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Cátia de França vai a 5º Encontro de Poetas Populares no Rio, neste fim de semana

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A Zona Norte do Rio de Janeiro recebe o tradicional Encontro de Poetas Populares, que chega à sua 5ª edição, com entrada gratuita, nos dias 2 e 3 de junho, às 15h e 13h, no Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca, e 10 do mesmo mês, às 15h, na Arena Carioca Dicró, na Penha Circular. Em um formato inspirado nas clássicas feiras nordestinas, o evento tem o propósito de levar o público a uma imersão no universo encantador da literatura de cordel.

A edição deste ano será dedicada a falar do protagonismo feminino na cultura nordestina e na literatura de cordel. Composta inteiramente por mulheres, a programação integra shows (como a da multiartista Cátia de França e do Trio Dona Fulô), bate-papos, oficinas, lançamento de livro, exposições, feirinha de artesanato, gastronomia típica e mostra de filmes. Com curadoria de Fernando Assumpção e Rosário Pinto, a iniciativa é realizada pela Iracema Filmes e a Amo Cordel (Associação de Amigos da Literatura de Cordel do Rio de Janeiro), com o apoio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através do Programa de Fomento à Cultura (FOCA) da Secretaria Municipal de Cultura. Serão, ao todo, 08 atrações em mais de 12 horas de atividades.

“Podemos afirmar que a mulher trouxe para a literatura de cordel seu olhar intuitivo e suas preocupações com as questões sociais que ainda enfrenta, perante uma sociedade que engatinha na legislatura em favor dos direitos da mulher em todas as vertentes do conhecimento humano”, explica a poetisa Rosário Pinto.

Atrações musicais
TRIO DONA FULÔ – O Trio Dona Fulô nasceu de um encontro despretensioso entre três amigas musicistas no Rio de Janeiro. Nos shows, elas apresentam clássicos nordestinos, tais como Luiz Gonzaga e Dominguinhos, e músicas de artistas contemporâneos, como Forroçacana e Falamansa. O objetivo principal do trio é mostrar a essência da música nordestina com um toque especial do estilo carioca. Dessa forma, o repertório é trabalhado para que seja apresentado em diferentes ritmos, como xotes, baiões, cocos, forrós, xaxados e arrastapés, imergindo o público no vasto universo da cultura nordestina.

CÁTIA DE FRANÇA – Nascida em João Pessoa (PB), Cátia de França é cantora, compositora e multi-instrumentista. Em 50 anos de carreira, Cátia gravou seis discos e se tornou uma lenda viva da música regional brasileira com pérolas como 20 palavras ao redor do sol. As suas canções já foram gravadas por grandes nomes da MPB, como Elba Ramalho, Amelinha e Xangai, além de Cátia ter participado de festivais de música popular na década de 60, época em que viajou à Europa com um grupo folclórico. Cátia também escreveu livros como Zumbi em cordel e A peleja de Lampião contra a fibra ótica e Manual da sobrevivência.

Programação:
– Centro da Música Carioca Artur da Távola
Endereço: Rua Conde de Bonfim, 824 – Tijuca

2 de junho, sexta-feira:
15h às 20h – Feira de Artesanato
15h – Oficina de Xilogravura com Lucélia Borges
17h – Bate-papo com poetas populares com Rosário Pinto e Maria Luísa
19h – Show com Trio Dona Fulô

3 de junho, sábado:
13h às 19h – Feira de Artesanato e Culinária
13h – Oficina de Cordel com Nireuda Longobardi
14h – Bate-papo com poetas populares com Dalinha Catunda e Paola Torres
16h – Lançamento do livro “A Independência do Brasil em Cordel: 200 anos de Fatos que Marcaram a História”
17h – Show com Cátia de França

Arena Carioca Dicró, na Penha Circular
Endereço: Parque Ary Barroso (entrada pela Rua Flora Lobo, s/n) – Penha Circular
10 de junho, sábado:
15h – Mostra de filmes

Entrada: gratuita

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Agenda Rio: exposição conta história do Estúdio Groove, QG underground dos anos 1990

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Agenda Rio: exposição conta história do Estúdio Groove, QG underground dos anos 1990

