Você acha que conhece a pessoa que mais ganhou nominações para o Oscar, sem ganhar um único prêmio, durante vários anos? Talvez você só ache que conheça, porque nunca ouviu falar de um sujeito chamado Kevin O’Connell.

Designer de som americano e figura popular nos bastidores desde Grease – Nos tempos da brilhantina (filme no qual ele trabalhou), ele foi indicado nada menos que vinte vezes ao longo da sua carreira sem nunca ganhar nada. Aliás, na cerimônia de 2017, isso acabou: ele levou uma estatueta pelo filme Até o último homem (2016), de Mel Gibson.

Em 2017, a revista People descobriu Kevin e fez um perfil dele. Kevin dedicou o prêmio à sua mãe, que já não estava mais viva, e ao diretor Mel Gibson, além de seus colegas de set de filmagem. Com 59 anos na época, ele estava um tanto inseguro se iria mesmo ser premiado.

“É uma categoria difícil porque há tantos filmes bons. Mas também fomos indicados para melhor filme, melhor ator, melhor diretor e isso significa que o pessoal da Academia em geral gosta do filme”, contou à NBC.

O’Connell tinha feito vários discursos para quando fosse lá receber o prêmio, durante esses anos todos, e deixou tudo guardado. Em todos, manteve o agradecimento à mãe, que foi chefe assistente do departamento de som da Fox e deu a ele o primeiro emprego na área. Após a primeira oportunidade, ele trabalhou em uma série de grandes projetos, como Os caçadores da arca perdida, Poltergeist e O império contra ataca, sempre como técnico de gravação. Seu primeiro filme como mixer de som foi na comédia Cliente morto não paga (1982).

Apesar da falta de Oscar, O’Connell e mais uma equipe chegaram a ganhar um Emmy de melhor mixagem de som para minissérie ou filme pela série Lonesome dove (1989). Esssa série aí.

Entre os filmes pelos quais ele já foi indicado, estão Armageddon (1998), Homem-aranha (2002) e Transformers (2007).