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Cultura Pop

Eu também sou psicodélico

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Eu também sou psicodélico

Por uma questão de, er, tendências, a psicodelia virou um estilo bastante querido dos criadores de capas de discos lá pelo fim dos anos 1960, começo dos 1970. E a história não ficou séria apenas entre artistas de rock ou entre a turma com ligeiras tendências a abraçar coisas meio esquisitas. Para cada disco de Antonio Marcos, Silvinha, Os Incríveis e Mutantes em que o lay out era “psicodélico”, apareciam vários de sambistas, jazzistas e até de pontos de umbanda (!) em que a capa era alguma coisa muito doida.

Eu também sou psicodélico

Um dos maiores criadores de capas nesse estilo – com fotos desfocadas ou em “negativo”, mas com várias cores incluídas na mistura – era um artista plástico chamado Tebaldo Simionato. Ele fez capas para gravadoras como RCA (hoje Sony) e também para algumas editoras. Curiosamente, esse estilo ficou cool, bacana e descolado numa época em que 1) virou hábito entre fãs de fotografia colecionar imagens em slides; 2) rolou a transição da TV em preto e branco (cheia daqueles tons estourados na telinha) para a TV em cores.

Só para se ter uma ideia, em 1973 a gravadora Musicolor (um selinho da Continental) bancou uma capinha, er, psicodélica para um LP do sambista Jamelão. O álbum epônimo era repleto de clássicos da dor de cotovelo, mas a capa era essa viagem aí.

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Teve também Balbina de Iansã, que era a trilha de uma peça escrita pelo teatrólogo Plinio Marcos (1970), com participação de vários sambistas de São Paulo, como Talismã, Zeca da Casa Verde, Toniquinho da Império do Cambuci e Geraldão da Unidos do Peruche. A peça “visa também denunciar a importação de cultura que vai cada vez mais esmagando nossa cultura popular”, como disse ele ao Pasquim em 1970.

Eu também sou psicodélico

Os Demônios da Garoa e o Zimbo Trio também aderiram – ou melhor, a turma que definia as artes gráficas dos discos deles.

Eu também sou psicodélico Eu também sou psicodélico

Até mesmo a atriz e cantora romântica Claudia Barroso, vinda da época dos 78 rpm, aderiu.

Eu também sou psicodélico

Um dos maiores nomes da geração de cantores brasileiros que cantavam em inglês (e, vale citar, ex-marido da Gretchen), Chrystian é hoje mais conhecido como a segunda metade da dupla com Ralf. Em 1973, estreava com o hit Don’t say goodbye e com esse disco aí, que tem um sujeito desconhecido na capa, envolto em cores (não é ele).

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Rolou também esse monte de cores na capa do segundo disco da banda que acompanhava Wilson Simonal, Som Três, em 1968.

Eu também sou psicodélico

O primeiro disco de Antonio Carlos & Jocafi, Mudei de ideia (1970), pode ser considerado um clássico “psicodélico” – afinal tem temas meio malucos como Hipnose e Kabaluerê (que Marcelo D2 sampleou e transformou em Qual é), além de Lanny Gordin na guitarra. Como eles passaram para a história como dupla de samba, entram na lista.

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Teve também o disco do Tamba Trio de 1975.

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Vale dizer que a tendência já vinha lá de fora. Olha aí o disco de 1969 do jazzista Wayne Shorter, Schizophrenia.

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Dá para incluir João Gilberto nesse clube, apesar de não ter muitas cores na capa? Decide aí.

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E se você chegou até aqui, pega aí o visu psicodélico-aterrorizante desse disco de Carnaval com arte feita pelo já citado Tebaldo (e do qual já falamos).

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Via Brazil by music

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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