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Cultura Pop

Como? Você nunca ouviu falar de Beki Bondage e do Vice Squad?

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Nos anos 70 e 80, a loura Beki Bondage apareceu em várias capas de revistas. Vocalista da banda punk inglesa Vice Squad, Beki – cujo visual a deixava próxima de uma hipotética irmã de Lemmy Kilmister, do Motörhead – podia ser considerada uma pin-up do rock. Mas não gostava nem um pouco de ser vista assim. Até hoje, em entrevistas, não se mostra muito confortável quando encarada dessa forma. “Era só porque eu estava numa banda e nada mais. O rock é algo sexy”, contou num papo com o site Louder Than War. “Nunca nem fui atrativa, o rock é que sexualiza as pessoas instantaneamente”.

Como? Você nunca ouviu falar de Beki Bondage e do Vice Squad?

Se você nunca ouviu nada do Vice Squad, pega aí um dos melhores hits deles, Stand strong stand proud, de 1982.

https://www.youtube.com/watch?v=GPXQ_tEfGok

Formado com um pé no anarco-punk de grupos como Crass, o Vice Squad surgiu em 1979 com Beki (cujo nome verdadeiro é Rebecca Bond), Dave Bateman (guitarra), Mark Hambly (baixo) e Shane Baldwin (bateria) e ganhou logo divulgação em programas como o de John Peel na BBC. Ele lançou Stand strong e outras do grupo.

Olha aí o grupo numa Peel Session em 28 de abril de 1982.

O Vice Squad lançava seus primeiros singles pelo selo Riot City, que era administrado justamente por Baldwin, Bateman e Simon Edwards – criador da distribuidora Heartbeat, que abrigava também selos como o Cherry Red. O fato de terem vindo de uma turma bastante politizada (Beki sempre foi ligada à causa animal e ao feminismo, e o nome da banda era uma ironia com a divisão anti-narcóticos e anti-prostituição da polícia) gerou críticas de fãs quando o grupo assinou com a EMI, por intermédio do selo Zonophone, em 1981. Os dois primeiros álbuns da banda saíram por lá. Eram No cause for concern (1981) e Stand strong stand proud (1982)

Depois rolaram várias de mudanças de formação e até Beki sairia do grupo em 1985 para iniciar carreira solo. Na época, quem entrou em seu lugar foi uma cantora chamada Lia, com quem a banda gravou o disco Shot away, daquele mesmo ano, por um selo indie chamado Anagram – sem Beki nos vocais, a EMI desistira do Vice Squad. O grupo encerrou atividades depois disso.

Beki voltou com uma formação nova do grupo em 1997 e o Vice Squad ainda existe. Se você estiver passando por Londres na quinta, vai encontrar um show deles à disposição. Em 2018, a banda se apresentou no legendário 100 Club, em Londres – casa criada para abrigar shows de jazz nos anos 70 e que, após 1976, passou a agendar shows de bandas punk. Um fã jogou o show inteiro no YouTube.

De lá para cá, o grupo vem gravando constantemente: em 2014 saiu o disco mais recente, Cardboard country. E em 2016, o grupo voltou a ser notícia por causa do lançamento de Last rockers – The Vice Squad story, biografia da banda escrita pelo ex-baterista Shane Baldwin, que também fala bastante dos selos Riot City e Heartbeat.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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