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Cultura Pop

Tem documentário sobre o Kraftwerk e o som da Alemanha no YouTube

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Tem documentário sobre o Kraftwerk e o som da Alemanha no YouTube

Se você chegar para qualquer fã de rock que seja ligado em música eletrônica e perguntar quem foi mais influente, se os Beatles ou o Kraftwerk, pode apostar que ele vai dar aquela belíssima pensada antes de responder. E se bobear vai cravar os alemães, que lançaram bases para todo e qualquer tipo de música que veio depois deles. Você acha referências dos autores de Autobahn no punk, no metal, no reggae, em sons eletrônicos, MPB, trilhas de TV. Até em trilhas de novela.

https://www.youtube.com/watch?v=ZMJZPi9R12k

Na verdade não é tão fácil comparar a influência dos dois, mas o Kraftwerk provocou uma revolução da qual é impossível escapar. Seja em pesquisa de sons, ou composição, ou engenharia de gravação, a música de hoje vem de um sonho desse grupo alemão.

Ficou com dúvidas? Bom, tem um filme que jogaram no YouTube e pode te esclarecer em algumas coisas. Kraftwerk and the Electronic Revolution, documentário biográfico não-autorizado, dirigido por Rob Johnstone em 2008, tá lá em várias partes, com legendas em inglês. Traz entrevistas com quase todo mundo que interessa do kraut rock, o experimental rock alemão dos anos 1970. Karl Bartos e Klaus Röder, ex-integrantes do Kraftwerk – que hoje é tocado adiante apenas pelo sisudo Ralf Hutter – também dão seu alô no filme. Que abre com um Kraftwerk cabeludíssimo e hippie, tocando teclados e flautas. E abre a análise dos sons alemães explicando que o principal é que se tratava de artistas que, independentemente do que viesse, queriam criar um som que ninguém mais fazia.

Se você não está acostumado com o kraut rock, ele é um estilo que pode ser tão emocional quanto o rock dos anos 1950 e 1960 – que era influência dessa turma, também. Mas sem deixar de lado a sisudez e uma certa frieza. O estilo era aparentado do progressivo e do heavy metal, mas chegou próximo do pré-punk e da darkwave em vários momentos. Formado por uma dissidência do Kraftwerk, o Neu! era uma dessas bandas. Entre sintetizadores e sons malucões, os caras arrumaram tempo para se envolver com pré-punk (em After eight, de seu disco Neu 75, de 1975). E acabaram virando influência de grupos como Public Image Ltd. e Ultravox. Uma das maiores pérolas deles é a gélida Hallogallo.

Até mesmo os Scorpions, quem diria, arrumaram motivos para viver em torno da solidão do krautrock. Mas isso foi no primeiro disco da banda, Lonesome crow, de 1972, o único gravado com Michael Schenker na guitarra – e lançado pela meca dessa galera, o selo Brain. Tente achar aí algo parecido com Still loving you e Wind of changes e perca seu tempo.

O documentário vai seguindo até encontrar Africa Bambaataa, que adora o Kraftwerk – e sampleou músicas do grupo em seu hit Planet rock – e a turma do synthpop dos anos 1980. E localiza as raízes de tudo no próprio desenvolvimento do país no pós-guerra, com uma juventude cada vez mais interessada nas culturas inglesa e americana, e cada vez mais desconfiada dos “velhos” que elegeram Hitler. Tire um tempinho do recesso de fim de ano e veja tudo.

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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