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Reportagens

Borealis: a qualquer momento num palco perto de você

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Depois desse papo com o POP FANTASMA, esperamos que a caixa de e-mails do Marco Barbosa esteja repleta de pedidos de trilhas sonoras para peças, filmes, comerciais, etc. Após vinte anos de jornalismo, ele decidiu colocar na web o projeto de música eletrônica Borealis, com o qual passou a gravar em 2015. Tudo foi acontecendo devagar, já que o primeiro show da banda-de-um-homem-só aconteceu em junho no Audio Rebel (Rio). Mas rolaram algumas surpresas no meio do caminho. Em 2017, Bart, como é conhecido, foi convidado por um amigo, o diretor teatral João Bernardo Caldeira, para fazer a trilha da peça Atafona – O fim. Para quem nem sonhava em viver de música, já é um belo passo.

E aí, dá pra tentar viver de música e sonhar com algo além do dia a dia das redações? Fomos bater um papo com Bart e descobrimos que ele tem ideia até de lançar os discos do Borealis (já sáo três álbuns e dois EPs) em vinil. Só que aí Marco teria que fazer mais shows. Confere aí – e vale dizer que Marco Barbosa, além dos trabalhos que pagam suas contas, também continua fazendo o jornalismo cultural que muitos jornais deveriam estar apresentando, nos textos que escreve para o seu Telhado De Vidro. Onde mais você poderia ler um texto que elenca todas as 119 músicas de João Gilberto, da melhor a pior?

(ao longo do texto, você confere trechos do show do Borealis e também os discos do projeto, direto do Bandcamp)

Marco Barbosa, o homem-Borealis

POP FANTASMA: Como foi apresentar ao vivo o material dos discos?
MARCO BARBOSA: Bom, como eu não ia tocar guitarra ao vivo, estava mais preocupado em apresentar um material que desse ênfase no ritmo. Me preocupei mais em ir pela batida para manter a vibe da apresentação. Eu peguei algumas músicas do segundo disco, algumas do terceiro e toquei uma inédita também, que fiz pro terceiro mas acabou não entrando. O primeiro disco tem muito mais guitarra e achei que não ia dar muito certo. Então acabou não entrando nada.

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Que equipamento que você usou ao vivo? Eu programei uma base no computador pra tocar. Basicamente botei os programas que eu uso no computador para fazer as bases ao vivo, levei teclado para fazer efeito junto com as músicas, espetei o pedal da guitarra no teclado – isso mais para ter uma distorção, flanger, uns efeitos mais diferentes. Fui improvisando ali, mas dei uma ensaiada alguns dias antes, para ver que timbre eu ia escolher, o que eu ia fazer. Tocava as bases improvisando junto com o teclado.

Ensaio em casa mesmo? Em casa mesmo. Os vizinhos devem ter achado ruim, mas não tive muito o que fazer (risos). Esperei uma hora em que não tivesse ninguém em casa e liguei o computador. Mas foram dois, três ensaios só, para testar mesmo. Não teve muito mistério. Se eu quisesse fazer um embromation, ligava o playback e fingia que estava tocando. Mas queria fazer um negócio maneiro.

No dia demorou muito pra você instalar tudo lá? Foi algo meio simples, não? Foi, levei um pre-ampli, teclado, computador, pedal. Espetei tudo no pré-ampli, de lá saiu pro PA e não teve mistério. A passagem de som durou cinco minutos!

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E como foi essa transformação de jornalista para músico? Se é que você considera como uma transformação. Eu toco desde moleque, desde adolescente que toco guitarra e violão. Nunca toquei formalmente mas sempre gostei de tocar, de tirar música. Tive uma ou outra banda que nunca fez show, só ensaiou. E a partir dos anos 2000 eu tinha uma vontade de tocar algumas coisas. Tocava guitarra em casa sozinho, e depois descobri as possibilidades de fazer coisas no computador. Eu brincava com um programa chamado Fruity Loops, isso lá pra 1997, eu acho. Veio uma demo desse programa numa daquelas revistinhas. E era numa época em que eu estava ouvindo música eletrônica, Daft Punk. Comecei a brincar com o programa e a pensar: “‘Pô, se os caras do Daft Punk fazem, eu consigo fazer isso em casa!” O programa foi evoluindo, eu fui acompanhando as evoluções do Fruity Loops, que depois virou FL Studio. Hoje ele é um negócio que você consegue tocar, gravar, mixar, botar instrumentos, masterizar. Você faz um disco inteiro no computador. Eu ia aprendendo a mexer e tendo outras ideias, tendo outras influências. Em 2010, 2011, pensei: “Vou aprender a mexer nesse negócio a sério!”.

