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Televisão

Garota da Capa: o mundo da Playboy no horário nobre da Globo, em 1988

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Garota da Capa: o mundo da Playboy no horário nobre da Globo, em 1988

Nos anos 1980, não havia Instagram (é mesmo?), ou blogueiras, ou reality shows (sério?) nem nada disso. O segmento masculino (e parte do feminino, claro) torcia para que modelos, atrizes e mulheres que apareciam de uma hora para outra na mídia resolvessem posar nuas na Playboy. Ela ainda estava todo mês nas bancas, vendia como água e punha na capa um monte de meninas reveladas por concursos de beleza do Rio e de São Paulo. Além de pagar cachês altos para modelos e atrizes que despontavam na mídia.

Garota da Capa: o mundo de Playboy no horário nobre da Globo, em 1988

Em outubro de 1988, quando isso ainda era uma realidade, a Rede Globo levou ao ar um especial chamado Garota da capa, dirigido por Walter Avancini. Unindo reportagem e ficção, o programa dava a entender que o Documento Especial, documentário apresentado semanalmente pela Rede Manchete naquela época, dava uma incomodada enorme na maior estação de TV da América Latina. Pela primeira vez – e em entrevistas conduzidas por Liliana Rodriguez e Fernanda Esteves – modelos e participantes de concursos de beleza abriam o jogo sobre assédios, cantadas que recebiam de contratantes e roubadas da profissão.

Você pode ver esse programa aí em cima. Em Garota da capa, enquanto se desenrolava uma história bizarra sobre uma modelo perseguida por um marido ciumento, belas apareciam em nu frontal (chocaria muita gente hoje, pelos mais variados motivos, e em 1988 não era comum). E rolava um concurso de beleza montado especialmente para o programa, com o mesmo nome.

O tal concurso Garota da capa foi gravado na boate Columbus, que funcionava em Copacabana, era apresentado por César Filho e, no júri, tinha lendas (então) vivas como Guilherme Araújo e Zózimo Barroso do Amaral. Desfilando para ganhar o título de mentirinha, Josi Campos (modelo que apareceu na capa da Playboy e, muitos anos depois, foi diagnosticada como esquizofrênica), Andréa Veiga (então ex-paquita do Xou da Xuxa), Malu Bailo (que na década seguinte ficaria famosa como atriz e como protagonista de shows de strip tease) e outras.

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Nos tais bate-papos, uma das modelos lembra ter sido ameaçada após se recusar a se prostituir numa festa. O mitológico Zózimo fala sobre os caminhos que levam uma pessoa a estar nas colunas sociais – e revela que estar ao lado da companhia certa sempre ajuda. Outros profissionais, como os fotógrafos Antonio Guerreiro e J. R. Duran, entregavam vários métodos de trabalho e engana-trouxa do mercado.

Garota da Capa: o mundo de Playboy no horário nobre da Globo, em 1988

O especial da Globo foi capa do Segundo Caderno

Em boa parte dos depoimentos, o tema da prostituição aparecia à espreita. O coreógrafo Zé Reynaldo, onipresente em concursos de beleza, reclamava já ter sido até confundido com agenciador de garotas. “Já acharam que eu era cafetão! Logo eu. Nem é minha cara!”, disse.

Já para quem quiser ficar chocado (a) no estilo “meu Deeeus, como o mundo era machistaaaa!”, há depoimentos bem mais incisivos em relação ao sexismo no mercado do nu nos anos 1980. Inclusive envolvendo desfiles de moda no Mato Grosso (“a capital da moda no Brasil é lá, essas meninas vivem indo lá fazer desfile”, conta um produtor) e assédio de fazendeiros, numa época em que “bancada do boi” ainda era um trem no fim do túnel.

Cultura Pop

The Lucie Arnaz Show: a sitcom da filha de Lucille Ball e Desi Arnaz

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The Lucie Arnaz Show: a sitcom da filha de filha de Lucille Ball e Desi Arnaz

Em 2016, o jornal americano Cape Cod Times entrevistou ninguém menos que Lucie Arnaz, filha de Lucille Ball e Desi Arnaz (já viu Being the Ricardos, sobre a vida do casal, no Amazon Prime?), nomões da cultura pop e da história da televisão nos Estados Unidos. Atriz e cantora revelada pelo programa de seus pais (e pela orquestra do experiente Desi, popularíssima nos EUA), ela acabou passando para o outro lado das câmeras e virou executiva e produtora.

