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Televisão

Jogaram tudo de Corpo Santo, novela policial da Rede Manchete, no YouTube

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Se você lembra de Vale tudo, novela exibida pela Rede Globo há trinta anos que trazia Lidia Brondi como repórter de uma revista, Reginaldo Faria como um piloto de avião envolvido em atos ilícitos, finais infelizes para alguns personagens… Bom, não se tratava de algo tão original assim. Em 1987, a Rede Manchete tinha exibido uma novela chamada Corpo santo, escrita inicialmente por José Louzeiro (escritor e roteirista morto em 29 de dezembro) que trazia esses dois atores e uma realidade mais barra-pesada ainda. E que ainda por cima era vendida como “novela-reportagem”, que mostrava a vida como ela era.

Na trama de Corpo santo, Reginaldo Faria era Téo, um produtor de filmes eróticos envolvido com vários crimes. Lidia Brondi era Bárbara, uma repórter perseguida pelo esquadrão da morte. No fim da novela, Teo se dava bem, boa parte do núcleo pobre da novela continuava na miséria e Bárbara tinha sua casa invadida por bandidos. Mostrados quase sempre como corruptos, os policiais da novela passavam o tempo todo fazendo surubas com prostitutas (isso aparecia na TV), ganhando dinheiro ilícito e fazendo merda. Numa época em que quem não estava na Globo não necessariamente tinha ido pro ostracismo, o elenco tinha também Otávio Augusto, Christiane Torloni, Luiz Carlos Arutin, Sérgio Viotti, Nathalia Timberg, José Wilker (era o diretor e fez participações especiais) etc.

Maniqueísmos à parte, a trama foi cometendo pequenas ousadias que até hoje chocariam uns e outros. Bem antes de alguém filmar Cidade de Deus, o policial atrapalhado Pé Frio (Ivan Setta, conhecido pelos vilões que interpretava na TV e no cinema) aparecia num dos últimos capítulos ameaçando atirar num garoto de rua. No fim da cena, o personagem roubava o baseado do garoto e fumava o bagulho em frente às câmeras – e sim, deve ter sido a primeira vez que algum personagem apareceu emaconhando-se numa novela. Na verdade, Corpo santo era uma novela tão sui generis que o tema de abertura era… o Roupa Nova, então estigmatizadíssimo como grupo brega, tocando um hard rock autoral, Lugar no mundo.

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E todo esse intróito é para falar que o canal de vídeos 93fr1 colocou no YouTube todos os capítulos de um compacto de Corpo Santo que a Manchete exibiu. Pega lá antes que tirem do ar. Olha os cinco primeiros capítulos aí (o resto você procura aqui).

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Cinema

Molly Ringwald em telefilme de 1998

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Molly Ringwald em telefilme de 1998

Os anos 1990 provocaram várias mudanças na vida de Molly Ringwald, um dos rostos mais populares do cinema da década anterior. A atriz fez um teste para o papel principal de nada menos que Ghost – mas o trabalho acabou mesmo foi com Demi Moore, como se sabe. Também houve uma lenda que rolou por anos, a de que Molly recusara o papel principal de Uma linda mulher – que, impossível não saber, foi parar nas mãos de Julia Roberts.

Bom há nove anos, Molly resolveu reaparecer num fórum do Reddit (usando uma foto atual para comprovar que era ela própria) e disse que não se recordava especificamente de ter recusado o papel. Falou apenas que leu um rascunho do roteiro – na memória dela, o filme tinha o working title de $3.000 – e que “o roteiro era bom, mas Julia Roberts é o que faz esse filme. Era a hora dela. Todo ator espera por um papel que os deixe brilhar assim”, contou.

O tal bate-papo com os fãs, por sinal, surgiu numa época em que o DVD dominava o mercado, vários filmes dos anos 1980 tinham já sido lançados no formato, e ninguém nem imaginava que iria aparecer um bando de malucos defendendo que fitas K7 e VHS são um item cool, bacana, descolado e saudosista. Ok, todo mundo já sabia há anos como se baixava filmes, o que ajudava.

