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Marcelo Lobato lança reflexão sobre a espécie humana em “Gênero humano”

Marcelo Lobato observa a humanidade como quem olha para uma espécie qualquer num catálogo de ciências naturais. Em Gênero humano, novo single solo do ex-O Rappa, o músico, compositor e produtor transforma essa ideia em canção. A música parte de uma provocação simples: e se o ser humano deixasse de ser o observador e passasse a ser observado?
A letra, assinada pelo irmão Marcos Lobato (com quem divide a banda Afrika Gumbe), brinca com conceitos de taxonomia e classificação científica para colocar nossa espécie sob análise. Em vez de surgir como centro do universo ou ápice da evolução, o homem aparece como um organismo repleto de ambiguidades, tão capaz de criar obras extraordinárias quanto de repetir comportamentos irracionais e destrutivos.
“Somos uma entidade biológica que mal se entende, apesar da suposta consciência. Uma máquina sem manual de instrução, um objeto com código de barras, sem destino definido, como uma fração geratriz que dá origem a um numeral indefinido”, reflete Marcos. “É um animal que sonha em voar em aeroplanos, mas que, descontrolado, desfere colérico um murro na mesa”, resume.
Gênero humano foi produzida por Marcelo Lobato e Zé Nóbrega no Estúdio Jimo – Marcelo tocou todos os instrumentos, menos a guitarra, que ficou com o co-produtor.
Foto: Rodrigo Ferraz / Divulgação
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New Order: da formação original, agora só o vocalista (e parece que deu xabu)

O New Order acaba de confirmar uma nova série de shows – incluindo a apresentação na versão chilena do Primavera Sound ainda este ano. Só que tem um detalhe meio grave: a banda confirmou que Stephen Morris e Gillian Gilbert não viajarão com a banda devido a “motivos pessoais de saúde”. E não farão turnês “num futuro próximo”.
Da formação original, sobrou apenas Bernard Sumner nos vocais e na guitarra, ao lado de Phil Cunningham (na banda desde 2001) e Tom Chapman (na banda desde 2011). O baterista Stephen veio do Joy Division e fundou o New Order com Bernard e o baixista Peter Hook, que deixou o grupo de maneira BEM tumultuada em 2007. Gillian entrou pouco depois e completou a banda original.
Como JD e NO foram introduzidos no Rock And Roll Hall Of Fame neste ano, resta saber se os dois poderão estar na cerimônia. A banda não deu mais nenhuma informação, mas (detalhe) numa participação recente no programa Rock Daydream Nation, do YouTube , Hook disse que “já tinha ouvido falar” que Morris e Gilbert estavam saindo do New Order.
“O Barney está em turnê solo com o New Order este ano, porque o Stephen e a Gillian saíram, pelo menos foi o que eu ouvi”, disse ele, segundo o NME. “Então agora o Barney é o New Order. O que é bem interessante. Ele até já agendou um show no Chile, onde vai se apresentar como o único membro do New Order, o que é muita hipocrisia”.
No início deste ano, Hook disse à Rolling Stone que a possibilidade de ele estar ao lado de seus ex-companheiros de banda na cerimônia era zero. “Não. Não. Não depois do que fizeram comigo e com a minha família, não”, disse ele. “Não vou ficar do lado deles. Não. Não me importo (com o resultado). Não me incomoda. É preciso ter princípios”.
Tem novidades do New Order vindo aí: The best and the rest of New Order, pacote que junta pela primeira vez as coletâneas The best of New Order (1994) e The best of New Order (1995), sai pela Warner dia 17 de julho. Com áudio remasterizado, a coletânea também incluirá uma série de remixes raros e inéditos. Os dois discos também ganharão versões separadas em vinil, masterizadas nos lendários estúdios de Abbey Road.
E tem uma novidade bem boa do Joy Division a caminho: tá pra sair a caixa Eternal (Live) contendo praticamente tudo que existe do Joy Division ao vivo. O pacote sai em 25 de setembro e é um box com 16 álbuns ao vivo completos, distribuídos em 14 CDs, além de dois DVDs. Um dos DVDs traz uma edição oficial de Joy Division – A Malcolm Whitehead Film, filme raríssimo da banda, feito em 1979, e que virou uma espécie de “figurinha difícil” do álbum do JD.
Foto: Divulgação
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Lorde solta esqueletos de “Virgin”, com fotos, demos e texto

Uma surpresa para os fãs de Lorde subiu pra internet na sexta (26): ela decidiu comemorar o primeiro aniversário de seu álbum mais recente, Virgin, revelando os bastidores das gravações do álbum – incluindo demos (que ela chama de “esqueletos” do que viria a ser Virgin), fotografias, anotações, ideias para a arte da capa.
