Na feira dos computadores, também rolava xepa: em 28 de setembro de 1981 a revista Infoworld anunciava que chegava às lojas de informática um computador europeu chamado Pear II (“pêra II”). Se os computadores da Apple (er, “maçã”), de Steve Jobs, iam para as mãos de consumidores que podiam pagar um pouco mais caro, sem problema. A Pearcom estava aí para satisfazer os micreiros dos anos 1980 com um computador que, afirmava-se, tinha os mesmos serviços de seu modelo. E não era dos mais caros.

Que saudade do computador Pear II

“Primeiro havia o TRS-80 da Personal Micro Computers, que já era um work-alike. E agora existe o Pear II, nas mesmas bases, da firma inglesa Pearcom”, tava escrito na revista.

A maquininha sairia no fim de setembro, trazia alegadamente as mesmas funções do Apple-II e era esperado que competisse no mercado com o primo grandalhão. Era programada para operar em BASIC mas poderia operar também em Cobol – só que pra isso você teria que instalar uma placa.

Isso aí deu merda com a Apple? Deu, tanto que a Pearcom não durou muito no mercado e, na época, Jobs e sua gangue já ficaram de olho nas atividades da firma, prontos para processá-la por concorrência desleal. Até porque, cá pra nós, o logotipo também era bastante parecido.

O diretor da Pearcom, Anton Kriegman, afirmou na Infoworld que seus advogados lhe disseram para ir em frente. “A Apple não tem o monopólio das frutas, daí eles não vão ter sucesso em nos processar”, provocou. Bom, a Apple na época mandou dizer, por intermédio de um porta-voz, que sabia das semelhanças e estava pensando em que atitude tomar.

Não achamos comercial do Pear II, mas em compensação pega aí um da Apple II, de 1985.

Ah, sim: não confundir com a Pear.com, marca de computadores da série iCarly.

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