RESUMO: Encera neste sábado (29) a mostra na Tijuca que celebra os 35 anos do Estúdio Groove, reunindo fotos, cartazes e raridades de um dos redutos da música independente carioca dos anos 1990.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Se você gosta de história da música independente carioca, é melhor correr: a exposição que celebra os 35 anos do Estúdio Groove fica em cartaz só até este sábado (29), no Centro Cultural Patas Café, na Tijuca. A mostra recupera a memória de um dos lugares mais movimentados da cena alternativa do Rio nos anos 1990, quando um casarão no Rio Comprido funcionava como estúdio, selo, produtora e ponto de encontro de músicos.

Criado por Ronaldo Pereira, o Ronaldo Groove, no começo dos anos 1990, o espaço começou como um estúdio de ensaio e rapidamente virou uma espécie de QG da música independente. Mais de 300 bandas passaram por suas salas, incluindo O Rappa, Chico Science & Nação Zumbi, Planet Hemp, Plebe Rude, Raimundos, Ultramen e Finis Africae.

A exposição reúne fotografias, cartazes, filipetas, fanzines, capas de CDs, fitas demo e outros materiais que ajudam a reconstituir aquela época. Entre as peças estão trabalhos do quadrinista Marco Donida, responsável pela identidade visual do Estúdio Groove e integrante das formações originais de Matanza e Acabou La Tequila.

Um dos capítulos importantes dessa história é a coletânea Grooves from Rio, lançada pelo próprio Estúdio Groove em 1996 e que também completa 30 anos agora. O disco reuniu artistas de uma cena que misturava rock, rap, acid jazz, soul e funk, incluindo Black Alien, Squaws, Tornado, Falso Inglês, Cesar Ninne e Papparazzi. O álbum chegou às plataformas digitais em 15 de agosto, recuperando um registro que durante muito tempo ficou restrito ao formato físico.

É uma chance de ver de perto documentos de uma cena que ajudou a formar parte importante da música brasileira dos anos 1990 — antes que esse pedaço da história volte para as caixas de arquivo.

A exposição 35 Anos do Estúdio Groove fica no Centro Cultural Patas Café, na Rua Almirante Cochrane, 39, Tijuca, perto do metrô São Francisco Xavier. A entrada é gratuita e o encerramento acontece neste sábado (29). Saiba mais aqui e aqui.

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FAN Espiralar celebra 30 anos do Festival de Arte Negra de BH

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FAN Espiralar celebra 30 anos do Festival de Arte Negra de BH. Paula Lima (Foto: Juliana Heicer / Divulgação) é uma das atrações

O Festival de Arte Negra de Belo Horizonte – FAN BH chega a um dos momentos mais esperados de sua 13ª edição, que comemora 30 anos do evento: a realização do FAN Espiralar, de 11 a 14 de junho, no Parque Municipal de Belo Horizonte, no Centro de Referência das Culturas Urbanas de Belo Horizonte (CRCURB) – Viaduto Santa Tereza e no Teatro Francisco Nunes.

Na abertura, 11 de junho, o Palco Sesc FAN Espiralar recebe a cantora e compositora Paula Lima, com o show Eu, Paula Lima – O baile. No Dia dos Namorados (12) Augusta Barna faz show em homenagem à data, e Nath Rodrigues apresenta Pérola negra – Uma homenagem a Luiz Melodia. E, finalizando a sexta-feira, Samba da Meia-Noite, com o melhor do samba das sambadeiras e sambadores de Belo Horizonte dedicado à tradição do Recôncavo Baiano. Já no domingo, 14 de junho, tem show da Nação Zumbi.

A programação tem também oficinas formativas, performances artísticas e outras intersecções de saberes como o Clube do Livro Página Preta: Literaturas Intertropicais e o FANzinho, que apresenta o espetáculo Dandara para crianças — Um mergulho lúdico na realeza negra. A inclusão e a diversidade marcam presença no FAN 30 Anos com a apresentação Rastros sobrepostos, do artista PCD Dânova Neres.

O FAN BH é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Periférico e conta com parceria cultural do Sesc em Minas, integrado ao Sistema Fecomércio MG.

