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Cinema

Fly Me: sexo, aviões e encrencas, com colaborações de Roger Corman e Jonathan Demme

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Fly Me: sexo, aviões e encrencas, com colaborações de Roger Corman e Jonathan Demme

Se você queria saber o que nomões do cinema como Roger Corman e Jonathan Demme estavam fazendo em 1973, aí vaí. Eles estavam na produção de um filme de sexploitation realizado parte nas Filipinas, parte em Los Angeles, chamado Fly me. O enredo meio sequelado traz três aeromoças sexies lidando com “intrigas internacionais e com o flagelo do trabalho análogo à escravidão”.

No YouTube tem o trailer do filme, que abre com uma cena digna de pornochanchada. Uma das aeromoças não vê problema em pegar um táxi usando apenas um biquíni, resolve trocar de roupa dentro do carro e quase causa um acidente.

Segue aí outro trechinho, com uma das cenas de kung fu do filme.

https://www.youtube.com/watch?v=qsJTkIMTMpM

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No filme, Toby (Pat Anderson), Andrea (Lenore Kasdorf) e Sherry (Lyllah Torena) são as aeromoças, que fazem uma viagem de Los Angeles a Hong Kong e encaram, cada uma delas, um tipo de encrenca pessoal tamanho-família. Toby é seguida pela mãe e tenta despistar dela para namorar um médico. O namorado de Andrea sumiu. Já Shelley é a que mais corre riscos: está traficando drogas e acaba na mira de um grupo de exploradores de escravas sexuais.

Na verdade, Fly me não era dirigido nem por Corman nem por Demme. O diretor era o filipino Cirio Santiago, que nos anos 1970 realizou uma série de filmes de blaxploitation e tinha predileção especial por mostrar mulheres como heroínas e lutadoras. Em 1974, ele dirigiu T.N.T. Jackson, com Jeanne Bell no papel principal. Esse tá inteiro no YouTube.}

Corman arrumava uma série de jobs no cinema para Demme, produziu Fly me e encarregou o amigo de dirigir justamente as cenas de kung fu nas quais as três garotas se metiam – eram várias durante todo o filme. A tal sequência de abertura com Pat Anderson pulando no táxi foi a única realizada em Los Angeles, para dar uma cara mais “norte-americana” para a produção, e teve a mão de Curtis Hanson, que anos depois faria filmes como A mão que balança o berço (1992).

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Cinema

Versão checa de Alice no País das Maravilhas

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Versão checa de Alice no País das Maravilhas

O cineasta checo Jan Švankmajer (tido como grande influenciador até de nomes como Terry Gilliam, animador do Monty Python) tinha vontade de fazer uma versão de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, mas sem que o filme parecesse com um conto de fadas. Fez isso em 1988, quando lançou Alice, ou Něco z Alenky (o título original, que significa Algo de Alice). O filme de Jan mistura técnicas de stop motion (com os objetos que cercam Alice) e live action, e dá uma ideia bem louca do que acontecia no mundo de Alice. Mas é um filme para ser visto por crianças – nada a ver com aqueles dois pesadelos envolvendo o mundo da garota que o POP FANTASMA publicou certa vez (veja aqui e aqui).

“Alice é um dos livros mais importantes e surpreendentes produzidos por esta civilização”, afirmou certa vez Jan, que quis preservar a ideia original, de que o texto de Carroll havia sido escrito como um sonho. “Um conto de fadas tem um aspecto educativo: trabalha com a moral do dedo indicador levantado, o bem vence o mal. Já o sonho, como expressão do nosso inconsciente, persegue intransigentemente a realização dos nossos desejos mais secretos, sem considerar as inibições racionais e morais, porque é movido pelo princípio do prazer. Minha Alice é um sonho realizado”, afirmou.

Confira aí embaixo, com legendas em português.

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Nove documentários bastante realistas sobre música: descubra agora!

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Nove documentários bastante realistas sobre música: descubra agora!

