Cultura Pop
Pop para (er) rir: quando Paulo Cintura era apresentador de programa de rock

Lá pra 1985, alguns anos antes de virar personagem da Escolinha do Professor Raimundo e décadas antes de se tornar bolsonarista militante, Paulo Cintura podia ser visto numa função inimaginável: era um dos apresentadores do BB Video Clipe, comandado pelo músico e diretor de TV e teatro Billy Bond, e que ocupava as tardes da TV Record.
Quem está hoje entre 40 e 50 anos, ou um pouco mais do que isso, lembra de Paulo fazendo vozinha fina para gritar “metaaaaal!” antes de qualquer clipe mais pesado. Mas também se recorda que, alguns anos antes da MTV começar no Brasil, o nome “MTV” já era conhecido de quem via o programa, já que o BB Video Clipe utilizava o nome do canal, além de algumas vinhetas, para anunciar alguns dos clipes que se destacavam nas paradas.
Bom, também é possível recordar que os textos que Paulo Cintura falava para anunciar os clipes não primavam muito pela apuração e mais zoavam do que informavam – numa época em que havia pouca informação no Brasil sobre cultura pop de modo geral. Para anunciar 68 guns, sucesso da banda galesa The Alarm, sucesso entre surfistas nos anos 1980, ele avisou que “só tinha bandido na banda”, que carregava “68 revólveres”. Também investiam numa (er) descontração que marcou o rádio jovem naquela época, com um “depois do bilu bilu, U2” (aliás, o vídeo acima não é de 1982, é de 1985 ou por volta disso).
Paulo também anunciou (olha!) uma banda brasileira. Nada menos que o Hojerizah, que por aqueles tempos era um simpático lançamento do selo BB Records (do próprio Billy Bond) e tinha soltado um single com as músicas Que horror e Pros que estão em casa. Só que deu uma zoada no grupo liderado pelo cantor Tony Platão, dizendo que na banda “só tinha chinês, porque todo mundo canta com o olho apertadinho”.
Isso tudo aí estava super de acordo com o esquema do BB Video Clipe, um programa que, além de música, tinha zoação com artistas, clipes e brincadeiras com as sérias restrições orçamentárias da atração. O programa surgiu quando o ítalo-argentino Billy, então trabalhando com teatro em São Paulo, leu sobre o sucesso que Thriller, clipe de Michael Jackson, estava fazendo. O produtor e cantor, que já havia gravado discos na Argentina e no Brasil (um deles, como vocalista do Joelho de Porco, em 1978), mudou-se para o Rio e comprou horário na Record para apresentar o programa, no qual fazia personagens bizarros como o Contra-Regra Maluco. Passou a fazer clipes, a produzir outras atrações e a lançar artistas.
“Numa ocasião, levamos um aparelho de TV velho e fizemos o exorcismo da televisão, para as pessoas pararem de ver novela. Depois esmigalhamos o aparelho no ar. Uma vez chegamos para fazer o programa e faltou luz na estação. Aí fizemos o BB Video Clipe inteiro à luz de velas. Pedíamos no ar que mandassem um dinheirinho para pagarmos a conta de luz”, chegou a recordar Billy numa entrevista que me deu quando eu trabalhava no Jornal do Brasil, em 2009
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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