Cultura Pop
Dez clássicos que você conheceu nos CDs da revista Showbizz

Nunca subestime o poder de uma coletânea lançada por uma revista. Tem muita gente que lembra exatamente o que estava fazendo quando deixou a agulha cair no LP “A revista Pop apresenta o punk rock”, publicado há quarenta anos, com material de punk ainda inédito no Brasil. Nos anos 1990, a Showbizz (e não só ela) aproveitou o estouro do CD para lançar uma série de compilações temáticas, com material licenciado por gravadoras, pequenas ou grandes. Muita gente guarda esses disquinhos até hoje – e vários deles servem como retrato de uma época em que a internet engatinhava, oferecendo acesso à web, horas gratuitas para você, internauta, navegar no seu computador, e kits especiais.

Hoje, com o advento das plataformas digitais, o mais provável é que alguma revista faça curadoria de playlists, lance canais com vídeos de entrevistas e performances ao vivo picadinhas, coisas do tipo. CD não é mais o último grito do mercado fonográfico. Mas pode confessar: você, que tinha entre 15 e 20 anos em 1995. conheceu alguns dos clássicos musicais da sua vida quando foi à banca de jornal. Selecionamos esses dez aí de baixo. Quais são os seus?
NO USE FOR A NAME – “COMING TOO CLOSE”. Lançada originalmente no quinto disco dessa banda californiana de hardcore melódico, “More betterness!”, essa música era um dos melhores momentos do CD “Rockmotor”, que trazia bandas de punk, hardcore e skate rock licenciadas no Brasil pelo selo Motor Music, com curadoria da Rádio Brasil 2000 e brinde da UOL com kit de acesso à internet com “300 horas grátis no primeiro mês”. É tanta recordação que tá dando taquicardia. Saiu na Showbizz 174, em 2000.
PSYCHOTIC YOUTH – “JAPANESE BOY”. Essa banda sueca de punk rock grava desde 1986 (entre idas e vindas, ainda existem) e muita gente os conheceu no Brasil por intermédio do CD “Planeta rock”, inserido na Showbizz 132,. que trazia duas músicas deles – e repertório licenciado pelo selo independente Natasha. “Japanese boy” era uma excelente cover da cantora escocesa Aneka – a música tinha sido sucesso com ela em 1981.
LAGWAGON – “MAY 16”. Outra música ótima do CD “Rockmotor”. O Lagwagon, vindo da Califórnia (como quase tudo de hardcore melódico dos anos 1990), existe até hoje e, após um tempo parado, lançou um EP de nome irônico em 2008, “I think my older brother used to listen to Lagwagon”. Em 2014, soltou o primeiro disco cheio em nove anos, “Hang”.
JULIANA HATFIELD – “UNIVERSAL HEARTBEAT”. O segundo disco solo de Juliana, “Only everything”, foi bastante elogiado e comparado a Dinosaur Jr – e saiu aqui pela gravadora Natasha Records. No CD “Planeta rock”, essa música (uma das melhores de Juliana, diga-se de passagem) foi incluída e chegou aos ouvidos de muita gente.
THE TOASTERS – “DON’T LET THE BASTARDS GRIND YOU DOWN”. Você provavelmente já deparou com essa música em alguma festa. É a faixa-título do sétimo disco dessa banda de ska, lançado há vinte anos. E muita gente a conheceu como faixa de abertura do CD “Mestres do ska”, lançado como brinde da Showbizz 154 – com ilustrações de Marcatti e músicas licenciadas do selo Moon Ska, que lançava operação no Brasil.
PSYCHO MOTEL – “PSYCHO MOTEL”. Quando o guitarrista Adrian Smith deixou o Iron Maiden em 1990, caiu de boca na união de hard rock e progressivo nesse grupo, que gravou dois discos. A faixa que dá nome à banda chegou a muitos fãs pelo CD “Monstros do rock”, com material licenciado pelo selo Castle.
MAGNÉTICOSS – “HOME RICO”. Música do primeiro disco desse grupo curitibano, “La kukaratcha wave music”, lançado em 1995 pelo selo Excelente Discos (continuação do Banguela, criado pelo produtor Carlos Eduardo Miranda e pelos Titãs). O baterista Kako Louis depois viraria vocalista do Relespública, o guitarrista Marco Gusso continua tocando em várias bandas e o vocalista/baixista Jr Ferreira mantém há 25 inacreditáveis anos o 92 Graus, considerado por muitos locais como uma espécie de CBGB curitibano. A Showbizz lançou uma coletânea da Excelente em sua edição 135 e revelou essa música.
STARMARKET – “CHUCK”. Banda sueca pouco conhecida, que também teve material lançado aqui pela Natasha – e saiu no tal CD “Planeta rock”. “Chuck” era uma das melhores músicas do CD da Showbizz e possivelmente muita gente só conhece a música por ter escutado nesse álbum.
“MOVIMENTO” – ACABOU LA TEQUILA. Quem não conseguiu encontrar para comprar o primeiro disco do Acabou La Tequila – sim, era difícil pra burro de achar – mas comprava a Showbizz, contentava-se com duas músicas que saíram na tal coletânea que a revista lançou em CD, com bandas da Excelente. Tinha a animada “Pra lá em Tihuana” e esse som, composto por Renato Martins (depois Canastra) e Kassin (hoje produtor). E sim, o Acabou La Tequila poderia ter sido para os anos 1990 o que os Paralamas do Sucesso foram para a década anterior. Infelizmente só gravaram mais um disco, que ficou engavetado por vários anos.
https://www.youtube.com/watch?v=e-F2We1aiA4
“FEELIN IRIE” – ISRAEL VIBRATION. Nos anos 1990, aparentemente, quem lidava com rock perdeu o medo de lidar com reggae e descobriu que os dois estilos, em algum ponto, se cruzavam e mixavam públicos (as rádios rock até essa época tratavam reggae como um filho feio da cultura pop, diga-se). A Showbizz não perdeu tempo e lançou diversas coletâneas do estilo. Na edição 138, lançou o CD “Reggae para fazer a cabeça”, que trouxe material licenciado da gravadora Top Tape, que contratara o ex-vocalista do Cidade Negra, Ras Bernardo e soltara uma fornada de discos.
BÔNUS: A Showbizz também lançou coletâneas da Abril Music (trazendo “Anna Júlia”, dos Los Hermanos, antes da música estourar), um single do disco “A vida é doce”, de Lobão (1999) e discos com gravações de The Doors e Jimi Hendrix, além de uma coletânea com capa de papel da Sony Music, que foi a primeira vez em que muita gente deparou com Planet Hemp (“Legalize já”) e Chico Science & Nação Zumbi (“A cidade”). Revistas que não duraram muito tempo como a 89 Revista Rock (da rádio 89 FM, de São Paulo) e Frente também lançaram seus CDs.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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