combinar disco music com elementos dos anos 1940, 1950, 1960, 1970 e… música do futuro. O hit maior do disco, a faixa-título, trazia uma seção de sopros que lembrava o som dos anos 1940. Mas faltava o som do futuro (que não poderia lembrar em nada a sonoridade de Star Wars que havia causado tristeza em Moroder).

“Daí achei que a única maneira de fazer aquilo era usar computadores, apenas computadores. Tinha esse moog enorme e um cara trabalhando comigo e falamos: ‘Vamos começar’. Mas não sabia como começar, e pensei que deveríamos começar pelas linhas de baixo. Fomos para aquele riff inicial e fomos aumentando a velocidade”, contou Moroder, que depois esbarrou num problema mais básico ainda para um músico, compositor e produtor: como fazer para que os barulhos que ele fazia no computador se transformassem em uma melodia com começo, meio e fim e contassem uma história?

Sim, porque até então havia apenas microfonia, riffs de sintetizador e uns barulhos. Depois disso, foram acontecendo alguns milagres da tecnologia: quando o engenheiro de som começou a mixar os primeiros ruídos produzidos por ele no Moog, começaram a aparecer uns delays, imediatamente incorporados à música. Moroder começou a cantarolar uma melodia e, logo logo, Donna Summer criou vocais e letras.

No vídeo acima, Moroder, mais feliz que pinto no lixo, demonstra como começou a compor a faixa e revela um dos maiores elogios que já recebeu na vida pelo trabalho em I feel love. “Foi quando Brian Eno pegou o disco, mostrou para David Bowie e disse: ‘Acho que escutei o som do futuro'”, contou.

I feel love foi sucesso imediato. E provocou diversas reações ao longo do tempo. Moroder foi tido como um produtor que deu um passo além da disco music, e tanto ele quanto Donna Summer foram tidos como “inauguradores” dos anos 1980 a partir dos sintetizadores da faixa – num ano, o de 1977, que por sinal foi repleto de sintetizadores nas paradas. E a música ainda fez com que muita gente, sem nem saber disso, estivesse consumindo música eletrônica.

Entre esses novos consumidores e divulgadores do estilo musical, estava a rapaziada do programa norte-americano Soul train, mais conhecido pelos seus paradões de R&B, soul, dance/pop, hip hop e disco music. E que, a título de mostrar o mais novo hit da disco music, pôs sua trupe de dançarinos para dançar ao som da música do futuro (que depois passou a ser chamada de EDM, electronic dance music) numa certa edição de 1977.

Olha aí que legal.

Para quem se interessa por mais dados técnicos, tem essa entrevista aqui em que Moroder conta mais detalhes sobre a composição da faixa.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Published

on

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Published

on

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Published

on

Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading
Advertisement