Molly aproveitou para divulgar que falava um pouco de francês (humildade dela, já que Molly estudara no Lycée Français de Los Angeles e era fluente no idioma), que tinha três filhos e havia acabado de criar uma conta no Twitter. Também respondeu outras dúvidas dos fãs. Molly esclareceu, por exemplo, que houve uma rusga na filmagem de Clube dos cinco envolvendo ela, o diretor John Hughes e o ator Judd Nelson (que no filme interpretava o rebelde John Bender).

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“Acho que Judd estava fazendo o ator metódico durante os ensaios. Ele estava vestindo as roupas do Bender e tentando me irritar. Eu estava bem, mas John Hughes era muito protetor comigo”, contou. Outra pessoa perguntou a Molly como ela conseguia ficar mais sexy com a idade. “Eu bebo o sangue de Kristen Stewart”, brincou ela. Molly,  pouco antes disso, em 2008, declarara ao Los Angeles Times que seu visual vintage – modelo para várias garotas durante os anos 1980 – tinha uma explicação nada cool, bacana e descolada. “Eu usava aquele vintage todo porque meus pais me mantinham com mesada, então comprava roupas na Melrose (rede norte-americana de roupas com preços acessíveis, especializada em moda feminina durante os anos 1970 e 1980). Meu estilo era baseado na necessidade”, contou.

Molly pode não ter tido a mesma presença dos anos 1980 mas continuou fazendo filmes – esteve até nos filmes da sequência A barraca do beijo, bem recentemente. Também desenvolveu carreiras paralelas como escritora, tradutora e até cantora (lançou um disco de jazz em 2013, Except sometimes, e bem poderia ter aparecido no nosso podcast sobre não-cantores que cantam). Mas essa introdução enorme é só para avisar que recentemente subiram um item bem curioso da carreira de Molly no YouTube: um telefilme que ela fez em 1998 chamado Twice upon a time.

Segundo o reddit Obscure Media, a comédia (exibida originalmente pelo canal Lifetime) “não estava em lugar algum da internet”, até que foi subido há poucos dias. Na história, Molly interpreta uma moça que entra num universo paralelo, onde divide os dias com uma velha paixão de vários anos. Robert Ringwald, pianista de jazz e pai de Molly, faz uma ponta.

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Televisão

Quando Seinfeld supostamente chupou vários filmes

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Quando Seinfeld supostamente chupou vários filmes

Um youtuber chamado Yaron Baruch fez uma coletânea das referências de filmes encontradas em Seinfeld. Segundo ele, é possível encontrar lá chupadelas que a série deu em filmes como Maratona da morte, Na linha de fogo, Thelma e Louise, Três dias do condor e até mesmo a trilogia O poderoso chefão.

Via Laughing Squid

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Televisão

Jogaram Shop Shop, especial de TV “jovem” dos anos 1980, no YouTube

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Jogaram Shop Shop, especial de TV "jovem" dos anos 1980, no YouTube

Lembra do Shop shop? Não? Vamos por partes. Primeiro, você precisa saber que os anos 1980 foram o que se costuma chamar de “década perdida”, com hiperinflação, descontrole, pagamento de contas do milagre econômico e um verdadeiro saco de maldades, às vezes disfarçadas de bondades. Não era só isso: era uma época em que vender, vender, vender e vender era estritamente necessário, porque vendendo, as pessoas (duh) compravam e todo mundo seria feliz para sempre no mundo nada maravilhoso do capitalismo. Bom, economia não é nossa especialidade, mas recomendamos fortemente um google no assunto “década perdida”.

Aliás, quem tem entre 40 e 50 anos lembra: os comerciais de TV começaram a ficar cada vez mais vistosos e chamativos. Comprar era mais do que o ato de ostentar o cartão de crédito, um Cheque Ouro ou endividar-se para comprar uma peça de roupa, um carro ou um aparelho de som. Consumir era existir: o Jornal do Brasil inaugurou a seção Perfil do consumidor, outros periódicos fizeram seções parecidas, jornais de TV dedicavam espaços generosos a mostrar clientes fazendo compras a qualquer momento (o Natal, claro, era uma espécie de suruba consumista), bancos começaram a intensificar seus departamentos de informática para facilitar o saca-deposita e vender mais produtos. E, ah, o produto-assinatura daqueles tempos, o videocassete, era tão querido que havia até consórcio para quem quisesse comprá-lo.