E como foi? Peguei várias ideias que eu tive ao longo dos anos. Fiz muita coisa na guitarra que resultou no primeiro disco. No segundo disco já foram ideias que eu sentei e fiz tudo de uma vez. E o terceiro eu escavei no baú várias coisas que eu tinha feito que seriam pra banda de rock tocar, e que arranjei para se adequarem a estética do Borealis.

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Como você se descobriu compositor? Você criou um método pra você? Eu não tenho vontade de cantar, escrever letra… Não é algo que faça sentido pra mim agora. Em geral as coisas vêm comigo tocando guitarra ou violão em casa, aí acho um riff ou uma progressão, alguma ideia sobre melodia que eu gravo no celular, ou assovio, ou cantarolo. Depois sento no computador e vejo o que posso fazer com aquilo. É muito intuitivo, sem método. Nunca estudei harmonia ou composição e às vezes vem algumas influências  inconscientes de certas músicas que eu gosto, e que depois eu acho meio parecido com outras bandas. Acho que isso acontece com todo mundo.

Tudo do Borealis está no Spotify? Tá tudo lá e no Bandcamp. O Spotify tem os álbuns e o EP Haçienda. O primeiro, não. Os três primeiros eu paguei pra colocar com o esquema da OneRPM, mas depois eu comecei a procurar maneiras gratuitas porque eu acabo pagando e o número de plays nunca vai compensar, né? E aí eu procurei uma outra plataforma, não gostei, depois procurei a OneRPM e vi que ela voltou a ser de graça, como era no começo. Botei o terceiro disco lá, o Omnia.

Essas mudanças no Spotify te afetaram em alguma coisa? Não, na verdade nem cheguei a me inteirar disso. O que eu tinha lido era que eles iriam abrir uma versão beta desse esquema para algumas bandas, deixar alguns artistas que interessassem. Parece que esse serviço é que vai fechar. Não chegou a ser uma coisa de “ah, todo mundo pode botar agora!”. Talvez deixassem para o Radiohead ou para a Taylor Swift, mas se deixassem para gente como eu, ia virar uma zona! (risos).

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Música já te deu grana em algum momento? Por incrível que pareça eu ganhei um cachêzinho por aquele show do Audio Rebel! (risos) Rendeu uns noventa e poucos reais, fiquei até emocionado. Mas em vendas de internet não, nunca nem vai dar o suficiente. Se nem bandas estabelecidas conseguem, imagina eu. Eu ganhei uma grana com gente que doa, que paga uma grana em troca do disco. Poucas pessoas, mas como não tem gasto quase nenhum, é mais um lance de afeto do que um meio de vida. O download mesmo gratuito é pequeno, o cara prefere ouvir online.

Isso, porque o Bandcamp acaba funcionando quase como um Spotify alternativo. As pessoas preferem ir lá e escutar a música direto. É, muita gente faz isso. Eles têm um negócio de recomendações, fazem matérias juntando bandas novas, tipo “você gosta disso? Então ouça isso aqui”… Mas dinheiro, dinheiro mesmo, não dá quase nada.

Aliás, o Bandcamp é muito bom e não estourou aqui no Brasil. Não virou uma coisa que as pessoas se deem tanta conta. Não sei se você tá curtindo ter música lá, mas acho o site muito bom para descobrir coisas novas. É bom pra descobrir coisas novas e eles vão ter um esquema de gravadora mesmo. Vão viabilizar quem quiser fazer disco de vinil. Eu tenho vontade de lançar coisas minhas em vinil, mas isso serve para quem faz muito show, porque você leva lá para vender ao vivo. Eu praticamente não faço show, não sei nem quando vai ser o próximo. Cheguei a ver uns orçamentos, no Brasil é até mais caro ainda. Mas enfim, vou ver depois o que fazer, vou acabar ficando com essa porra encalhada aqui em casa (risos)

É, porque você vira meio que depósito… Pois é, só se tivesse um esquema de fazer um grande evento, aí fazia uma tiragem pequena e quem comprasse o ingresso ganhava o disco…

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Você disse que não imaginava ganhar dinheiro com streaming, mas profissionalmente te abre portas trabalhar com música? Mesmo que não seja para ficar famoso. Eu teria vontade de fazer. Em 2017 fiz a música de uma peça de teatro do João Bernardo Caldeira. Ele ouviu o segundo disco do Borealis, achou muito legal, acompanhei o ensaio. Ele me deu sugestões do que queria ouvir, troquei umas ideias com ele. Fiz uma trilha de mais de uma hora de música! Meu som é instrumental, tem uma coisa meio atmosférica e acho que se encaixaria muito bem em determinadas trilhas sonoras.

