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Cultura Pop

Como? Você nunca ouviu falar em Exuma, The Obeah Man?

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Como? Você nunca ouviu falar em Exuma, The Obeah Man?

Se você não lembra, nunca ouviu falar ou não faz ideia, vamos lá: a canção Exuma, The Obeah Man, do grupo Exuma, fez sucesso no Brasil. Vendeu muitos compactos por aqui em 1970 – o disquinho saiu por aqui pela Philips, chegou a figurar em paradas e a tocar no rádio e em festinhas.

No dialeto patois, “obeah mon” ou “obeah man” significa “pai dos santos”. O obeah é um sistema de práticas espirituais e de cura que costuma ser praticado nas ilhas das Bahamas, e foram desenvolvidas entre os africanos escravizados nas Índias Ocidentais. E o Exuma era um grupo liderado por um sujeito nascido justamente nas Bahamas, Macfarlane Gregory Anthony Mackey, ou simplesmente Tony McKay.

Tony foi criado em Nassau e se mudou para Nova York aos 17 para estudar arquitetura. Vivia duro, passou a tocar num violão emprestado por amigos e a escrever poesia. Quando já estava com mais repertório, conseguiu (mais uma vez por contatos com amigos) se apresentar em lugares badalados como o Greenwhich Village e o Cafe Wha?, onde dava shows em que misturava folk e sons das Bahamas. Em 1969, virou um dos artistas fixos do parque de diversões Palisades, em Nova York. E logo logo montou o Exuma, um grupo de sete integrantes que incluía sua principal parceira, Sally O’Brien, além de uma turma que logo ganhou o nome de The Junk Band.

O som que você ouve em Exuma, The Obeah Man é uma mistura brava de reggae, calipso, rock, música africana e música de junkanoo. Este último, uma espécie de carnaval que acontece nas ilhas caribenhas sempre um dia após o Natal e no primeiro dia do ano, e que é marcado por dança, música, fantasias e rituais. O músico costumava dizer que lembrava da figura do Obeah Man de sua infância, “ele é aquele com as vestes coloridas que lidavam com os elementos e o nascer da lua, as nuvens e as vibrações da terra”. A música saiu após McKay fazer contato com o empresário da banda psicodélica Blues Magoos e, através dele, ganhar um contrato com a Mercury Records, que lançou os dois primeiros discos, Exuma I e Exuma II, ambos em 1970. O primeiro desses dois LPs também foi lançado no Brasil.

McKay era o típico artista inquieto. Deixou a grandalhona Mercury em 1972 e assinou com o selo experimental Kama Sutra, da Buddah Records, por onde passou a lançar seus discos. Montou também uma gravadora independente, a Inagua Records, além de criar um musical chamado Junkanoo Drums, que foi exibido no Lincoln Center, em Nova York, em 1977, e terminou com um carnaval no parque. Além de fazer música, ele estudava sobre plantas que curam, e sobre espiritualidade – e levava essas experiências para as canções. E também pintava quadros.

Em 1972, aliás. McKay sofreu um golpe duríssimo: sua ex-mulher e seu filho de nove anos foram assassinados em casa, por um sujeito que queria se vingar de uma denúncia feita pelo músico. A revista Jet de 9 de agosto de 1975 anunciava o lançamento do selo de McKay, dizia que ele estava de volta após um exílio que durou três anos, e que estava cuidando, ao lado da nova esposa, do outro filho que tivera com a ex-mulher. McKay ainda teria quase uma dezena de filhos.

O trabalho do Exuma foi prosseguindo com vários novos lançamentos, por seu selo ou por outras gravadoras. Em 1986, saiu até um disco mergulhado na cultura reggae-ska, Rude boy. O músico, que começou a ter problemas cardíacos ainda nos anos 1980, também passou a viver em Miami, alternando períodos em Nassau, onde morava na mesma casa onde havia sido criado. McKay morreu dormindo em 1997 e, mesmo não tendo se tornado um artista extremamente popular, teve muito reconhecimento, até por ter aproximado a cultura das Bahamas do universo pop.

No YouTube, dá pra ver algumas coisas bem interessantes do Exuma. Olha aí Exuma (McKay, enfim) interpretando seu maior sucesso em Nassau, em algum ano da década de 1980.

Vinte e dois minutos de Exuma ao vivo na TV em 1972. De cair o queixo.

Exuma dando sua assinatura a Paint it black, dos Rolling Stones, em 1973.

E aqui, um belo folk do primeiro disco de Exuma, You don’t know what’s going on. Ouça no último volume.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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