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Cultura Pop

Como? Você nunca ouviu falar da fase punk de Steve Peregrin Took?

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Como? Você nunca ouviu falar da fase punk de Steve Peregrin Took?

Ok, talvez você nem sequer tenha ouvido falar de Steve Peregrin Took. Ele era um músico londrino que morreu bem jovem (em 1980 aos 31 anos). E que, na barafunda de ocultismo e misticismo dos anos 1960, achou por bem chupar o nome de um dos hobbits de O Senhor dos Anéis, de Tolkien, e adotá-lo como nome artístico (na certidão de nascimento, Took era Stephen Ross Porter).

Após gramar em bandas pouco célebres da psicodelia britânica como baterista, Took teve que vender seu instrumento para pagar uns meses de aluguel. Sobraram só uns bongôs, que ele passou a tocar ao lado de um parceiro chamado Marc Bolan, num duo chamado Tyrannosaurus Rex. Ele andou por lá até 1969.

Como? Você nunca ouviu falar da fase punk de Steve Peregrin Took?

Steve foi saído do Tyrannosaurus Rex por, supostamente, ter jogado doses do alucinógeno STP num ponche preparado para o lançamento da versão inglesa da Rolling Stone – o parceiro Bolan, desavisado, provou da bebida e pagou mico na festa. Obrigado contratualmente a permanecer na banda durante uma turnê norte-americana, aproveitou para tocar o zaralho: caiu de boca nas drogas, deu uma de Iggy Pop (chegou a chicotear-se no palco) e horrorizou geral. Marc trocou o ex-amigo por Mickey Finn, mudou o nome da banda para T. Rex e o resto é história.

Já Took foi colaborar com o amigo Twink, outra entidade psicodélica de alto calibre – ex-músico de bandas como Tomorrow e Pretty Things, gravou o disco Think pink em 1970. Montou com ele um embrião dos Pink Fairies, depois lançou uma banda que também fazia referência ao Senhor do Anéis (o Shagrat, nome de outro personagem da saga) e virou uma espécie de trovador solitário, pelas ruas de Londres.

Em 1972, foi abordado por um ex-empresário do T. Rex, Tony Secunda, que veio pra cima de Steve com a lorota de fazê-lo virar astro pop – e fazer com quem ele batesse nas paradas o estouradaço ex-parceiro Marc Bolan e seu T. Rex. Não deu nada certo e Steve permanecia gastando boa parte do seu tempo com drogas. De bom, sobrou só a suposta visita que Syd Barrett teria feito a Took no estúdio, em meio às gravações do trabalho solo.

Como? Você nunca ouviu falar da fase punk de Steve Peregrin Took?

Em 1976, mudanças: depois de um período fora, Took voltou a Londres e montou uma banda de nome variável, que em boa parte de sua duração foi conhecida como Steve Took’s Horns. O material que surgia dessas sessões era bem mais próximo do pré-punk e do hard rock do que da psicodelia. Um sinal de que algo diferente poderia acontecer: Steve teve um encontro casual com ninguém menos que Marc Bolan nos bastidores da turnê do T. Rex com o Damned (foto acima) e o ex-parceiro ficou de dar uma ajuda para ele. Os dois ficaram de se rever na festa de 30 anos de Bolan, em 30 de setembro de 1977 – só que o líder do T. Rex morreu poucos dias antes da data querida.

Seja como for, com ou sem Bolan, as coisas estavam andando. Took arrumou um empresário, Tony Landau, e convidou músicos como Judge Trev Thoms (guitarra) e Dino Ferari (bateria). Esse grupo, acrescido de Steve Scarsbrook no baixo e Jamie Roberts no teclado, ensaiou um ano para gravar apenas três faixas, It’s over, Average man e Woman I need, em 29 de novembro de 1977.

Quem estava na sessão de estúdio dos Horns era Larry Wallis, então produtor da Stiff Records, ex-integrantes dos Pink Fairies e do Hawkwind, e integrante de primeira hora do Motörhead. A princípio impressionado com a banda, Wallis foi perdendo o interesse à medida que via Took bebendo no estúdio e “balbuciando as palavras”. Essa turma se separou por decisão do próprio Took após o único show dos Horns, no Roundhouse, em 18 de junho de 1978.

O material das sessões de estúdio foi largamente pirateado vários anos. Em 2004, o selo Cherry Red pôs nas lojas o CD Blow it!!! – The all new adventures of Steve Took’s Horns, com as três faixas, mais algumas gravações de músicas de Took refeitas por um time de amigos, e novos remixes. É o disco que você escuta acima. Steve Peregrin Took morreu após e ele sua mulher se drogarem, mas seu óbito é registrado como tendo acontecido por “inalação de coquetel de cereja” (!). Hoje, se tornou uma lenda pouco lembrada da psicodelia, com direito a uma fase de faça-você-mesmo e pé na tábua. Que infelizmente durou pouco.

Com infos de Steve Took Biography

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No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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