Cultura Pop
Joe Petagno e as histórias por trás de capas clássicas do Motörhead

Nascido no Maine, Joe Petagno mudou-se para os Estados Unidos nos anos 1970 e, trabalhando com artes gráficas, arrumou emprego na prestigiosa Hipgnosis, de onde saíram capas de Pink Floyd, Led Zeppelin e outros nomes. Um de seus trabalhos mais populares foi o logotipo do selo do Led, Swan Song – na verdade um redesenho de Fall of day, do pintor anglo-americano William Rimmer (1816-1879).
Mas ele é mais conhecido entre fãs de heavy metal por ter cuidado dos trabalhos gráficos do Motörhead desde o comecinho da história da banda. Criou toda a iconografia do Motörhead quase em bases militares – como se fossem emblemas – e ainda fez o Snaggletooth, o rosto com presas que se tornou o mascote da banda. Essa história com a banda, além de vários outros trabalhos, pode ser encontrada no livro Orgasmatron: The heavy metal art of Joe Petagno.
“É uma espécie de Dorian Gray (que nunca envelhece, referência à novela O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde) mas que está sempre apodrecendo”, brinca Petagno nos dois vídeos abaixo, tirados do DVD Inferno – 30th anniversary story, que alguém jogou no YouTube.
Na conversa para o DVD (tem legendas automáticas em inglês, ruins), ele explica o que há por trás de algumas capas que fez para o Motörhead. Olha algumas das quais ele fala aí.
“OVERKILL” (1979). A capa do segundo disco do grupo foi feita bem na pressa, porque a banda teve dificuldade de encontrar o artista, bastante ocupado no período. “Foi uma decepção para mim (o resultado final), tive cerca de uma semana e meia para terminar. Deveria ter sido algo multi-camadas. Não fiz o que queria ter feito, mas acabei fazendo no Inferno (disco da banda de 2004)”.
“ANOTHER PERFECT DAY” (1983). No sexto disco da banda, o mascote ficou maluco: coloridíssimo, como se estivesse se desmanchando. Joe Petagno diz que fez essa arte sem nem escutar o disco. “Acabou ficando assim porque era tudo caos, na minha vida e na vida de Lemmy. Lembro que Philty (Animal Taylor, baterista) disse: ‘Caralho, se os garotos virem isso depois de terem tomado ácido, vão ficar malucos'”, contou.
“SACRIFICE” (1995). O Snaggletooth ganhou um, er, pênis na língua. “É incrível como os genitais podem irritar as pessoas”, contou Joe Petagno, avisando que o genital era apenas um detalhe – a capa ainda tinha imagens de hordas nazi sendo enviadas para o inferno. “As pessoas pensam que eu sou anti-estado, e eu sou. As pessoas pensam que eu sou anti-guerra, eu sou. Eu sou anti-qualquer coisa que irá impedir que um indivíduo seja uma pessoa inteira”, contou.
“25 & ALIVE – BONESHAKER” (2001, a capa é a imagem que você vê lá em cima). Para a capa do DVD gravado na Brixton Academy em 2000, em comemoração aos 25 anos do grupo, Petagno se inspirou nos pôsteres de turnês que os fãs arrancavam das paredes, fazendo uma montagem com várias capas de discos. “Tem de 1975 até aqui, uma montagem do Motörhead por todos esses anos”, disse.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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