Urgente
Chutes transforma shoegaze em som ruidoso e direto no ótimo “Star”

RESUMO: Vindo de Minneapolis, o Chutes une shoegaze e noise rock em Star, single de guitarras insistentes e vocais divididos por Ryan Kemp e Anna Devine. E uma música que nasceu numa coletânea contra o ICE.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Nick Greseth / Divulgação
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Iniciado como um projeto individual do músico Ryan Kemp, o Chutes vem de uma terrinha boa: Minneapolis, que já deu ao mundo Replacements, Hüsker Dü (da vizinha St Paul, mas estabelecido lá), Prince, e montes de outras bandas. O First Avenue, célebre casa de shows local, onde essa turma toda se apresentou, faz anualmente um concerto com as melhores bandas da região, e uma das que estiveram lá neste ano foi o Chutes, que de projetinho solo virou duo, dividido com Anna Devine nos vocais, e mais uma turma de músicos.
Com singles, EPs e até um disco ao vivo (gravado em Minneapolis, claro) na discografia, o Chutes volta com o brilhante single Star. A música já rolava por aí – em fevereiro, saiu em versão demo na coletânea Melt ICE, uma compilação de bandas do Minesotta em protesto contra as ações do ICE e da Patrulha da Fronteira no estado. Ryan, Anna e o amigo Jonny Fuller organizaram o disco, que está no Bandcamp.
Star é “shoegaze”, mas ao mesmo tempo é um noise rock bem pé-no-chão, marcado por um riff sempre presente e pelos vocais em dupla de Anna e Ryan. E já ganhou até clipe, com cenas noturnas e cheias de luzes.
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Urgente
Larissa Umaytá cruza samba, Cabo Verde e tambor de crioula em nova session

RESUMO: Larissa Umaytá leva samba de roda, tambor de crioula, bumba meu boi, jazz e música cabo-verdiana à sua session no projeto Casacájá Abre Portas 2026.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Diego Bresani / Divulgação
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A percussionista Larissa Umaytá acaba de ganhar uma session no projeto Casacájá Abre Portas 2026. Gravada ao vivo em plano sequência, a apresentação mostra o trabalho autoral da musicista brasiliense, cruzando cultura popular brasileira, jazz e sonoridades da diáspora africana.
Larissa cresceu cercada pelo bumba meu boi e pelo tambor de crioula de Seu Teodoro, seu avô, além das rodas de samba realizadas no quintal da avó, Maria Sena. Mais tarde, passou pelo Clube do Choro de Brasília e construiu uma carreira como percussionista, produtora e educadora. Já tocou e gravou com Ellen Oléria, Hamilton de Holanda, Mestrinho e Grupo Menos é Mais, e atualmente participa de trabalhos de Chico César, Rubel e Xande de Pilares.
Na session, essa formação aparece em músicas como Elefante, que aproxima samba de roda e música cabo-verdiana. “Elefante nasceu de uma inspiração nas células do samba de roda, mas conectada às sonoridades da música cabo-verdiana. Compus logo depois de uma imersão na obra de Cesária Évora e em toda a malemolência presente nessa estética, tão semelhante também à nossa música brasileira”, conta.
“Já Organital é inspirada na linguagem dos tambores do tambor de crioula, misturada à rítmica do bumba meu boi”, explica Larissa. Na gravação, baixo, teclas e violino processado ampliam essa combinação.
A temporada 2026 do Casacájá Abre Portas reúne ainda Asú, Beatriz Águida, Margaridas e Fernanda Jacob. Financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, o projeto registra e distribui sessions de artistas LGBTQIAP+ da cena independente local.
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Urgente
Erasure anuncia primeiro álbum em seis anos, e turnê sem Vince Clarke no palco