Let it be, documentário sobre os Beatles, já foi considerado um exemplo de filme em que o artista enfocado deixa baixar a guarda, e o cineasta pega de tudo: brigas, desilusões, comportamento tóxico, passivo-agressividades, etc. Com o novo Get back, que recauchuta e aumenta o material do filme, as coisas mudaram um pouco. Mas dá pra dizer que o clima meio azedo de Let it be animou vários artistas a adotarem o “venha como estiver” em documentários – e ainda fez vários cineastas deixarem a censura de lado e mostrarem tudo o que a câmera é capaz de focalizar. Segue aí uma listinha de nove documentários que seguem esse mesmo estilo.

“METALLICA: SOME KIND OF MONSTER” (2004). O velho clichê do “você vai se emocionar” levado a consequências meio estranhas: depois de assistir a esse documentário, que relata a guerra de nervos que virou o grupo americano na época do disco Saint Anger (2003), difícil de imaginar como a banda conseguiu sobreviver e se manter trabalhando. Jason Newsted tinha caído fora, Lars Ulrich falava pelos cotovelos, James Hetfield foi para o rehab, os integrantes chamaram um psicólogo para ajudar o grupo a manter a cabeça no lugar e o “alguma espécie de monstro” que emergia aí era o próprio comportamento tóxico dos integrantes. Dirigido por Joe Berlinger e Bruce Sinofsky.

“ANVIL: THE STORY OF ANVIL” (2008). Esse filme já esteve na Netflix e saiu de lá – e já passou no canal Bis algumas vezes. A história da banda canadense de heavy metal é das mais complexas: o grupo é citado como influência por bandas como Slayer, Metallica, Anthrax e vários outros. Mas passaram por um período de obscuridade em que os líderes do grupo precisaram se virar em empregos bastante humildes, com pouca grana. As coisas começam a parecer entrar nos eixos quando o grupo começa a fazer um novo disco com Chris Tsangarides, o mesmo cara que produziu o primeiro álbum do Anvil (esse disco saiu mesmo e se chama This is thirteen, de 2007). Dirigido por Sacha Gervasi.

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“LOUD QUIET LOUD: A FILM ABOUT THE PIXIES” (2006). O curto (75 minutos) documentário sobre a tour de “volta” dos Pixies em 2004 mostra que a banda retornou musicalmente nos eixos. Só que lá dentro, as coisas não iam tão bem quanto pareciam, e a estrada era um verdadeiro fardo para todos. Kim Deal (baixo) era ajudada pelos pais e pela irmã gêmea Kelley a não voltar para as drogas, David Lovering (bateria) parecia prestes a ter um ataque a qualquer momento, Joey Santiago (guitarra) lutava para manter a sanidade. Já Black Francis (guitarra, voz) virava a cara para não cumprimentar fãs, atendia jornalistas de má vontade e repetia frases de autoajuda no tour bus para manter a cabeça no lugar. Dirigido por Steven Cantor e Matthew Galki.

“THE CHILLS: THE TRIUMPH & TRAGEDY OF MARTIN PHILLIPS” (2019). O grupo neozelandês The Chills teve um quase-hit no Brasil, The male monster from the id, que tocou em algumas rádios-rock no comecinho dos anos 1990, mas nunca foi conhecido aqui. A história do grupo é tão cheia de momentos sombrios quanto Soft bomb (1992), o disco que tem essa faixa. O líder Martin Phillips lutou contra o vício em drogas pesadas por vários anos, o baterista Martyn Bull morreu de leucemia em 1983, a banda nunca conseguiu manter uma formação muito fixa e sempre pulou de gravadora em gravadora, apesar do prestígio. Recentemente, aos 54 anos, Martin descobriu que tem hepatite do tipo C – e o assunto aparece igualmente no documentário, que flagra o músico lutando por seu trabalho e por sua saúde (mental e física). Passou aqui no Brasil no InEdit. Dirigido por Julia Parnell e Rob Curry.