O material está todo disponível para baixar de graça numa página do site dela, chamada XRAYS. E ela também escreveu um longo boletim informativo para acompanhar o lançamento.
“No ano passado, brincamos com a ideia de fazer um álbum inteiro só com essas versões básicas, composições legais de algumas versões diferentes”, escreveu Lorde no boletim informativo. “Mas no domingo à noite, percebi que radiografias verdadeiras de Virgin seriam mais reais, mais engraçadas, revelariam mais as nossas imperfeições e inclinações, não se concentrariam tanto em onde chegamos, mas sim celebrariam a nossa forma de viajar, as repetições, as espinhas, a jornada. Como disse Eric, ser você de verdade é lindo. É assim que estou tentando viver”.
Lorde também deu uma visão geral de como era sua vida na época em que trabalhava em Virgin e das dificuldades que enfrentou, incluindo um transtorno alimentar, um diagnóstico de Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) e um término de relacionamento. E falou sobre como foi impactada por Brat, disco de Charli XCX.
“Eu me concentrei em cantar para mim mesma da maneira que eu precisava”, escreveu ela. “Gradualmente, dei voz e palavras a antigas histórias que eu tinha medo de contar. Eu as expurguei de mim e me senti mais leve. Viver nessas canções teve um efeito encantatório”.
Um outro detalhe é que Lorde já adianta, no fim do texto, sua adesão à plataforma de álbuns Lume, desenvolvida na Nova Zelândia, e que chega nas app stores em 17 de julho. Olha o texto completo dela aí embaixo, traduzido. Antes, você pega todas as músicas.
“No domingo à noite, enquanto guardava minhas roupas, percebi que o álbum Virgin já estava no ar há quase um ano. Decidi que precisava fazer algo a respeito. Para ser sincera, não sabia bem como falar sobre Virgin desde o lançamento. Achava que já estava acostumada e até um pouco insensível ao marketing e à mercantilização dos meus sentimentos, mas compartilhar Virgin foi uma experiência crua e reveladora de uma forma nova. Me saí mal na entrevista, não consegui escrever aqui, não postei muito. Acho que precisava ficar em silêncio por um tempo. Também faz sentido que um trabalho tão físico resista a ser aprisionado pela linguagem. Mas já se passou algum tempo e quero tentar encontrar as palavras certas.
Fazer um álbum é um ato absurdo. A autoabsorção e a crença necessárias tornam você uma pessoa difícil de conviver. Você desaparece completamente no seu próprio mundo, sempre meio resmungando, constantemente à beira de uma revelação. O trabalho é realmente ruim por um longo tempo; você tem que conviver com o que está errado e abrir caminho a golpes. Às vezes, o desconforto e a monotonia são difíceis de superar, mas cada dia de produção de Virgin foi um presente absoluto. Eu tinha a sensação de que estava me libertando, construindo um lugar sagrado. Apliquei cada camada com o máximo cuidado.
Eu estava tentando me curar de um transtorno alimentar breve, mas que se desenvolveu ao longo de muito tempo. Recentemente, havia deletado o MyFitnessPal. Na semana em que começamos o que se tornaria o Shapeshifter e o What Was That, eu estava me esforçando para acreditar que o café da manhã não era uma negociação. Eu me obrigava a tomar um smoothie todas as manhãs, ia trabalhar quando queria fugir, continuava tentando, um passo de cada vez.
Eu estava passando por um término de relacionamento. Em vez de hotéis, fiquei em camas extras e sofás de várias amigas. O carinho que essas mulheres me demonstraram durante esse período é um dos principais motivos da existência da Virgin. Em 2024, uma dessas amigas olhou nos meus olhos e disse, com firmeza: 1’Você parece entrar numa depressão profunda por causa do álbum toda vez que menstrua’. Alguns meses depois, fui diagnosticada com TPMD (Transtorno Disfórico Pré-Menstrual).
Eu usava calça jeans masculina e um moletom preto com zíper todos os dias, independentemente do clima. Minha acne era uma barba espessa que descia pelo meu pescoço. Eu me sentia monstruoso e sagrado. Peguei uma bicicleta emprestada e me senti me espalhando, deslizando, desperto para os milhões de códigos sutis sendo enviados e recebidos pela cidade e para a energia de tudo isso se acumulando acima de nossas cabeças.
Concentrei-me em cantar para mim mesma da maneira que precisava. Aos poucos, dei voz e palavras a antigas histórias que tinha medo de contar. Libertei-me delas e senti-me mais leve. Viver nessas canções teve um efeito encantatório. Senti que mudavar.