E como tá o Telhado de Vidro? É legal porque o Medium (onde o blog efetivamente funciona) é  como uma rede social, com seguidores, uma newsletter. Tenho tido coisas boas ali, já tive dois ou três blogs com o mesmo nome e esse é o que mais teve audiência. Meu retorno é pouca coisa, mas pra mim é importante. Acho que tem espaço para todo mundo, ainda mais para uma pessoa como eu, que não tem plano de negócios, uma perspectiva concreta de monetizar o negócio.

 

 

 

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Caneco Quente: som lo-fi e quase eletrônico, lá de Minas

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Em junho, o músico mineiro Pedro Handam, baterista da banda Moons (e que já passou por vários outros projetos), decidiu dar vazão a seu lado de criador de música experimental, lo-fi, quase eletrônica – apesar de haver um trio de pratos-caixa-surdo como “bateria de apartamento”, como ele mesmo fala. Trouxe de volta seu projeto Caneco Quente, que surgiu em 2007 quando tocava numa banda chamada Transmissor (o nome surgiu da união de duas letras, Caneco verde e Macaco quente, que tentou emplacar na banda, sem sucesso). “Para não perder a viagem juntei uma com a outra”, brinca ele, que retorna com um disco duplo, Falta flauta/Flauta falta.

Apesar de formarem um set só de álbuns (Pedro diz que os dois discos foram lançados separados por “um vacilo” cometido por ele mesmo), Falta flauta e Flauta falta acabaram sendo lançados em separado nas plataformas, o que torna a audição até mais interessante, visto que são álbuns complementares – em experimentações, conceitos, timbres e visões pessoais, que apontam justamente para descobertas e vivências da pandemia. Há músicas como O seu nome é Pedro ou papai? e Linda Lina, ambas sobre a cadelinha do músico, Lina, que adoeceu no começo das gravações e morreu na última semana de trabalho. Aliás, Pedro diz que tudo do disco gira em torno dela.

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Há também recordações de infância, como em Pedra pedra pedra, sobre um canivete que ele ganhou há 30 anos ao pai e ainda funciona. Ou Ele é um mineiro em Portugal, sobre um amigo que morava no Porto desde 2017 e retornou para o Brasil para ficar com a família. “Considero os discos como um álbum duplo. Como todas as músicas foram feitas durante o mesmo período (entre maio de 2020 e maio de 2021), elas acabaram tendo uma mesma onda, compartilham do mesmo universo de timbres, conceitos, etc”, afirma.

O músico já havia lançado um primeiro disco da banda em 2019 (epônimo, e já com uma música chamada Lina, por acaso). Mas o Caneco Quente tinha virado um projeto para as horas vagas, já que ele demorou quase dez anos para retomar as primeiras composições.

“Durante esse tempo eu até contribui com algumas letras pros projetos que participava, mas nunca me deixaram cantar. Eu sempre quis registrar as minhas próprias ideias, mas só consegui dar um passo adiante nas composições quando comecei a gravar o primeiro disco, no meio de 2017”, conta ele, que gravou o disco novo em casa, num quarto-estúdio que ele chama carinhosamente de Abalo Císmico. Diz ter escutado pouca música durante a elaboração. “Eu, infelizmente, me deixei levar por esse turbilhão de pura paranoia que são as notícias do Brasil e ouvi muito pouca música durante a concepção/gravação/finalização do disco. Ouvia praticamente só podcast de política, muito baixo astral”, conta.

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Mesmo nas faixas instrumentais dos dois discos, os títulos parecem sempre querer dizer alguma coisa, ou serem histórias da vida de alguém, aliás. Pedro diz que isso surgiu de sensações e imagens deixadas pelas músicas. “Tento não pensar demais na hora de dar títulos pra elas e geralmente fico com a primeira opção que aparece (mesmo que não faça muito sentido depois). Sempre gostei demais dos nomes absurdos que bandas como Flaming Lips, Les Savy Fav e Satanique Samba Trio dão pras suas músicas, procuro ir pelo mesmo caminho”, conta.

Pedro, que é artista plástico, também fez as capas dos discos. As ilustrações foram feitas especialmente para os lançamentos. “O processo das capas foi bem parecido com o da composição das músicas, sem muito rascunho, deixando correr solto pra ver até onde vai e, naturalmente, gerando muita bobagem pelo caminho. Eu sou muito ansioso e tenho dificuldade pra planejar as coisas, então aproveito esses impulsos pra que apareça algo interessante no meio da confusão, seja na música ou nas artes visuais”, diz.