“COCKSUCKER BLUES” (1972). Desse aí a gente ate já falou no POP FANTASMA: trata-se de um documentário cinema-extremamente-verdade sobre tudo da turnê dos Rolling Stones em 1972. E por tudo, leia-se tudo mesmo: Keith Richards preparando-se para usar heroína, Mick Jagger cheirando cocaína, roadies e groupies usando drogas injetáveis, os Micks (Jagger e Taylor) fumando maconha. Surgem alguns momentos bizarros de pornografia: Mick Jagger aparece se masturbando, e em outro momento, uma groupie aparece nua na cama. Tá inteiro no YouTube e bate recordes de degradação. Dirigido por Robert Frank.

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“SUZI Q” (2019). A música e a trajetória de Suzi Quatro, cantora, baixista e radialista norte-americana, que teve sucesso quase meteórico graças a músicas como 48 crash e Can the can. O lado “cinema verdade” da história fica por conta da relação da cantora com as irmãs, que parece eternamente cagada por causa de ciúmes e problemas surgidos na época em que eram todas adolescentes e tocavam na mesma banda. Dirigido por Liam Firmager.

“CRACKED ACTOR: A FILM ABOUT DAVID BOWIE” (1975). Filmado em 1974, Cracked… é uma dureza de assistir, especialmente para quem é muito fã de Bowie. Feito para ser exibido na BBC, o documentário era bem realista em mostrar como Bowie, em plena turnê do disco Diamond dogs (1974), andava chapado e fora de órbita. Alan Yentob, o diretor, disse ter pego Bowie sempre nas primeiras horas da manhã (numa época em que o cantor pegava tão pesado na cocaína que mal dormia), em conversas rápidas. Bowie, que nunca gostou da ideia de ver o filme lançado em VHS ou DVD (nunca saiu), disse que “quando vejo isso agora, não posso acreditar que sobrevivi”.

“LAST DAYS HERE” (2011). Quando você ouvir falar que o artista tal “se mostrou como é” num documentário, procure ver se essa pessoa viu esse filme, que conta a história de uma figurinha bem bizarra do rock: Bobby Liebling, vocalista da pioneira banda de doom metal Pentagram, formada em 1971. Bobby passou vários anos drogadaço, destruiu sua carreira e no começo do filme, é visto aos 50 anos, morando num porão da casa dos pais. O estilo de vida de Bobby era tão degradante que os diretores Don Argott e Demian Fenton quase desistiram da ideia do filme, inicialmente. Mas tudo foi se ajeitando.

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“DIG” (2003). No Brasil, a banda americana The Dandy Warhols é o típico grupo-de-boate – todo mundo já dançou Bohemian like you em alguma festa e muita gente pensa que se trata de um lado Z do Blur ou algo parecido. Lá fora, tiveram sucesso por algum tempo, e sempre mantiveram um relacionamento de tapas e beijos com o grupo experimental The Brian Jonestown Massacre, que seguiu o caminho das loucuras de estúdio, da degradação (por causa do estilo de vida do líder Anton Newcombe) e do sucesso cult. O filme retrata a rivalidade entre as duas bandas. Mas vale dizer que alguns integrantes dos dois grupos (Newcombe entre eles) detestam o filme e o comparam a um programa de fofocas. Você decide se vale. Dirigido por Ondi Timoner.

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Star Wars: Kenny Baker e Anthony Daniels experimentando as roupas de R2D2 e C3PO

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Star Wars: um filminho raro de 1976 exibe os atores Kenny Baker e Anthony Daniels experimentando as roupas dos personagens R2D2 e C3PO

O canal 70sSciFiBoy redescobriu um vídeo raro em que os atores Kenny Baker (R2D2) e Anthony Daniels (C3PO) experimentam seus uniformes para aparecer no primeiro filme da franquia Star wars. Do lado dos dois, a equipe fazia testes com androides.

O filminho é de 1976 e originalmente estava em 16 mm. “É março de 1976 no Elstree Studios, Reino Unido, e o departamento de adereços está demonstrando os aspectos práticos dos designs de andróides para George Lucas, enquanto os atores Kenny Baker (R2D2) e Anthony Daniels (C3P0) se familiarizam com os trajes e se acostumam a andar neles”, relembra o texto do vídeo.

Via Boing Boing

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