  • Agenda RJ: Batucada Tamarindo traz fusão rítmica para turnê nos Sescs

Para a secretária municipal de Cultura, Cida Falabella, os 30 anos do FAN representam o amadurecimento de uma visão de cidade que reconhece a diversidade como seu maior patrimônio intelectual e criativo: “O papel da Secretaria Municipal de Cultura é assegurar que o protagonismo negro e as manifestações populares ocupem um lugar central no planejamento estratégico da capital. Celebrar esta trajetória significa reafirmar que a identidade e o futuro de Belo Horizonte são indissociáveis da força da arte negra”, conta ela.

Desde novembro de 2025, a trajetória da 13ª edição do FAN BH, que foi marcada no FAN Rotas e FAN Raízes pela escuta com os territórios e pelo fortalecimento das expressões artísticas e culturais negras, culminam no FAN Espiralar. Inspirado na ideia da poeta e ensaísta Leda Maria Martins, o conceito de espiralar propõe revisitar as raízes para imaginar e construir novos futuros. Nesse sentido, o FAN Espiralar se apresenta como um espaço de celebração pública que transforma escutas em presença, memórias em criação e caminhos construídos coletivamente em experiências compartilhadas.

“Chegar às três décadas de FAN é um marco que enche Belo Horizonte de orgulho. O festival não é só um evento, é um espaço de memória e de celebração do protagonismo negro em todas as suas formas. A identidade da nossa cidade foi construída pela força e pela criatividade do povo preto. Celebrar esses 30 anos é reafirmar que a cultura negra merece estar sempre no topo, espalhando diversidade, respeito e igualdade por todos os cantos da capital”, destaca a presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof.

SERVIÇO FAN ESPIRALAR

Data: 11 a 14 de junho de 2026
Local: Parque Municipal de Belo Horizonte, CRCURB – Viaduto Santa Tereza e Teatro Francisco Nunes
Programação completa aqui.

Foto Paula Lima: Juliana Heicer / Divulgação

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Agenda RJ: Batucada Tamarindo traz fusão rítmica para turnê nos Sescs

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Agenda RJ: Batucada Tamarindo traz fusão rítmica para turnê nos Sescs (Foto: José de Holanda / Divulgação)

Direto de SP, a Batucada Tamarindo desembarca no estado do Rio de Janeiro em junho para uma pequena tour. Com apresentações no Sesc Tijuca, no dia 10; Sesc Nova Friburgo, no dia 11; Sesc São Gonçalo, no dia 12; e, no Sesc Madureira, no dia 20, a turnê integra a programação do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar e marca um novo momento de expansão do grupo, após o lançamento de seu segundo álbum, Olóri-Agbáyé, em 2025 (resenhamos esse disco aqui).

Com mais de 20 anos de trajetória, a Batucada Tamarindo se consolidou como um coletivo artístico que ultrapassa o formato tradicional de apresentação. Formado por seis integrantes que mantêm uma história conjunta e de união, o grupo constrói sua identidade a partir do encontro entre diferentes vivências musicais e culturais.

Além dos shows musicais, o grupo desenvolve projetos audiovisuais, cria trilhas executadas ao vivo para cinema e mantém uma atuação contínua em processos formativos ligados à dança e à cultura afro-brasileira. E os shows sempre são bem imersivos – e percussivos. “Nosso trabalho parte do tambor como ponto de encontro. Cada performance é construída como um território de troca, onde tradição não é reprodução, é continuidade. O que a gente leva para o palco é essa energia viva, que vem do terreiro, da convivência e do coletivo”, afirma o grupo.

O repertório da turnê reúne as faixas de Olóri-Agbáyé e músicas marcantes do primeiro disco, como Elegbará, Ògun fundador de Ire, Saudação a Oxumarê e Oyá e Nas águas da cachoeira. E vai rolar toda uma aula de cruzamento de ritmos no show, passando por samba de roda, cavalo-marinho, boi de zabumba, boi de pandeirão, ritmos do Candomblé de Nação Ketu e Angola… por aí vai.

Foto: José de Holanda / Divulgação

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