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Guto Brant lança “Sem farol”, com clipe feito à distância

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Guto Brant lança "Sem farol", com clipe feito à distância

Sem farol, música do novo EP de Guto Brant, Pombália, ganhou um clipe feito maneira totalmente remota, por Guto e sua companheira, Júlia Maia, usando um fundo verde em casa. A direção foi feita direto de Londres, por Vitor Meuren, abusando do chroma key para incluir vários elementos visuais diferentes: um filme dos anos 1940 com Luz Del Fuego dançando, cenas do Repórter Esso e do antigo programa Abertura, apresentado por Glauber Rocha na TV Tupi.

“Pra mim era muito importante que esse trabalho respeitasse as limitações que a pandemia impunha e não colocasse ninguém em risco. Por conta disso, fizemos tudo à distância: gravei as faixas do disco em casa; mixamos/masterizamos remotamente; fizemos as fotos da capa em casa, etc”, recorda Guto, que gravou as imagens em casa e mandou tudo para Meuren pós-produzir. “Ele chegou a um resultado final que fez parecer que havíamos produzido o vídeo em estúdio. Em suma, foi uma experiência muito positiva”.

O filme Videodrome, de David Cronenberg, é citado como referência do vídeo por Meuren. “Mas ele entrou mais como justificativa das nossas ações do que como inspiração. Brincando com esses efeitos de restrição de cores, super saturação e pixelização da imagem, a gente estava batendo em uma estética muito dos games, e não era bem isso (ou só isso). Então coincidiu de, por indicação de um amigo canadense muito querido e fã do trabalho do David Cronenberg, eu assistir o filme”, conta o diretor.

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“Tem uma cena específica em que o personagem principal tem suas alucinações gravadas por um device estranhíssimo em que o resultado da gravação são essas texturas todas pixelizadas, em mosaico de cor restrita. E aí deu o estalo, é isso: vamos variar as cores à medida que a música for ficando mais caótica. Também incluímos alguns poucos objetos modelados em 3d mega simples e pixelizados estilo 16 bits e alguns elementos fotográficos”, afirma o Meuren.

Em casa Guto e a companheira tiveram trabalho para fazer o painel de chroma-key caber na sala. “Foi preciso arrastar os móveis e ainda assim a largura do painel ficou a conta certinha da sala. O Vitor explicou que era preciso que captássemos as imagens com boa luz e, como não tínhamos uma estrutura boa para iluminar a cena artificialmente, escolhemos um horário em que a luz natural da sala favoreceria, o que acabou dando certo”, conta.

O disco Pombália, por sua vez, surgiu da relação de Guto com o apartamnto em que vive em Belo Horizonte. “Ele tem mesmo esse apelido carinhoso de ‘pombal’, o que acabou inspirando o título do disco: juntei o sufixo ‘ália’ ao termo pra que assim ele abraçasse a coletividade, fazendo do título Pombália essa representação do ‘reino do lar’, campo onde essas canções nasceram e foram registradas”, conta ele, que gravou pela primeira vez um disco inteiro em casa.

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Tiago Sá lança lyric video de “Quase tudo bem”

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Músico que começou a carreira na década de 1990, tocando em bandas de reggae de Brasília, Tiago Sá lançou no dia 28 de julho o EP Querelas de Brasília, pelo selo Hominis Canidae REC. O nome do disco é uma brincadeira com Querelas do Brasil, música de Aldir Blanc e Mauricio Tapajós, e também é uma referência à situação bizarra que estamos vivendo no país atualmente. É também o primeiro disco dele a estar nas plataformas de streaming. Tiago tem mais dois CDs lançados originalmente ainda apenas em formato físico, Reação da alquimia (2012) e Música pra te aguçar (2019).

E agora saiu lyric video da faixa de abertura do disco, Quase tudo bem, que você assiste com exclusividade aqui no POP FANTASMA.

O clipe é o terceiro lyric video do EP, já que saíram os de Anticorpos antifascistas e Querelas de Brasília. Todos os vídeos foram produzidos pela Imaginarte e formam um EP visual com o repertório do disco. Tiago acrescenta que a música, que une rock, dub, rap, música brasileira e eletrônica (“a voz tem um suíngue brasileiro que lembra a síncope do samba”, diz) tem participação do rapper Japão Viela 17. “A letra fala sobre o Brasil, faz um recorte crítico que também exalta as coisas boas e tenta ter esperança, por isso a ironia do nome Quase tudo bem. Ela lembra que somos um povo de paz, mas também um povo de luta, e sem luta não há mudança”, conta.

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“Os três lyrics são praticamente clipes, já que são feitos 100% com filmagens, têm uma estética que lembra o punk rock dos anos 1980 e cada vídeo tem uma cor predominante como na trilogia de Krzysztof Kieślowski”, explica Henrique Montezano, criador dos vídeos.

E tá aí o EP de Tiago.

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