Brat surgiu, um sistema climático de destemor e fragilidade. Meu estágio inicial tornou-se repentinamente, e de forma chocante, externo. Eu tive que realmente olhar para os meus problemas e permanecer aberta. Charli me manteve por perto e me deu o espaço perfeito, o que exige muito cuidado. Minha fé na música como tecnologia social foi restaurada. Nas festas e festivais, eu fumava, cantava e me sentia parte da raça humana.
Tiramos as radiografias que se tornariam a capa do álbum em 2 de março de 2025. Quando chegou a minha vez de fazer o exame, me senti louca, fora de mim, em uma clínica médica, usando as joias das minhas duas avós, como se estivesse participando de uma espécie de sessão espírita ou exorcismo. Os velhos medos ressurgiram. Eu tinha certeza de que a máquina revelaria uma feiura e uma inadequação que me atingiriam até os ossos. Eric percebeu o que estava acontecendo comigo enquanto preparávamos a primeira imagem. Ele tocou minha mão e disse suavemente: ‘Vai ficar perfeito, é uma foto sua, e você é perfeita e certa do jeito que é hoje.’
Já falei sobre como tentei amar a Virgin do começo ao fim, não apenas quando era um produto vendável. Fui surpreendido repetidamente, durante o processo, por momentos de profunda beleza, quando estávamos apenas tropeçando em algo ou indo completamente na direção errada. No ano passado, brincamos com a ideia de fazer um álbum com essas versões básicas, composições interessantes de algumas versões diferentes. Mas, no domingo à noite, percebi que radiografias verdadeiras da Virgin seriam mais reais, mais engraçadas, revelariam mais as tortuosidades e inclinações, menos sobre onde chegamos e mais sobre celebrar a forma como viajamos, as repetições, as espinhas, a jornada. Como disse Eric, ser você de verdade é lindo. É assim que estou tentando viver.
Obrigada, como sempre, por reservarem um espaço em suas vidas para qualquer aspecto do meu projeto artístico. É uma verdadeira honra ser recebida por vocês. Divirtam-se com isso e espero que gostem de explorar. Mal posso esperar para vê-los neste verão.
Te amo muito
Exxxxxxxxx
PS: Vou publicar tudo isso na nova plataforma dos meus amigos, o Lume, quando for lançada… Conto mais em breve
Em algum momento, pesquisei no Google “sintomas de burnout”. Agora estou tomando um antidepressivo ISRS e me sinto muito melhor”.
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E a inteligência artificial, Madonna? “É o completo oposto de fazer arte”

Prestes a lançar seu novo disco, Confessions II (sai nesta sexta, 3 de julho), Madonna deu uma entrevista à Vogue Itália e aproveitou para condenar a inteligência artificial na indústria da música, que ela descreve como “o completo oposto de fazer arte”.
“Antigamente, você estava cercada por pintores, músicos, dançarinos, artistas, todos concentrados em um só lugar, trabalhando com uma certa pureza. Eu realmente valorizo essa experiência, mas não acho que muitas pessoas a vivenciem hoje em dia”, diz.
“Hoje em dia, para conseguir um contrato com uma gravadora, você pensa em quantos seguidores tem”, continuou. “Trabalhar apenas em termos de algoritmos e inteligência artificial não permite que você corra riscos, o que é o completo oposto de fazer arte”.
No papo, Madonna também fez referência ao seu single recente, Bring your love. Segundo a cantora, o verso “não tente me distrair com números” surgiu do fato de ela “não estar pensando nas paradas musicais, nos números de streaming”.
A Far Out Magazine, aliás, prestou atenção no fato de que Madonna, nos últimos dias, andou insinuando que pode ser atração principal no Festival de Glastonbury em 2027.
Não deixou de ser uma insinuação da própria revista, já que, em entrevista a Graham Norton para um programa especial da BBC, Madonna basicamente disse que, após a turnê nova, tinha “algo ainda maior” planejado para o verão de 2027. Ao ser questionada se era no Reino Unido, ela respondeu timidamente:
“Pode ser. Por que você precisa saber de tudo? Eu já te contei muitas coisas interessantes, é isso que você ganha, e o resto você terá que esperar”, afirmou. “Ouvi essa frase há muito tempo, que define ser adulto como a capacidade de adiar a gratificação”.
Na real, o que mais tem são apostas em relação a quem vai se apresentar em Glastonbury em 2027, daí artistas fazem confusionismo, jornalistas e fãs ficam animados. A Far Out conta que havia fortes rumores de que Madonna seria a atração principal do Glastonbury em 2024, mas isso não se concretizou, e Dua Lipa, SZA e Coldplay acabaram sendo os artistas principais.








































