Cultura Pop
American Woman, do Guess Who, só existe porque alguém pirateou um show deles

Terceiro lugar no Top 100 de singles de 1970 pela Billboard, American woman, sucesso da banda canadense Guess Who, poderia não ter existido não fosse a ajuda de um pirateiro esperto.
A canção surgiu num show, e foi iniciada por intermédio de improvisos liderados pelo guitarrista Randy Bachman e pelo vocalista Burton Cummings – o primeiro soltando riffs, o segundo cantando o que vinha à mente a respeito das diferenças entre mulheres norte-americanas e canadenses.
A dupla curtiu a ideia da música mas achou que tudo ficaria por ali mesmo, já que provavelmente nem se lembrariam dos acordes e das letras. Até que viram um garoto na plateia gravando o show.
“Confiscamos a fita dele e aprendemos virtualmente American woman ouvindo aquela jam”, disse Cummings em 2017. “Se os eventos tivessem ocorrido de maneira diferente, American woman teria se perdido para sempre naquela noite”.
O tal palco onde American woman surgiu foi uma arena de curling em Kitchener-Waterloo, Ontário. Bachman afinava sua guitarra quando surgiu o riff da música. O guitarrista disse que logo que tocou aquilo, a cabeça de todo mundo virou para a plateia para ver. “Disse para Cummings cantar alguma coisa, e a primeira coisa que ele cantou foi: ‘mulher americana'”, recordou numa entrevista.
No fim do trabalho, ganharam crédito na canção todos os integrantes da banda: Bachman, Cummings, o baixista Jim Kale e o baterista Garry Patterson. A música saiu em março de 1970 e acabou ganhando uma leitura extra quando um monte de gente passou a ver na letra uma reação à Guerra do Vietnã. Tinha gente que via na “mulher americana” e no “fique longe de mim” uma referência à Estátua da Liberdade.
Não era isso, e a canção falava das diferenças entre mulheres dos dois países, mesmo. “Ninguém se sentou e escreveu algo como Eve of destruction ou uma música anti-guerra de Bob Dylan”, disse Bachman, que passou a notar as consequências da guerra quando foi para os EUA com a banda. “Iríamos para uma cidade e não haveria jovens da nossa idade. Todos eles foram convocados. Nos shows, só tinha garotas”. A banda ficou sabendo da liderança na parada da Billboard justamente quando estava… nos EUA.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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