RESUMO: O Erasure volta em março com Radio!! Radio!!, primeiro álbum em seis anos. O single Wings of love já saiu, e a nova turnê terá Andy Bell no palco e Vince Clarke na direção musical.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Travis Shinn / Divulgação
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E tem álbum novo do Erasure vindo aí. Nesta segunda (28), o duo de Andy Bell e Vince Clarke anunciou seu retorno aos estúdios após seis anos, com Radio!! Radio!!, previsto para 12 de março de 2027 pela Mute. Saíram também o novo single Wings of love e detalhes de uma turnê em arenas pelo Reino Unido e Europa, incluindo um show em Dublin, na 3Arena, em 3 de maio.
O álbum é o vigésimo da dupla, e chega justamente na comemoração de 40 anos de seu disco de estreia. Wings of love fala sobre temas como amor, solidão e gratidão pelas pessoas que moldaram a vida de Bell. Esses temas estão também espalhados pelas mússicas de Radio!! Radio!!. Ao synthpop conhecido da dupla, somam-se texturas ligadas a compositores eruditos como Erik Satie, já que Clarke anda cada vez mais atraído pelo tom orgânico do piano e do violão.
“Algumas das músicas refletem bastante coisas que têm acontecido na minha vida, mas nem todas. Não precisamos pensar ou conversar sobre isso – simplesmente aconteceu”, conta Clarke, no que é complementado por Bell: “Quando você tem uma parceria de composição por tanto tempo, ela se torna muito profunda, quase uma conexão de almas. Você confia sua vida a essa pessoa e, devido à natureza da composição, você acaba expondo sua alma. Isso se torna um espaço sagrado”.
Um detalhe sobre a nova tour do grupo: o Erasure estará nos palcos apenas representado por Bell. Vince atua como diretor musical, mas prefere evitar a fadiga das turnês e não sair de San Diego, na Califórnia, onde mora hoje em dia. “Contei para o Andy, e ele me nomeou diretor musical, e eu pensei: ‘Que fantástico!’ Posso fazer todo o meu trabalho e toda a minha direção daqui, sem precisar sair da ensolarada San Diego”, afirmou.
“Estou muito feliz por termos conseguido encontrar uma maneira de a turnê funcionar para o Vince. Ele é sempre muito modesto, mas é muito mais do que o diretor musical. Vince é um dos grandes amores da minha vida e tudo o que fazemos como Erasure, decidimos juntos”, diz Bell.
E tá aí Wings of love, além da capa de Radio!! Radio!!, e das lista de faixas.
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01. Baby on the radio forever
02. Lucky boy
03. Wings of love
04. Listen to the beauty
05. Where out love hides
06. Star clouds
07. Where are all the people?
08. Holy!
09. Jealousy
10. There ain’t no place like home
Urgente
Marcioz mistura funk e art-pop para falar da precarização da música em “6/10”

RESUMO: Em 6/10, Marcioz cruza funk e art-pop para falar da desvalorização do trabalho musical e das relações entre artistas, público e mercado. A faixa antecipa o EP NIÚ MĂ.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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“Este primeiro single mergulha na relação entre música e público do ponto de vista de um músico trabalhador”, conta o cantor, compositor e produtor Marcioz, vindo do Rio e radicado em Berlim, falando de 6/10, faixa que puxa seu sexto EP, NIÚ MĂ, previsto justamente para 6 de outubro (“6/10”, sacaram?).
Uma curiosa mescla de funk e art-pop, com piano, cellos, vocais e batidões, 6/10 fala poeticamente do desespero, das contradições e da desvalorização do trabalho musical, que criam um ambiente cada vez mais restrito e precário. Versos como “vem lá de cima / me alucina / quando tu escolhe eu / no teu comando” trazem muito dessa vibe “de cima para baixo” do mercado musical.
“O nome da música se refere aos sistemas de classificação musical usados em sites como o RYM ou por críticos como Anthony Fantano e Pitchfork, sendo essa a classificação de um trabalho de uma classe subprotegida”, conta Marcio.
Por sinal, o termo “NIÚ MĂ” vem do chinês antigo e significa “vaca e cavalo”. “Este termo é atualmente usado na China para descrever trabalhadores como entregadores de comida, caixas de supermercado, faxineiros e outros principais agentes de mão de obra”, diz o texto de lançamento.
O EP terá outras três faixas, 30R$, Sem condições e Pelo no pelo. “Todas as músicas são sobre o desvio atual que está acontecendo com o trabalho e o capitalismo nos últimos 10 anos e como nós, trabalhadores, nos sentimos ou o sentimentalismo da injustiça no trabalho”, continua o texto.
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