Ao mesmo tempo, o ato de consumir coisas batia de vez até mesmo na indústria cultural, com vários cadernos “programa” circulando às sextas. Mais até do que nos anos 1970, todo mundo queria saber que filme iria ver, que show iria assistir, que atração internacional estava vindo ao Brasil (depois do Rock In Rio, elas vinham a rodo). Já quem queria só ficar em casa vendo televisão, por sua vez, esbarrava com um festival de merchans nas novelas. Eles eram bem mais indiscretos e provocavam indignação em alguns jornalistas e críticos de TV.

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E foi nessa época que a Globo pôs no ar esse puro suco de cultura jovem, consumismo e cinema adolescente (à moda do brat pack, o grupo de jovens atores de Hollywood dos anos 1980) que era o especial Shop shop. Que alguém jogou no YouTube.

Criado por Euclydes Marinho, Leopoldo Serran e Antonio Calmon, Shop shop foi transmitido em 16 de dezembro de 1988. E era uma espécie de rito de passagem da TV brasileira para novelas como Top model (1989) e Vamp (1991) – opa, alguns atores do programa apareceram até mesmo nos elencos dessas novelas. O roteiro era bastante criativo, e aproveitava elementos de filmes como Clube dos cinco, Conta comigo e Os primeiros anos de nossas vidas. Nomes como Rodrigo Penna (Caixa), Pedro Vasconcellos (Dudu, o rebelde) e Carol Machado (Bete, a adolescente revoltada e negligenciada pelo pai) aparecem na TV pela primeira vez lá. A temática da época, só para avisar, não era a representatividade.

A Globo acertou bem na sacação de mercado: o principal dessa galera do especial era que todo mundo passava o dia inteiro no shopping – daí o nome Shop shop, claro. A turma adotava o mesmo comportamento dos adolescentes da época: entrava e saía de lojas, via todos os produtos, não comprava nada, ficava nas praças de alimentação (às vezes comendo, às vezes só ocupando as mesas). Em meio ao entra-e-sai de gente e aos letreiros de lojas, a turma do especial passava o dia vivendo infernos pessoais e conversando sobre problemas. Não por acaso, o logotipo do Barrashopping aparecia logo na abertura (e, impossível não notar, o logo de Shop Shop era igual ao do shopping). Havia a ideia do programa virar um seriado em 1989 – não aconteceu.

Jogaram Shop Shop, especial de TV "jovem" dos anos 1980, no YouTube

“O programa não é feito só para quem vai ao shopping. A ideia é contar as histórias dos adolescentes, para eles e com eles, por isso preferimos usar atores completamente desconhecidos”, pregavam Mario Marcio Bandarra e Antonio Calmon, os diretores, numa matéria sobre a série, escrita por Manya Millen e publicada no O Globo no dia em que a série foi ao ar. Os atores adolescentes, selecionados pelo professor e diretor de teatro Carlos Wilson, deixavam claro na matéria que não eram muito fãs de shopping. “Não gosto de lugar fechado e acho essa geração shopping center meio fora da realidade”, reclamava Rodrigo Penna (que depois virou DJ e criou a festa Bailinho).

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Geração shopping center? Bom, os jornais realmente falavam muito no assunto. E o alegado consumismo dos jovens (além de comportamentos como os de circular o dia inteiro nos shoppings sem comprar nada e virar o caroço dos pobres vendedores) era motivo para várias matérias de comportamento – que por sua vez ocupavam páginas e mais páginas de revistas.

O Jornal do Brasil pôs a questão na capa de sua revista Domingo justamente em 1988, ano repleto de passeatas de adolescentes pedindo a diminuição das mensalidades escolares. E tentou lançar a ideia de que os shoppings tinham virado as antigas praças das cidades do interior. Bom, nem tanto: a galera também matava aula (ficou famosa a frase “shopping não é lugar de CDF”, proferida na matéria por uma então adolescente), ia ao cinema, lia revistas importadas nas livrarias e se entediava ao lado de amigos. Shop shop levou um pouco dessa (er) nova cultura jovem para a tela da TV. E deve ter enchido os cofres da emissora.

>>> O Jorge Wakabara, do blog Wakabara, falou de Shop shop aqui.

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