No tal papo, ela chegou a dizer que poderia ter tido várias outras carreiras: “Diretora, escritora, decoradora, professora, apresentadora de talk show…”, contou. Só reclamou de ter que, a todo momento, desempenhar o mesmo papel: a de filha de pais famosos que estava eternamente condenada a ter que responder perguntas a respeito deles em todas as entrevistas, mesmo que ela já tenha feito diversas outras coisas. Ok, I love Lucy é o tipo da série de TV que nunca ninguém esqueceu (nem mesmo no Brasil: foi exibida durante vários anos pelo SBT, com um dublagem que abrasileirava roteiros e colocava personagens como Hebe Camargo e Pelé nos diálogos). Mas dá para entender a aporrinhação. “Acho que nunca fiz uma única entrevista em que não me fizessem mais perguntas sobre meus pais do que sobre mim. Seria bom que isso acontecesse algum dia. Ei, talvez tenha acabado?”, brincou.

O que muita gente talvez mal lembre é que Lucie teve uma pequena (muito pequena, aliás) tentativa de sitcom em 1985. The Lucie Arnaz show teve só uma única temporada, com seis episódios, exibidos pela CBS.

Na sitcom, Lucie interpretava uma psicóloga, Jane Lucas, que respondia perguntas num programa de rádio e numa coluna em revista. Não era uma ideia super original: o plot era a adaptação de uma série britânica, Agony, que foi exibida entre 1979 e 1981 e tinha Maureen Lipman no papel principal (a personagem tinha o mesmo nome). No caso da série de Lucie, o elenco ainda tinha nomes como Bill Nighy, Rosalind Ayres, Miranda Richardson e Phyllida Law – todos interpretando personagens bastante excêntricos e que muito ajudavam a dra. Jane quando não atrapalhavam.

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Segundo o tumblr Paper Moon Loves Lucy, Lucie não estava muito contente com o fato de ter seu nome na série – afinal, ela interpretava uma personagem, que era de fato a estrela do programa. Mas a CBS insistiu, até porque os executivos da estação achavam que o nome Agony era curto demais. O show estreou numa terça (Lucy show era uma atração de segunda-feira, só para constar) e atraiu 20% dos telespectadores. Na sequência, os outros episódios não chegaram a atrair muita gente e a CBS desistiu do programa.

 

 

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Cultura Pop

Dr. Spock participando de uma comédia na TV em 1967

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Não havia muita dúvida: as pessoas assistiam à série Star trek para ver Leonard Nimoy interpretando o Dr. Spock. O carisma do personagem levou Nimoy a fazer uma carreira paralela como cantor (opa, já ouviu nosso podcast sobre não-cantores que gravam discos?) e fez com que o personagem fizesse participações em programas de TV. Olha o Spock aí, em uma participação no The Carol Burnett Show.

O Carol Burnett Show era uma comédia de variedades liderada (o nome já diz, enfim) pela atriz americana Carol Burnett, e ficou no ar na CBS de 11 de setembro de 1967 a 29 de março de 1978. O programa teve vários convidados e um deles foi Nimoy vestido de Spock, no episódio Sr Homem Invisível, que foi ao ar no dia 12 de abril de 1967.

No tal episódio, Carol interpetou uma jovem mãe cujo filho era invisível, assim como o marido, e que pediu um tônico para tornar todo mundo visível. Só que o tal marido invísível era o Dr. Spock (lógico que isso só apareceu para o público depois que ele tomou o tônico).

Aliás, tá aí o episódio inteiro.

Via Laughing Squid

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Cultura Pop

Quando Pat Smear apresentou o House Of Style, da MTV

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Quando Pat Smear apresentou o House Of Style, da MTV

Pat Smear (Foo Fighters, Germs) é fã de moda, além de guitarrista de punk rock. Esse lado dele já chegou à mídia algumas vezes, e apareceu justamente na MTV em 1997, quando ele apresentou por um dia o programa House of style. E convidou para o episódio nada menos que… três das Spice Girls.

No programa, Pat avisa que está indo fazer o que metade da população dos EUA está indo fazer, que é comprar o novo disco delas, que na época era Spiceworld. Era um excelente momento para as Spice Girls, que no finzinho daquele ano seguiriam o mesmo caminho de vários outros nomões do pop e invadiriam as telonas dos cinemas, com O mundo das Spice Girls. E era também um bom momento para Smear dar um passeio com Emma Bunton, Mel C e Victoria para passear e fazer compras num shopping em Nova Jersey, batendo um papo sobre as diferenças entre EUA e Inglaterra.

Pat Smear entrevista as garotas e aproveita para tirar algumas dúvidas, como as de que as Spice Girls teriam montado sua própria loja de roupas (não era verdade e possivelmente isso saiu de algum tabloide britânico, elas esclarecem). O guitarrista dos Foo Fighters também anima Mel C (conhecida como Sporty Spice, você sabe) a dar um salto mortal para trás dentro de uma loja. Bom, digamos que ela se animou bastante e deu dois saltos.

Smear recebeu também outras atrações no programa, como as modelos Shalom Harlow e Amber Valletta. E, ah, ele não foi o primeiro punk a aparecer por lá, não. Olha aí Dee Dee Ramone lado a lado com a modelo Cindy Crawford em 1989.

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